<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464</id><updated>2011-09-30T11:08:04.493-03:00</updated><category term='show'/><category term='Peru'/><category term='pearl jam'/><category term='avenida brasil'/><category term='Findi no Rio'/><category term='falta de educação'/><category term='língua'/><category term='música'/><category term='consumidor'/><category term='etiqueta'/><category term='defesa'/><category term='chorinho'/><category term='Machu Picchu'/><category term='preconceito'/><category term='eletrolux'/><category term='Lima'/><category term='briga'/><category term='banco'/><category term='entrevista'/><category term='blues'/><category term='Nervo Óptico'/><category term='modos'/><category term='sovaco de cobra'/><category term='motorista'/><category term='ed mota'/><category term='escola'/><category term='acidente'/><category term='rock'/><category term='viagem'/><category term='fama'/><category term='polêmica'/><category term='sonhos'/><category term='livro'/><category term='educação'/><category term='Gotas do Rio'/><category term='Penha'/><category term='responsabilidade'/><category term='desemprego'/><category term='revoluções'/><category term='RH'/><category term='cariocas'/><category term='linguagem'/><category term='rio de janeiro'/><category term='opinião'/><category term='cavaquinho'/><category term='mec'/><category term='norma'/><category term='Cuzco'/><category term='atropelamento'/><title type='text'>Nervo Óptico</title><subtitle type='html'>Coleção de crônicas publicadas desde dezembro de 2004 nas colunas "Findi no Rio", "Nervo Óptico" e "Gotas de Rio". Uma visão bem humorada sobre a vida na cidade mais maravilhosa do mundo e seu lado "B".</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>140</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-1376041308770667510</id><published>2011-07-27T22:24:00.006-03:00</published><updated>2011-07-27T23:34:40.710-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cariocas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='modos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='falta de educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ed mota'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rio de janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='etiqueta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='polêmica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><title type='text'>Politicamente Incorretos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-R4uOyzPOL2s/TjDGoNfG5WI/AAAAAAAAAbU/RQl_MDyE0sQ/s1600/tialety%2Bblogspot%2Bcom.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Há coisa de um mês ou mais, um pequeno furdunço se instalou na mídia brasileira. Os comentários feitos pelo músico Ed Motta em sua página no Facebook deixaram alguns de cabelo em pé. Mas será que o músico, acusado de ser preconceituoso e machista, estava totalmente errado? Será que por ser uma celebridade ele não tem direito de ser politicamente incorreto da mesma maneira que qualquer outro mortal? E será que os tais comentários talvez não sejam apenas uma questão de observação e gosto? E gosto, sabemos, não se discute.&lt;br /&gt;O músico alega ter feito apenas algumas brincadeiras com amigos na rede e pediu desculpas aos ofendidos. O fato é que suas declarações a respeito da necessidade de talento para mulheres feias e isenção desse atributo para as bonitas incomodou tanto quanto sua preferência pelo povo do sul em oposição a cariocas e nordestinos.&lt;br /&gt;Tudo bem! Admitamos. Os comentários seriam totalmente dispensáveis na mídia aberta. Quando uma pesssoa pública, seja artista, cientista, político, ou seja lá o que for, entra em sua casa via tv, rádio ou jornal e dá declarações como essas, realmente, falta-lhe uma dose considerável de “semancol”. Porém, o músico em questão não foi à mídia fazer tais comentários, muito pelo contrário. Ele estava na página &lt;b&gt;DELE&lt;/b&gt;, conversando com amigos &lt;b&gt;DELE&lt;/b&gt;, e não invadiu a casa de ninguém. Alguém leu e resolveu jogar no ventilador.&lt;br /&gt;O facebook, site de relacionamento onde se deu o bafafá, é um espaço público? Mais ou menos... Existe a possibilidade de você adicionar ou não as pessoas que farão parte da sua rede, mas não é totalmente controlável o acesso para quem vai ler suas conversas. Sendo assim, qualquer pessoa tem o direito de escrever o que bem entender em sua página e quem não se agradar que vá fuçar a vida de outro. Simples assim.&lt;br /&gt;Por outro lado, vamos tentar olhar a situação sob a ótica do músico. Quantas vezes você se deparou com uma péssima atriz, ou cantora, porém linda de morrer, e pensou: “Ah, assim até eu...”? Ou os rapazes, quantas vezes torceram o nariz para o jogador, o cantor, ou o ator com pinta de galã, porém sem um pingo de talento, e não pensaram o mesmo? E nem sempre isso é despeito. Muitas vezes, é apenas uma constatação!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-NLKeJAhYXgs/TjDExcfGhNI/AAAAAAAAAak/k6HH9YyZ4w0/s1600/wwwvireta%2Bblogia%2Bcom.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-NLKeJAhYXgs/TjDExcfGhNI/AAAAAAAAAak/k6HH9YyZ4w0/s200/wwwvireta%2Bblogia%2Bcom.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634219487579768018" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 182px; height: 200px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Com relação à questão geográfica. Outro dia, liguei o rádio para ouvir o programa “Rock Bola”, na &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;FM do Rio. E ouvi comentários dos divertidos apresentadores sobre a alegria que sentem quando as câmeras de tv transmitem imagens das arquibancadas nos estádios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Foram além, relataram o aborrecimento quando as câmeras focalizam as arquibancadas nordestinas. Obviamente, eles se referiam à presença feminina nos jogos de futebol. Ok, trata-se de um programa de humor, mas será que não existe uma preferência politicamente incorreta por trás desse humor? No entanto, o programa é líder de audiência e já alcança outras mídias, como jornal, teatro e tv.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ultimamente, eu mesma tenho pensado muito em deixar o Rio de Janeiro. O trânsito por diversos ambientes e as observações que faço em cada um deles têm me convencido que o Rio não é mais dos cariocas. E que os cariocas estão cada vez mais distantes da imagem simpática que é feita deles.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Aí vão alguns exemplos! Avenida Brasil, passarela do caracol, na entrada da Ilha do Governador. Uma mulher de aparência humilde andava sobre a passarela, falando alto ao telefone e gesticulando com a mão livre, tendo entre os dedos um cigarro aceso. Ao ultrapassá-la, ela solta o braço e a ponta do cigarro atinge minha perna, um pouco acima do joelho, furando a meia-calça preta que se rasgou inteira em frações de segundos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-H4gYHuV5cN8/TjDFQZtGCXI/AAAAAAAAAas/GlX92GvBmWQ/s200/www%2Bsmartkids%2Bcom%2Bbr%2Bespeciais%2Bboas-maneiras%2Bhtml.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634220019409095026" style="float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; cursor: pointer; width: 200px; height: 167px; " /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A primeira reação da fumante foi rir. Ao ver minha feição pouco satisfeita, se desculpou. Ao ouvir minha voz proferir que até para fumar é preciso ter classe, ela calou e desceu apressada a rampa da passarela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Avenida Rio Branco esquina com Rua Sete de Setembro, uma hora da tarde de uma segunda-feira qualquer. Uma mulher muito bem vestida caminha velozmente em um salto altíssimo pelas traiçoeiras pedras portuguesas. Para manter o equilíbrio, solta os braços com velocidade, ocupando uma considerável área em volta de si mesma, apesar do denso fluxo de pedestres naquela região e naquele horário. O inevitável acontece: ao passar por um homem parado em frente a uma banca de jornal, ela – que também portava um cigarro aceso – atinge a mão do homem, queimando-o. Não fiquei para ver o resultado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-lCGbfMPiLNU/TjDFzKtFeYI/AAAAAAAAAa0/-nINMsVaNy8/s200/enguiafresca%2Bblogspot%2Bcom.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634220616677947778" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 187px; height: 200px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Em um ônibus de uma linha qualquer em um horário qualquer, homens em idade produtiva ocupam o assento destinado a idosos, grávidas e deficientes e fingem dormir quando um desses destinatários entra no veículo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Outros passageiros sentados, homens e mulheres, obstruem com seus pés o corredor do ônibus atrapalhando os infelizes que tentam caminhar e se equilibrar contra a inércia (uma lei da física que, por sinal, deveria ter sido estudada antes de colocarem o desembarque de passageiros no fundo dos ônibus).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-MeAJs9ewgbQ/TjDGTQoYn8I/AAAAAAAAAbE/H9ermJD2SkA/s200/educaja%2Bcom%2Bbr.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634221168024657858" style="float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; cursor: pointer; width: 127px; height: 200px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Há também aqueles que ao passarem pelo corredor ou ao se levantarem de seus assentos, o fazem de forma tão atabalhoada que pisam, não nos pés, mas NAS PERNAS dos que estão próximos. Às vezes, pedem desculpa, outras, ignoram. Sem falar nas madames que, ao circularem pelo corredor, batem com suas enormes bolsas nos rostos dos felizardos que conseguem um lugar para sentar. Nem pense em reclamar, pois o errado é você que deveria ter pego um táxi!&lt;br /&gt;Num dia desses, depois de comprar meu ingresso para o Rock in Rio, no Engenhão, me submeti a uma aventura nos trens da Supervia. Como me dirigia ao centro da cidade, optei pelo trem para fugir do trânsito na hora do rush.&lt;br /&gt;Pouco antes de chegar à estação da Central do Brasil, onde deveria descer, a composição ficou parada e perguntei a um passageiro próximo qual era a estação seguinte. O gentil passageiro me deu a informação que precisava e, percebendo que não estava habituada a utilizar aquele transporte, me aconselhou a permanecer sentada quando chegasse à Central e só me levantar para sair quando todos os passageiros estivessem acomodados. Achei engraçado, mas agradeci e aguardei.&lt;br /&gt;Quando chegamos à tal estação e as portas do vagão se abriram, o povo que esperava na plataforma, faminto de assento, invadiu o trem aos berros, aos solavancos, correndo ensandecido. Fui deslocada do lugar que estava coisa de meio metro, sem sequer me levantar. Os que sentavam gargalhavam como que possuídos por alguma entidade zombeteira. Um espetáculo sinistro que, peço a Deus, não precisar presenciar nunca mais. Consegui deixar o vagão. O passageiro que havia me dado informação reapareceu para perguntar se estava me sentindo mal. Neguei e, mais uma vez, agradeci. Fico imaginando como estava minha expressão naquele momento...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Diante desses pequenos e corriqueiros exemplos, ainda existe alguém que, vivendo no Rio de Janeiro – não exclusivamente no “Rio-Área Nobre”, mas no “Rio Povão”, o Rio que não aparece seriamente retratado nas novelas de tv –, tem a coragem de discordar de Ed Motta quando ele diz que mais para o sul do Brasil as pessoas são mais bonitas e se comportam melhor?&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;D U V I D O! ! !&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-R4uOyzPOL2s/TjDGoNfG5WI/AAAAAAAAAbU/RQl_MDyE0sQ/s200/tialety%2Bblogspot%2Bcom.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634221527957693794" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 167px; height: 200px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Então, vamos deixar a máscara da hipocrisia de lado porque no fundo, por mais que doa, todos sabemos que existe alguma razão nas palavras do músico. O Rio de Janeiro não precisa de um banho de loja. O POVO do Rio de Janeiro é que precisa de mais elegância, de mais etiqueta, ou como diz minha mãe, “de um pingo de modos”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Fonte das imagens por ordem de aparecimento:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; "Des-bocado" (wwwvireta.blogia.com); "Boas maneiras" (www.smartkids.com.br/especiais/boas-maneiras.html); "100% mal educado" (enguiafresca.blogspot.com); "Desculpe" (educaja.com.br); "Lixo" (tialety.blogspot.com)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-1376041308770667510?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/1376041308770667510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=1376041308770667510' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/1376041308770667510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/1376041308770667510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2011/07/politicamente-incorretos.html' title='Politicamente Incorretos'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-NLKeJAhYXgs/TjDExcfGhNI/AAAAAAAAAak/k6HH9YyZ4w0/s72-c/wwwvireta%2Bblogia%2Bcom.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-94227376822280311</id><published>2011-06-30T17:40:00.004-03:00</published><updated>2011-06-30T18:12:29.236-03:00</updated><title type='text'>"Lie to me" ou "Me engana que eu gosto"</title><content type='html'>Todos os dias, noticiários mostram os movimentos populares na Europa. Reivindicações de povos que agora tentam manter por conta própria o status mantido durante um longo e tenebroso inverno por países pobres da África, Ásia e Américas. Mas, perpetuando o padrão cultural de todo país que se recusa a deixar de ser colonizado, nossas tvs devem achar a grama dos outros mais verde, ou os grevistas europeus mais interessantes do que os nacionais. Afinal, bem aqui debaixo do nariz da imprensa brasileira, professores da rede estadual do Rio de Janeiro e de vários outros estados brasileiros, como Espírito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do Norte, estão em greve desde o começo do mês. Mas quem não tem um professor na lista de amigos, conhecidos ou parentes dificilmente sabe disso.&lt;br /&gt;Fingindo que acreditamos que a única razão para o movimento dos professores não ganhar espaço nos noticiários locais se deva apenas a uma preguiça editorial que prefere chupar as agências de notícias internacionais, vamos passar para uma outra questão: O movimento dessa categoria não aparece na mídia por não contar com o apoio da população? Ou o movimento da categoria não conta com o apoio da população por não aparecer na mídia? Provavelmente, o motivo da falta de entrosamento entre professores e povão está muito além da exposição na mídia.&lt;br /&gt;Entre 2009 e 2010, testes realizados com os alunos da rede estadual de educação em todo o Brasil colocaram o estado do Rio em penúltimo lugar, à frente apenas do Piauí. Durante a campanha da última eleição para governador, esse foi o principal gancho da oposição para atacar o governo Sérgio Cabral.&lt;br /&gt;Mas, a seu favor, o governador contava com a instalação de UPPs em algumas favelas da cidade do Rio, aliada a uma cobertura cinematográfica da imprensa e uma estratégia de não-enfrentamento diante das câmeras – nem sempre apoiada pela população que, muitas vezes, torcia para ver o sangue jorrando na tv. Cabral levou 70% dos votos no primeiro turno. Uma eleição para não deixar dúvidas sobre as preferências populares.&lt;br /&gt;Mas para que as Unidades de Polícia Pacificadora existissem, foram gastas somas consideráveis do orçamento público para a criação de um grupo paramilitar que, com a desculpa de evitar confrontos, permite a fuga de traficantes, mas invade um quartel de bombeiros lotado de trabalhadores e civis.&lt;br /&gt;Enquanto traficantes fogem de uma favela (ou de uma cidade) para outra, a população apoia estratégias que armam uma tropa de elite para gerar uma falsa sensação de segurança. Sem perceber que enquanto a educação não for tratada como prioridade, seremos sempre reféns de políticas mágicas de segurança que transferem conflitos do Leme, de Botafogo, de Ipanema para o Centro, do Centro para o Alemão, do Alemão para a Maré, para a Vila Kennedy, para a Baixada, Niterói, Região Serrana, Região dos Lagos...&lt;br /&gt;Já fomos vítimas de tais políticas mágicas no governo Moreira Franco que prometia acabar com a violência em 6 meses. Coincidência ou não, Sergio Cabral fez parte desse governo, como diretor da TurisRio. O preço que pagamos foi a falência do estado do Rio de Janeiro e uma propagação da violência em níveis nunca vistos antes. Sem contar que, para eleger Moreira Franco, abrimos mão de, pela primeira vez, eleger um educador para o governo do estado.&lt;br /&gt;Fingindo que acreditamos que só a população negligencia a educação, observemos a escolha do novo secretário estadual. O gênio incumbido de recuperar a moral da educação no estado do Rio: um economista. Ele chegou com muitos números e inúmeras ideias que soaram como velhas conhecidas. Resolveu premiar com 14o salário os professores que conseguissem elevar as notas de português e matemática de suas escolas, sem falar em gratificação e kit-cultura. Mas o salário continua baixíssimo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-u04bPbSjogw/TgzjyyksMhI/AAAAAAAAAZM/gRMYu45zo2Q/s1600/profmendigo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 146px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624120496387535378" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-u04bPbSjogw/TgzjyyksMhI/AAAAAAAAAZM/gRMYu45zo2Q/s200/profmendigo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Com treze anos de estado e uma pós-graduação, ganho menos do que um professor iniciante do município do Rio que, por sua vez, ganha menos do que um professor iniciante de Angra dos Reis, só para compararmos com diferentes regiões do mesmo estado. Mas será que essas bonificações são suficientes para elevar a posição do nosso estado no Ideb?&lt;br /&gt;Creditar à baixa remuneração do professor a responsabilidade pelos maus resultados no exame nacional é um caminho perigoso. Em primeiro lugar, essa desculpa só funciona se for usada para pagar ao professor um salário que o permita reduzir o número de escolas nas quais leciona e se dedicar a um número menor de turmas.&lt;br /&gt;Obviamente, 14o salário, gratificações e premiações esporádicas não são suficientes para que o professor abra mão de um ou dois turnos de trabalho, o que significa dizer que a qualidade do trabalho em sala continuará comprometida.&lt;br /&gt;Além disso, governos anteriores já tentaram a mesma estratégia, conseguindo no máximo um número maior de aprovações, algumas vezes, forjadas por diretores que alteravam as notas dos alunos à revelia do trabalho dos professores. Outras vezes, resultado da vista grossa do corpo docente que se deixava chantagear por políticas meritocráticas.&lt;br /&gt;Tanto em um quanto em outro caso, a deturpação de notas não preocupa o governo, afinal, na grande maioria das vezes, por trás da busca por melhores notas se escondem apenas metas que precisam ser batidas a fim de conseguir uma verba maior que normalmente nem é investida, nem revertida, em melhores condições de trabalho e estudo para professores e alunos.&lt;br /&gt;Para piorar a situação do professor fluminense, as gratificações cedidas pelos governos anteriores, foram retiradas por Cabral, assim que assumiu o poder, e parceladas em tantas prestações que a classe docente só voltará a vê-la, devidamente defasada, em 2015.&lt;br /&gt;Contudo, o maior risco de políticas que jogam exclusivamente nas costas dos professores a elevação dos índices educacionais é desconsiderar o fato de que a rede estadual de educação, responsável principalmente pelo ensino médio e com número mais expressivo de alunos na capital, vem recebendo há várias gerações alunos oriundos da rede municipal que apenas há 3 anos aboliu a aprovação automática. Por isso, não resolverá transferir para os professores a conta gerada por sucessivas prefeituras comandadas por loucos e irresponsáveis.&lt;br /&gt;Mas fingindo que acreditamos que apenas a população e o governo defecam para a educação, não poderíamos deixar de mencionar os próprios professores que, apesar de estropiados e mal pagos, agarram-se a miragens de esmolas extras dando as costas às reivindicações da própria classe e ao futuro de toda uma geração de estudantes.&lt;br /&gt;Há também os que usam os salários baixos e as condições de trabalho ruins para justificar a própria incompetência e falta de interesse pelo magistério. Entretanto, muito pior do que a falta de coragem para participar de uma mobilização coletiva, é perceber professores que assistem de camarote a colegas que dão a cara para bater (e o ponto para cortar) em prol de reivindicações que trarão benefício para todos, enquanto se aproveitam de suas ausências em sala para ficarem mais tempo sem fazer nada ou irem mais cedo para a casa. Os movimentos de greve são momentos muito propícios para descobrir de que material são feitos os membros de uma classe.&lt;br /&gt;Horas antes de fechar este texto, recebi matéria da Folha de São Paulo reportando as isenções fiscais concedidas pelo governo do estado a salões de beleza frequentados pela primeira dama, a motéis, termas e boates (frequentados sabe-se lá por quem!) que somam o montante de R$ 50 bilhões que deixaram de ir para os cofres públicos do estado.&lt;br /&gt;Semanas atrás, alguns deputados da Assembleia Legislativa convocaram o governador para prestar esclarecimentos sobre suas relações com um ex-doleiro e o dono da empreiteira Delta que vem ganhando todas as concorrências para obras públicas no estado do Rio. Estavam todos juntos na Bahia na ocasião da queda de um helicóptero com vítimas fatais.&lt;br /&gt;Eu ligo a tv ou vejo na internet manifestações para legalização da maconha, parada gay, marcha por Jesus, movimento para liberar o uso de skate na Praça XV, artistas se mobilizando pelos bombeiros... Tudo é válido. Mas quando as pessoas vão finalmente apoiar a única causa que abraça todas as outras: a &lt;strong&gt;EDUCAÇÃO&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;Há um clamor por melhor educação de norte a sul do país e parece que ninguém quer ver ou se importar com isso. Pois quando você estiver preso em um engarrafamento no centro da cidade e a causa for uma manifestação de professores, abra o vidro do carro ou do ônibus e aplauda, buzine, apoie! Quando você estiver insatisfeito com a situação da sua cidade, do seu estado ou do seu país, pense que cada povo tem o governo que merece. Um povo sem educação é um povo condenado a ser refém de bandidos, sejam eles engravatados, uniformizados ou organizados. Pense nisso! Pense!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Matéria da folha de São Paulo sobre isenções fiscais no estado do Rio&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;http://www1.folha.uol.com.br/poder/935193-renuncias-fiscais-de-cabral-vao-de-boate-a-cabeleireiro.shtml&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Conheça mais detalhes da trajetória política e de enriquecimento ilícito do governador em &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=20022&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-94227376822280311?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/94227376822280311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=94227376822280311' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/94227376822280311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/94227376822280311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2011/06/lie-to-me-ou-me-engana-que-eu-gosto.html' title='&quot;Lie to me&quot; ou &quot;Me engana que eu gosto&quot;'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-u04bPbSjogw/TgzjyyksMhI/AAAAAAAAAZM/gRMYu45zo2Q/s72-c/profmendigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-7455624218170794922</id><published>2011-05-19T22:26:00.004-03:00</published><updated>2011-05-19T23:04:15.510-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='língua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='linguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mec'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='norma'/><title type='text'>oS livRO do MEC</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;Quando pensamos que já vimos tudo, surge no cenário brasileiro mais uma novidade assombrosa. No final do primeiro bimestre de 2011, chegou às escolas públicas do Rio de Janeiro, e provavelmente de todo o país, o novo livro didático adotado pelo Ministério da Educação. &lt;/div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-IR34dHvEf64/TdXKBZEQMVI/AAAAAAAAAYw/LrG-kYryLik/s200/livro%2Bmec.JPG" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 85px; height: 117px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608611036217225554" /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;Trata-se de um exemplar por série, volume único, abrangendo as diversas disciplinas estudadas pelos alunos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;A esta altura, o leitor deve pensar que o motivo do assombro foi a chegada tardia do livro às escolas, pois, para efeito de ensino de jovens e adultos (em que cada série dura um semestre) a entrega dos livros no final de abril é praticamente uma piada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;A situação piora um pouco mais se mencionarmos que o material foi entregue aos alunos e não aos professores. Muitos destes tomaram conhecimento da existência do tal livro ao entrarem em sala na primeira aula do segundo bimestre e serem surpreendidos pelos alunos perguntando em que página deveriam abri-lo para acompanhar a matéria. Porém, as surpresas não param por aí.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;A autora do conteúdo referente à língua portuguesa, Heloísa Ramos, traz para a sala de aula uma nova versão do “Samba do Crioulo Doido”. Baseada na sua interpretação de estudos linguísticos, ela estabelece relações entre “classes sociais que têm mais escolarização”, ou “classe dominante”, que, enquanto usuárias da norma culta ou linguagem formal, utilizam-se da língua como um recurso político. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;E, do outro lado, as “classes sociais menos escolarizadas”, usuárias da “norma popular”, ou linguagem informal, sendo, por isso, vítimas de preconceito social ou “preconceito linguístico”. Nas palavras da autora, tais classes vitimizadas são compostas pela maioria dos brasileiros. [Unidade I, Capítulo I, p. 12.]&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;A grande confusão começa quando a autora resolve explicar a diferença entre linguagem formal e informal e, a seguir, exemplificá-las. De acordo com o livro, a norma culta, ou discurso formal, deve ser empregada quando escrevemos um requerimento ou ao conversarmos com uma autoridade, por exemplo. Mas quando escrevemos um bilhete a um amigo ou conversamos com as pessoas de nossa família de maneira espontânea podemos ser informais. Até aqui, tudo bem!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;O problema reside nos exemplos. De acordo com a página 14 do livro, é comum, na linguagem informal, as pessoas dizerem, por exemplo, &lt;span class="Apple-style-span"&gt;“&lt;i&gt;Minha irmã viu ele lá&lt;/i&gt;”&lt;/span&gt;. Enquanto, na norma culta, a frase seria: “Minha irmã viu-o lá”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;Na página seguinte, é dito que concordâncias de gênero e número ocorrem na norma culta, pois, na norma popular, é possível falar &lt;span class="Apple-style-span"&gt;“&lt;i&gt;Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado&lt;/i&gt;”&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;Mas, nem tudo está perdido! A generosa e solidária autora aconselha o aluno que preferir utilizar a norma popular a ficar atento porque, dependendo da situação, ele corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;A autora acerta ao comentar que, “como a linguagem possibilita acesso a muitas situações sociais, &lt;span class="Apple-style-span"&gt;a escola deve se preocupar em apresentar a norma culta aos estudantes&lt;/span&gt;”. Mas escorrega, quando admite a possibilidade do emprego do que ela considera linguagem informal quando for necessário, e cai, quando confunde linguagem informal com erro gramatical e linguagem formal com português rebuscado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;Os sofismas, os excessos de rebuscamento, os exageros de eloquência, os jargões profissionais, esses, sim, são práticas e estratégias de dominação política e social pela língua. Estamos a um passo de adotar um discurso inversivo, típico de um complexo de superioridade arrogante que pretende passar a mão na cabeça do pobrezinho que fala errado porque não tem capacidade de aprender o que é correto. E, pior, para mais tarde atribuir ao professor a incompentência linguística desse aluno.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;Ao ler este livro, eu é que me senti vítima de um preconceito linguístico! Em que classe se encaixam as pessoas que, como eu, concordam o substantivo com o verbo, com o adjetivo e com artigo &lt;span class="Apple-style-span"&gt;em qualquer situação&lt;/span&gt;, na favela ou no asfalto, com pobre ou com rico, no trabalho ou em família? Em que classe se encontram as pessoas que, como eu, dizem “eu a vi lá” ou “os livros são interessantes”? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;Em que classe se encaixam os humildes que, como Cartola, estudaram até o primário e são capazes de parir obras-primas de simplicidade e correção inalcançáveis até para os maiores catedráticos? Somos todos desclassificados para o MEC? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;Eu cresci numa família de gente pobre que espremia cinco pessoas em um apartamento de conjunto habitacional, onde conviviam outras famílias tão pobres quanto a nossa. A criançada toda ia à escola e aprendeu a ler e escrever fazendo cópias das lições do livro como dever de casa. Repetindo no caderno vinte vezes as palavrinhas que errava no ditado para não errar mais. Decorando a tabuada. Procurando as palavras no dicionário porque os pais usavam o “pai dos burros” como antídoto contra a preguiça. E as famílias não ganhavam um centavo a mais por isso!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;Fomos crianças pobres que não ganharam uniforme escolar, nem livros e pagavam passagem se precisassem estudar longe de casa. Os pais que podiam contribuíam com a “caixa escolar” para ajudar a escola a comprar o que o governo não mandava. A criança que adoecia e se ausentava da escola repetia de ano. Entrávamos de férias no começo de dezembro e só voltávamos em março.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;No entanto, escrevemos e falamos hoje muito melhor do que as gerações que nos sucederam com todas as facilidades, com todos os privilégios, com todas as pedagogices, aprovações automáticas e com a extinção do dever de casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;A norma culta é a natural para mim, mesmo sendo pobre. Tenho escolaridade, mas não sou da classe dominante, pois sou professora. Mesmo ensinando uma língua estrangeira em escolas públicas, é com a norma culta da língua portuguesa que me comunico com meus alunos e exijo que se comuniquem comigo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;Se a linguagem é formal ou informal, erros de gramática são e sempre serão corrigidos, independente de modismos ou do livro didático adotado pelo governo. Porque a linguagem informal, dona Heloísa, aquela que usamos para escrever um recado ou conversar com um parente, não tem que ser gramaticalmente incorreta!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Veja o tal livro com seus próprios olhos: &lt;a href="http://www.acaoeducativa.org.br/downloads/V6Cap1.pdf"&gt;http://www.acaoeducativa.org.br/downloads/V6Cap1.pdf&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Escritor, Carlos Eduardo Novaes, tira um sarro da escolha do MEC:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR; mso-bidi-language:AR-SA"&gt;&lt;a href="http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2011/05/16/livros-pra-inguinorantes-por-carlos-eduardo-novaes/"&gt;http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2011/05/16/livros-pra-inguinorantes-por-carlos-eduardo-novaes/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-7455624218170794922?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/7455624218170794922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=7455624218170794922' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/7455624218170794922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/7455624218170794922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2011/05/os-livro-do-mec.html' title='oS livRO do MEC'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-IR34dHvEf64/TdXKBZEQMVI/AAAAAAAAAYw/LrG-kYryLik/s72-c/livro%2Bmec.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-8205150992354370893</id><published>2011-04-30T22:03:00.007-03:00</published><updated>2011-04-30T22:29:57.593-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='atropelamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='motorista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acidente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='avenida brasil'/><title type='text'>Para o resto de nossas vidas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“Até que enfim é sexta-feira, vou entregar essas últim&lt;/i&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;as encomendas no Centro e depois encontrar os amigos pra começar bem o final de semana.”&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;Tudo se encaminhava para um final de semana tranquilo. Dentro do carro, já conseguia visualizar o fim da noite no barzinho de sempre e, se o tempo ajudasse, até uma praia no sábado pela manhã. Bastava chegar ao Centro, entregar todas as peças das máquinas aos devidos escritórios e estaria livre.&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“Ai, estou tão nervosa. A primeira etapa do processo seletivo foi tão difícil, nem acredito que consegui passar. Agora, não posso estragar tudo na entrevista. Que Deus me ajude!”&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;A entrevista estava marcada para as 16 horas. Imaginava os outros candidatos agendados antes dela. Para garantir que nada desse errado, estava saindo de casa com duas horas de antecedência.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“Pô, aí, não to a fim de assistir aula hoje. Olha esse sol! Vamos vazar! Minha mãe não tá em casa, vamos pra lá. Mas, ó, nada de passarela. Quero aventura hoje. Vamos atravessar a Brasil por baixo. Aposto que tu não chega primeiro do outro lado...”&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;Na mente, apenas a vontade de se divertir, de dar uns amassos longe da presença da mãe e a sensação de imortalidade que a juventude, aliada à total falta de responsabilidade e bom senso, pode oferecer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enquanto a professora passava a matéria no quadro, saíram de fininho e desceram as escadas do colégio. As merendeiras cozinhavam e a inspetora atendia uma mãe que trouxera o atestado do filho doente. O porteiro trancara o portão com cadeado e fora ao banheiro. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;“O portão tá trancado, mas, não tem erro, não! Hoje nada pode nos parar...” &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pularam o muro da escola. Com poucos metros de corrida, chegaram à Avenida Brasil. Na altura da passarela 16, se olharam e riram. Observavam os carros passarem em altíssima velocidade. Ele gritou para ela: “Agora, depois do ônibus!” Ela sentia seu coração disparado de medo. Mesmo assim, correu e conseguiram atravessar a primeira das quatro faixas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No porta-mala do carro, as peças que deveriam ser entregues no Centro antes do final do expediente sequer trepidavam. Em plena sexta-feira, o trânsito estava livre, nenhuma retenção. Praticamente nenhum carro por perto. Com os olhos fixos na pista, mal podia acreditar que chegaria rápido ao seu destino. Passou pelo viaduto dos marinheiros e numa fração de segundos, uma grande explosão arrebentara seu parabrisa. No reflexo, parou o carro, mas não conseguia reunir forças para abrir a porta e sair para ver o que havia acontecido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O coração estava disparado, a cabeça latejava, começou a achar que não havia sido uma explosão. Pensou que um corpo, provavelmente caíra do alto do viaduto em cima do carro. Olhou para um lado e viu carros parados nas pistas à sua direita. Pelo retrovisor, viu o corpo de um rapaz uniformizado, estudante da rede municipal. Do lado esquerdo, a pista de subida da seletiva também estava parada. Não conseguia ver o corpo da menina que atingira seu carro e voara por cima da mureta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao ver os carros da polícia e dos bombeiros fecharem as pistas à sua frente, ela previu que não chegaria a tempo na entrevista para o emprego do qual tanto precisava. Estava há um ano desempregada. Queria ligar para o escritório, mas não tinha créditos no telefone. Enquanto os demais passageiros se erguiam e esticavam para descobrir o que acontecera, as lágrimas começaram a escorrer borrando sua pele maquiada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na escola, o porteiro voltara do banheiro a tempo de ver o casal de alunos pulando o muro. Quando acabou de reportar o ocorrido à diretora, ambos subiram imediatamente para tentar descobrir a que turma pertenciam os fujões e, em seguida, tentar avisar os pais. Foi então que ouviram a sirene da patrulha que acabava de estacionar diante da escola para dar a notícia do acidente. Ao ver o policial se aproximar, a diretora desejou não estar ali naquele momento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dentro do carro, o motorista chorava assustado. Não conseguia responder com clareza o que os policiais indagavam. Um dos bombeiros o examinou e confirmou seu estado de choque. Pensava nos planos que fazia para o final de semana segundos antes do atropelamento. Pensava estar vivendo um pesadelo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No ônibus, o trocador percebeu o desespero da moça e puxou conversa. Minutos depois, abriu a bolsa e ofereceu o celular. A entrevista fora remarcada para segunda-feira. No escritório, todos já sabiam do engarrafamento. A notícia do acidente já estava nas rádios e na Internet. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;“CASAL É ATROPELADO E 2 FAIXAS SÃO INTERDITADAS NA AVENIDA BRASIL, NO RIO, ESTA TARDE&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Segundo os bombeiros, uma adolescente de 14 anos morreu no local.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Engarrafamento chega até o Caju. (29/04/2011)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-qgNm1zNKR68/TbyydX4Zn5I/AAAAAAAAAYg/G2e1aaj-o94/s200/resto_vidas.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601548254238580626" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 112px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Foto: Jéssica Silva Américo/VC no G1(&lt;a href="http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/04/casal-e-atropelado-e-2-faixas-sao-interditadas-na-avenida-brasil-no-rio.html"&gt;http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/04/casal-e-atropelado-e-2-faixas-sao-interditadas-na-avenida-brasil-no-rio.html&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-8205150992354370893?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/8205150992354370893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=8205150992354370893' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/8205150992354370893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/8205150992354370893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2011/04/para-o-resto-de-nossas-vidas.html' title='Para o resto de nossas vidas'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-qgNm1zNKR68/TbyydX4Zn5I/AAAAAAAAAYg/G2e1aaj-o94/s72-c/resto_vidas.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-5243703429144346088</id><published>2011-03-25T02:11:00.006-03:00</published><updated>2011-03-25T02:27:03.019-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='RH'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entrevista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desemprego'/><title type='text'>Quanto custa essa vaga?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-QoH9aOLML3o/TYwk2fUPGFI/AAAAAAAAAYY/wm7Sr1bzXbk/s1600/rh.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 161px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-QoH9aOLML3o/TYwk2fUPGFI/AAAAAAAAAYY/wm7Sr1bzXbk/s200/rh.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587881756197853266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Gastou os últimos trocados com passagem. Distribuiu seu currículo em quase todas as agências que conhecia no centro da cidade. Enviou-o para todos os sites gratuitos de busca de emprego. Fez uma lista de todas as empresas que gostaria de trabalhar, procurou-as na rede, preencheu fichas, redigiu cartas de apresentação e se cadastrou para todas as vagas possíveis e disponíveis. Contactou amigos, conhecidos e desconhecidos e implorou por uma indicação. Subiu a escadaria da Penha, fez promessa, acendeu vela e rezou com fé. Fez tudo o que podia. Agora só restava esperar.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;      &lt;/span&gt;Um dia, o telefone tocou. Com um português ruim, uma secretária anunciou que seu currículo havia sido selecionado por uma empresa que jamais ouvira falar. Mas o coração disparou. –– Se quero marcar entrevista? Claro! Amanhã? Oito horas. Estarei aí. Espera, espera... Qual o endereço? Ok, muito obrigado, hein. Boa tarde.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;      &lt;/span&gt;Pegou o da passagem emprestado. Acordou cedo e foi. Foi sonhando no ônibus lotado com o emprego. Nem sabia para que tipo de emprego havia sido selecionado, mas estava feliz por ter sido escolhido. Ensaiou possíveis respostas. Imaginou a cara do entrevistador. Aproveitou sua imagem refletida no espelho do elevador para checar olhos, cabelos, nariz, botões, zíper. Tudo certo.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;      &lt;/span&gt;Faltavam dez minutos para oito horas quando entrou na sala e se anunciou à secretária do português ruim que anotou seu nome e indicou um dos poucos lugares vazios. Ao redor, homens e mulheres com a cara amassada de sono e o aspecto pouco saudável de quem está desempregado há meses. Um entra e sai frenético. Alta rotatividade nas microssalas divididas por placas de fórmica encardidas.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;      &lt;/span&gt;Faltavam dez para as dez quando ouviu seu nome ser gritado de dentro de uma sala. Finalmente. Entrou, sentou. À sua frente, uma mesa com uma pilha de currículos intimidadora. Por trás da mesa, um rapaz com um terno de tergal e uma gravata cafona se preparava para recomeçar seu discurso decorado. Enquanto falava, alternava entre rabiscar círculos, bonecos e números em um currículo que parecia não ter sido aproveitado. De vez em quando, sobrava algum olhar na direção do “entrevistado” que, como nos talk shows da tv, praticamente não abria a boca.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;      &lt;/span&gt;Depois de dez minutos ininterruptos de pregação, veio a proposta:&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;–– Seu primeiro salário mais dez parcelas de cem reais se, em dezoito meses, conseguirmos uma vaga de emprego para você. Mas esse é o pacote Standard. No pacote Master, podemos treiná-lo em dinâmicas de grupo durante três meses pelo valor simbólico de mais duzentos e cinquenta reais. O que me diz? –– finalizou o discurso empurrando um prospecto com os diferentes planos e pacotes.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;      &lt;/span&gt;Na fração de segundo que levou para pegar o folheto e raciocinar que lhe estava sendo vendida uma vaga, que durante os meses em que supostamente faria o treinamento em dinâmicas de grupo não seria chamado para qualquer entrevista que dependesse daquela firma, que pegara dinheiro emprestado para a passagem, acordara cedíssimo e enfrentara ônibus lotado... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt"&gt;“PARAMÉDICOS CHAMADOS PARA SOCORRER AGENTE DE RH ENGASGADO COM PROSPECTO DA FIRMA APÓS ENTREVISTAR DESEMPREGADO FURIOSO”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;(Imagem retirada de &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dc2HHP9BAw4/TDjTraFSmPI/AAAAAAAAAPk/B0lmcxpgvZ0/s320/assalto.jpg"&gt;http://2.bp.blogspot.com/_dc2HHP9BAw4/TDjTraFSmPI/AAAAAAAAAPk/B0lmcxpgvZ0/s320/assalto.jpg&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-5243703429144346088?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/5243703429144346088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=5243703429144346088' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/5243703429144346088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/5243703429144346088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2011/03/quanto-custa-essa-vaga.html' title='Quanto custa essa vaga?'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-QoH9aOLML3o/TYwk2fUPGFI/AAAAAAAAAYY/wm7Sr1bzXbk/s72-c/rh.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-8250665191648572900</id><published>2011-02-22T09:15:00.006-03:00</published><updated>2011-02-22T09:56:44.622-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sonhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revoluções'/><title type='text'>REVOLUÇÕES POR MINUTO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-UU1Vsk-yqAM/TWOvkaKwVNI/AAAAAAAAAYQ/v_I_kHBYlIo/s1600/egito%2Brevolu.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 188px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-UU1Vsk-yqAM/TWOvkaKwVNI/AAAAAAAAAYQ/v_I_kHBYlIo/s200/egito%2Brevolu.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576493803649389778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Noite de sonho na Praça Tahrir&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Quando o homem primitivo inventou a roda, sua intenção possivelmente era facilitar o transporte das caças que abatia ou das pedras, lenhas e ferramentas tão necessárias para uma vida minimamente confortável na caverna e fora dela. Dificilmente, esse homem pensou que estaria revolucionando a história da humanidade, até porque o conceito e a consciência de história e de humanidade nem existiam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Quando os artistas da Renascença tiveram coragem de expor suas obras, possivelmente sua intenção era, através da expressão artística, dar um grito de liberdade contra a opressão moral e religiosa medieval. Talvez, até tivessem consciência de que esse movimento revolucionaria os padrões e melhoraria as condições de vida da época, mas é pouco provável que soubessem estar criando uma nova era para a história da humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Quando os primeiros poetas italianos do séc. XVIII, romperam com a caretice barroca, propondo um estilo que primava pela simplicidade, pelo equilíbrio, pela preocupação com o que era natural e social, certamente buscavam um mundo em que mais pessoas tivessem acesso à literatura, à beleza expressa pela arte, um mundo menos sombrio, pomposo e com menos culpa. Provavelmente, através do Arcadismo, perseguiam apenas o sonho proposto pelo Iluminismo, não imaginavam participar de uma revolução que abraçaria o fim do Absolutismo e a tomada do poder pelos burgueses, mais uma vez, um novo marco para a história da humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Em tempos mais recentes, a inviabilidade da onipresença – de ouvir, ver e testemunhar tudo todo o tempo – empurrou para o homem o legado de criar uma forma de registrar sons e imagens e transmiti-los. Assim, o telefone, o rádio e a televisão surgiram para complementar (e não substituir) o livro e a imprensa, que isolados já haviam representado uma enorme revolução de hábitos e costumes de massa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Olhando dessa maneira, tem-se a impressão de que o desconforto, a crise, o incômodo são os estopins para grandes transformações globais. Nos dias de hoje, se tomarmos como exemplo as últimas revoluções populares iniciadas com as manifestações contra o aumento do preço do açúcar na Tunísia, passaram por um jovem egípcio que suicidou ateando fogo ao próprio corpo, derrubando os governos de ambos os países e bagunçando o mundo árabe, tal impressão se confirmará.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Mas, assim como no exemplo da invenção da roda, nem sempre as revoluções precisam ser sangrentas para serem avassaladoras. O mundo absorveu, mas ainda não compreendeu totalmente a revolução assustadora causada pelo computador. Se há dez anos ainda havia grande resistência por parte dos mais velhos ao uso dessa máquina, hoje a grande maioria já se rendeu. Raramente, encontra-se alguém que não tenha conta de e-mail. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Porém, a associação do computador às mídias já existentes, como rádio, tv e telefone, ainda engatinha, não exploramos um terço das possibilidades de uso e inovação que essa mistura pode oferecer. Ou seja, vivemos um tempo de revolução em processo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Enquanto isso, outras revoluções acontecem todos os dias em menores ou iguais escalas mundo afora e mexem diretamente com a vida das pessoas alterando, inclusive, seu modo de enxergar a história. Anônimos ou famosos lançam faíscas de revoluções que podem se alastrar imediatamente, ou queimar bem devagar, levando décadas para incendiar velhos conceitos e forçar uma reconstrução. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;E essas faíscas estão por todo lado, até por aqui. Se, por um lado, há nomes, como Paulo Borges, Lula, Fernando Meirelles e Seu Jorge, que vêm ajudando a imprimir um novo conceito de Brasil para o mundo e inserindo o país em novas rodas, por outro, há nomes de personalidades que plantaram e cultivaram boas sementes, mas morreram sem vê-las geminar, entre elas Van Gogh, Galileu, Edgar Allan Poe, Franz Kafka, Emily Dickinson e tantos outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span &gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Entretanto, pode-se dizer com segurança que um ponto une todas essas pessoas, além obviamente do fato de terem sido revolucionárias no que se propuseram fazer. Antes do desconforto, da crise e do incômodo, um outro fator moveu essas pessoas. Todos seguiram seus sonhos, ainda que muitos duvidassem deles. E, principalmente, ainda que muitos discordassem deles. Um sonho não precisa ser grandioso nem unânime, ele só precisa de fé e perseverança para acontecer. E em pequena ou grande escala, toda vez que um sonho se realiza, uma revolução acontece. Faça a sua!&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;(Foto from &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: rgb(14, 119, 74); -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;noticias.r7.com&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-8250665191648572900?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/8250665191648572900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=8250665191648572900' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/8250665191648572900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/8250665191648572900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2011/02/revolucoes-por-minuto.html' title='REVOLUÇÕES POR MINUTO'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-UU1Vsk-yqAM/TWOvkaKwVNI/AAAAAAAAAYQ/v_I_kHBYlIo/s72-c/egito%2Brevolu.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-2817757103379511612</id><published>2011-01-23T19:20:00.010-02:00</published><updated>2011-01-23T19:53:52.892-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chorinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sovaco de cobra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Penha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cavaquinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blues'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='responsabilidade'/><title type='text'>Música pra quê?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TTyh0QvryvI/AAAAAAAAAX4/1Mgf9i8iRmY/s1600/sovaco%2Bde%2Bcobra.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Dezoito horas. Garoava e minha barriga doía de fome. Desliguei o aparelho de som e liguei a TV. John Lee Hooker inundava de som as imagens da TV Brasil. Enquanto devorava meu almoço sem mastigar, ouvia o blues de Hooker e pensava em quantas coisas boas deve haver nos arquivos das tvs as quais não nos dão acesso. Hooker deu lugar a BB King que deu lugar a Lizz Wright. Uma negra de cabeça raspada, muito bem vestida e maquiada e dona de uma voz magnífica.&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TTycu9fRwtI/AAAAAAAAAXo/FIWmyn5_LgY/s200/lizz%2Bwright.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565495570116756178" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 198px; height: 200px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Do almoço não sobrara migalha, mas a cabeça continuava trabalhando. Enquanto meus ouvidos devoravam aquela voz pouco conhecida, pensava em artistas de fama mundial que fazem o privilégio de viver de arte, viajando o mundo inteiro e recebendo milhares de pessoas que os querem ouvir, parecer um ofício penoso e infeliz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Ao passo que olho para o lado e vejo músicos com muitos anos de batalha e tão talentosos quanto, sem espaço ou repercussão para o trabalho que realizam. No entanto, afirmo com convicção que nenhum deles encara sua arte como um fardo, nenhum deles sobe ao palco bêbado ou age de forma desrespeitosa com seu público, seja ele formado por cem ou por seis pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Na minha adolescência, curtia o som de um branquelo americano que tivera uma infância pobre no interior do país, montou uma banda de rock e viajou o mundo inteiro falando um monte de bobagens em suas músicas e abusando das drogas. Promovia orgias, bebedeiras e quebrava quartos dos hotéis por onde passava. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A banda, sem dúvida, era carismática, o som era intenso. Mas hoje minha ótica foca na oportunidade que esses caras tiveram para, por meio da música, evoluir como artistas e como pessoas e a desperdiçaram. Obviamente, o acesso à fama e a salários astronômicos tende a corromper os valores, especialmente daqueles que vieram de condições restritas. Mas, de vez em quando, surgem exemplos de artistas que tiveram histórias de vida ainda mais difíceis e conseguiram usar a arte para reverter a situação em que se encontravam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;E há também aqueles casos de músicos talentosíssimos que só querem levar um som e viver a vida do jeito que der, sem se preocupar com fama ou fortuna. Os que tocam pela cervejinha, pelo prazer da companhia dos colegas de profissão, pela diversão. E parece que essa despreocupação torna o som deles mais emocionante, mais autêntico, mais feliz. Esses fazem história.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Aqui na Penha, na década de 1970, artistas desse naipe fizeram do botequim chamado Sovaco de Cobra uma referência do chorinho na cidade. O botequim da rua Francisco Enes conseguia a proeza de reunir Nélson Cavaquinho, Paulo Moura, Guinga, Rafael Rabello, Maurício Carrilho, entre outros.&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TTyh0QvryvI/AAAAAAAAAX4/1Mgf9i8iRmY/s200/sovaco%2Bde%2Bcobra.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565501158743329522" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 200px; height: 136px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Segundo o “Almanaque do Choro” (Ed. Jorge Zahar, p. 45), o Sovaco foi um tradicional botequim carioca, situado no “musical subúrbio da Penha”, ponto de encontro dos grandes chorões. Tendo sido, inclusive, homenageado por um dos freqüentadores, o clarinetista Abel Ferreira, na música “Chorinho do Sovaco de Cobra”. O boteco também tem destaque no documentário “Brasileirinho” que conta a história do gênero musical.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Reza a lenda que, no prédio em que morei com meus pais, havia um vizinho freqüentador do tal botequim e ele levou um dia Nelson Cavaquinho até sua casa, incluindo no passeio uma visita ao meu pai, um admirador confesso do músico. Não sei se eu já era nascida na época e, provavelmente, ninguém teve a brilhante ideia de registrar o momento para a posteridade. Mas, folclore ou não, é bom saber que um representante da nata da música popular brasileira já esteve em minha casa, ainda que eu nem more mais lá! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O tempo passou e a Penha deixou de ser reconhecida pela musicalidade. Quem sabe se não surgirá uma casa nova disposta a resgatar essa tradição de boa música no bairro? Até agora os bares locais em nada têm contribuído para esse resgate cultural. Enquanto espero sentada, penso no poder da música. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Mais do que qualquer avião, a música é capaz de rodar o mundo e de fazê-lo girar. Há quem duvide do seu alcance. Mas quem desconfia que em um bairro suburbano, antiga referência de chorinho, em uma cidade maravilhosa de um país da América do Sul, uma pessoa ouvia um disco do gótico inglês Peter Murphy, antes de sentar para almoçar e se deparar com John Lee Hooker na TV?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Conheça Lizz Wright no Utube em&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=fZDMyMOlB1w&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=fZDMyMOlB1w&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Foto em preto e branco do Sovaco de Cobra retirada do "Almanaque do choro...", p. 44&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-2817757103379511612?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/2817757103379511612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=2817757103379511612' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/2817757103379511612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/2817757103379511612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2011/01/musica-pra-que.html' title='Música pra quê?'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TTycu9fRwtI/AAAAAAAAAXo/FIWmyn5_LgY/s72-c/lizz%2Bwright.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-5223605726733355569</id><published>2010-12-30T19:58:00.009-02:00</published><updated>2011-01-02T21:05:55.073-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Machu Picchu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cuzco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Findi no Rio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lima'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peru'/><title type='text'>Diário de bordo do Peru!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TR0PzrQjIqI/AAAAAAAAAXg/XESYivalhQ0/s1600/mpicchu%2B3.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A chegada em Lima foi engraçada, os taxistas no aeroporto avançam sobre os turistas como urubus na carniça. Nunca vi coisa igual! Para chegar até o albergue, peguei o que chamam por aqui de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;urbanitos&lt;/i&gt;, que nada mais são do que vans caindo aos pedaços cheias de “gente marrom”... (Gente marrom, mas com cabelo liso... Ai, que inveja!) &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A primeira impressão que dá &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;de la ciudad&lt;/i&gt; é que passaram uma serra elétrica em torno do terceiro andar dos edifícios. Boa parte da cidade é baixa, com prédios que vão até o quinto andar, no máximo. Na avenida de acesso ao aeroporto, fui pensando: será que gastei grana para ver essa cidade empoeirada e feia? Aí, lembrei da Avenida Brasil e da Linha Vermelha e fiquei quieta... rs.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TR0O1NWvlVI/AAAAAAAAAW4/D0r5_FjuL6w/s200/lima.JPG" style="float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 128px; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556613822525969746" /&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Chegando ao bairro do albergue, uhu!!! CHIQUÉRRIMOOOO!!!! Que alívio! Muitas flores e ruas limpas, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;criollos&lt;/i&gt;..., tipo zona sul carioca! &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Su nombre&lt;/i&gt; explica a empolgação: Miraflores. Eu não saí DA PENHA para ficar no subúrbio de Lima, não é?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Os peruanos (especialmente os mais humildes) abrem um largo sorriso quando descobrem que sou brasileira, perguntam logo sobre futebol. Andei por toda cidade durante dois dias, estive no mercado que pegou fogo na mesma noite da tragédia, mas saí bem antes. Tentei banhar-me nas águas congelantes do Pacífico em uma linda praia chamada Punta Hermosa, mas não houve condições. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O povo cultua o &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;pollo&lt;/i&gt; (frango) por aqui. Come-se o pobre animal por toda parte! Por falar em comida, me deliciei com alguns pratos locais: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;cebiche&lt;/i&gt; (ou ceviche), &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;broaster de pollo y papas fritas&lt;/i&gt;, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;bistek&lt;/i&gt;, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;ija de galina&lt;/i&gt;. Mas o grande lance aqui são as bebidas não-alcóolicas muito boas: chicha morada (suco feito de maíz, uma espécie de milho roxo dos Andes) e Inca Kola (um excelente refrigerante de abacaxi). &lt;/p&gt;  &lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TR0PyegfpPI/AAAAAAAAAXA/ooNhK5yF2lQ/s200/cuzco.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556614875102291186" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 200px; height: 128px; " /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;No dia 30, peguei um avião para Cuzco. A cidade é LINDA!!! Muitas flores, ruínas e prédios históricos. Sensacional! Há muitos cyber-cafés por aqui. Mas, em geral, os serviços de correio e telefonia são caros, por isso decidi não mandar cartão para ninguém, ok? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Fiquei animada para ver a passagem do ano. Andei pelas feiras livres e percebi que a cor predominante no &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;réveillon&lt;/i&gt; da cidade será o amarelo. Então, comprei um saquinho de pétalas de flores dessa cor. Parece que a festa vai ser muito bonita! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Como não poderia deixar de ser, fui bater ponto no mercado municipal de Cuzco. E, além de chocolates em tamanhos e formatos surpreendentes (fálicos, inclusive) e lindas frutas, encontrei um brasileiro neto de japonês e uma inglesa que moram em Santa Tereza e estavam comprando ingredientes para uma feijoada que iriam fazer para uns franceses hospedados no mesmo hotel que eles... Coisas da globalização! Fiquei encantada também com as postas dos peixes vendidas por aqui, muito grandes e cheirosas, e com os pães gigantescos. &lt;/p&gt;  &lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TR0Pyb0z2PI/AAAAAAAAAXI/ffoCWedG-pw/s200/monasterio.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556614874382194930" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 200px; height: 126px; " /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Os peruanos (principalmente os vendedores!) me chamam de amiga... Achei um hotel-monastério MARAVILHOSO que cobra 195 dólares a diária, e tem uma loja da H Stern dentro! Show de bola, mas “preferi” ficar num mais humilde!&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O Rock and Roll rola direto por aqui (tô até pensando em ficar, para me livrar dos funks e dos pagodinhos...). Há dois canais de tvs exclusivos de videoclipes: a MTV e o M21. Na rua, Beatles, Cure, Garbage, entre outros, competem de igual para igual com a música dos Andes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Minha cabeça está uma confusão só! Às vezes falo inglês, outras, português, em outras, me arrisco no espanhol e hoje me peguei dando bom dia para uma vendedora em italiano!!! (putz!) &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Dos efeitos da pressão atmosférica, só sinto cansaço quando ando rápido ou ando e falo ao mesmo tempo, o que me faz andar muito devagar. Meu coração dispara com muita facilidade, mas, às vezes, não sei se é pelo cansaço ou pela beleza da cidade.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TR0PzIRW8PI/AAAAAAAAAXQ/r33x5H13RAo/s200/mpicchu%2B1.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556614886313095410" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 139px; height: 200px; " /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;No dia 2 de janeiro, finalmente, saí de Cuzco rumo a Águas Calientes, estação mais próxima de Machu Picchu. A viagem custou cerca de 60 dólares.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Como tinha ocorrido deslizamento de terra no dia anterior, havia dois ônibus conduzindo os turistas para o topo da montanha onde descansam as ruínas da cidade inca. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Um ia até o ponto do deslizamento, todos desciam e pegavam o que estava preso do outro lado. Valentona, resolvi ir a pé, o que me custou duas horas de subida e, como para descer todo santo ajuda, trinta minutos de descida correndo para escapar da chuva que começava a cair.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Antes que me perguntem: “Não, não senti nenhuma energia diferente em Machu Picchu”. Até porque, depois daquela subida, eu mal conseguia sentir as pernas... Mas o lugar é realmente incrível! Os incas provavelmente não eram mesmo deste planeta!&lt;/p&gt;  &lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TR0PzWjAb6I/AAAAAAAAAXY/HbGxFCvRFII/s200/mpicchu%2B2.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556614890145214370" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 200px; height: 126px; " /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;No mais, tô me divertindo muito. Bem, galera, espero sinceramente que a passagem de ano de vocês tenha sido tão feliz quanto a minha! Um grande abraço e até domingo quando estarei de volta à terra brasilis! Bjs a todos! Sara&lt;/p&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TR0PzrQjIqI/AAAAAAAAAXg/XESYivalhQ0/s200/mpicchu%2B3.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556614895704941218" style="margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 133px; height: 200px; float: right; " /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;P.S.: Vou sentir saudade de Cássia Eller!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TR0PzrQjIqI/AAAAAAAAAXg/XESYivalhQ0/s1600/mpicchu%2B3.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;Diário de Bordo escrito entre 31 de dezembro de 2001 e 4 de janeiro de 2002, em um cybercafe em Cuzco, Peru.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-5223605726733355569?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/5223605726733355569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=5223605726733355569' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/5223605726733355569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/5223605726733355569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2010/12/diario-de-bordo-do-peru.html' title='Diário de bordo do Peru!'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TR0O1NWvlVI/AAAAAAAAAW4/D0r5_FjuL6w/s72-c/lima.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-2727703901462428973</id><published>2010-11-25T14:31:00.002-02:00</published><updated>2010-11-25T14:38:30.165-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='show'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pearl jam'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Findi no Rio'/><title type='text'>We’re still alive</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Não! Apesar do título, não vou falar da violência do Rio. Os números das últimas eleições são claros, o povo daqui gosta da tensão. Então, vamos respeitar democraticamente a vontade da maioria. Apesar do respeito à maioria ter mais a ver com uma expressão de força do que com a democracia propriamente dita. Afinal “maioria” é uma questão de quantidade, e não necessariamente de qualidade. Mas isso é papo para mais de metro. E não é disso que vim falar este mês.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O motivo é bom! Uma saudade gostosa de sentir. Tenho certeza de que muitos leitores vão concordar comigo. Daqui a poucos dias, um dos melhores shows já vistos no Rio de Janeiro completará 5 anos.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TO6Q1pfplOI/AAAAAAAAAWk/gsQrG9EDNnE/s200/vedder.JPG" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 136px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543527442685727970" /&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A Praça da Apoteose estava lotada de uma gente animada e preparada para fazer festa. O vocalista subiu ao palco agarrado numa garrafa de vinho, no maior porre. Mas a adrenalina de ver milhares de pessoas pulando e cantando curou a bebedeira e o que se seguiu foi inesquecível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Já assisti a centenas de shows e nunca vi uma interatividade tão grande entre artista e público. Quem estava no show do Pearl Jam nos primeiros dias de dezembro de 2005 sabe do que estou falando. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Naquela noite, a audiência roubou a cena inúmeras vezes. Poucas horas depois, as gravações dos shows já estavam disponíveis na rede. Ainda hoje, ao ouvi-las a pele arrepia em “Better Man”, quando o povo rouba a música de Eddie Vedder que deixa a galera levar no gogó.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Fecho os olhos e lembro dos detalhes, das feições dos meus amigos e de todos em volta, a realização de anos de espera estampada em forma de felicidade coletiva e versos cantados a plenos pulmões.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Lembro dos celulares erguidos durante a música “Black”, os isqueiros da nova geração. Lembro de Eddie Vedder sentar na beira do palco para ver o público se divertir. Lembro do amigo ao lado ligando pra dividir a música pelo celular. Lembro de encontrar com os colegas de trabalho no dia seguinte ainda empolgados com o que vimos na véspera.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Fico pensando como meros mortais conseguem através de acordes promover momentos de catarse coletiva como o daquela noite? Imagino que uma aura de boa energia estava envolvendo a Apoteose naquele momento porque um evento com 40 mil pessoas extasiadas daquele jeito não registrou uma briga!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Puxa vida! É de energia assim que nossa cidade precisa. É impossível não sentir uma certa melancolia ao lembrar daquela noite e ver no que o Rio está se transformando. Porém, ainda há tentativas heróicas de resgatar nossa vocação para o show. O movimento “Brasilidade: todos pela cultura para todos”, neste ano, escalou um elenco fabuloso (Lenine, Céu, Zeca Baleiro, Arnaldo Antutes, Adriana Calcanhoto, Wilson das Neves, entre outros) para se apresentar na Lapa de graça em homenagem ao antropólogo Darcy Ribeiro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Vários desses espetáculos estão agendados para este final de semana. Seria uma boa oportunidade de reviver momentos como aqueles do show do Pearl Jam, mas por enquanto o Rio pega fogo... Que Deus nos ajude e a arte nos redima!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Quem quiser reler a crônica fresquinha do show: &lt;a href="http://sarasimoes.blogspot.com/2005/12/ainda-estamos-vivos.html"&gt;http://sarasimoes.blogspot.com/2005/12/ainda-estamos-vivos.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-2727703901462428973?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/2727703901462428973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=2727703901462428973' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/2727703901462428973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/2727703901462428973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2010/11/were-still-alive.html' title='We’re still alive'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TO6Q1pfplOI/AAAAAAAAAWk/gsQrG9EDNnE/s72-c/vedder.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-2829902616484850152</id><published>2010-10-28T13:08:00.006-02:00</published><updated>2010-10-28T13:28:30.978-02:00</updated><title type='text'>Novo acordo de português</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Agora que as modificações já nos foram introduzidas goela abaixo sem ao menos um molhozinho para lubrificar, só nos resta decorar e lamentar. Esse novo acordo da língua portuguesa é a pedra no sapato de revisores e concursandos. Não consigo enxergar ninguém, além dos envolvidos com o setor editorial, que tenha obtido qualquer vantagem com esse bendito acordo ortográfico. Simplesmente porque ele não faz o menor sentido! Analisemos algumas de suas inutilidades.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Todos já consideravam as letras K, W e Y como parte integrante do nosso alfabeto há tempos. Basta ver a quantidade de crianças registradas diariamente com nomes derivados das mentes criativas de pais perversos nos quais figuram essas letras – às vezes, as três no mesmo nome!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Desconheço mortal que tenha coragem de admitir apreço pelas regras de acentuação de nossa língua, mas, convenhamos, a queda do acento diferencial não facilita em nada a vida de quem lida com a forma escrita. Serve apenas &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;para&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; &lt;/span&gt;incentivar o já grande número de pegadinhas que não &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;para&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;de crescer nas provas e concursos de língua portuguesa. Chego a sentir os &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;pelos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; arrepiarem com as questões escabrosas que encontraremos &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;pelos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;vestibulares daqui pra frente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Mas a grande piada de mau gosto foi reservada para o hífen! Senhoras e senhores, chegamos ao ponto máximo de inutilidade do tal acordo. Se antes já era difícil de memorizar todas as regras, agora teremos que desaprender o pouco que sabíamos. Vejam o grau de contradição com requintes de crueldade para os nossos cérebros cansados.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Antes da adoção dessas novas regras, usávamos hífen antes de sufixos iniciados em “r” e “s”, como em ultra-sonografia e auto-retrato. Agora não precisamos mais separá-los. Basta que se juntem as palavras, dobrando as letras em questão. A nova grafia passou a ser ultra&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;ss&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;onografia e auto&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;rr&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;etrato.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TMmTDi1HAqI/AAAAAAAAAWc/YIjs12ZZVvs/s200/bean+d%C3%BAvida.JPG" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 89px; height: 200px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533115306299818658" /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Por analogia, também deveríamos tirar o hífen de palavras cujo prefixo termina em “r” e o sufixo começa com a mesma letra. Sendo assim, super-resistente, passará a ser supe&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;rr&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;esistente, certo? Errado! Nesse caso, o hífen é mantido. Por quê? Sei lá.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Tudo bem, escorregaram nessa. Mas, pela lógica, então, palavras cujo prefixo termina com vogal e o sufixo começa com a mesma letra também devem ser separadas por hífen, como em micro-ônibus. Isso mesmo! Essas passam a ser separadas por hífen. Mas, se a vogal final do prefixo e a inicial do sufixo forem diferentes, o hífen desaparece, como em aut&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;oa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;juda. Ai, ai, ai! Por que não tiraram logo todos os hífens de uma vez?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Mas não para por aí! Alguém pode me explicar por que pára-quedas perde o hífen e guarda-chuva, não? Segundo o texto do acordo, o sinal cai “em compostos que, pelo uso, &lt;u&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;perdeu-se a noção de composição&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;”. Em um mundo de gente sem noção como o nosso, alguém sabe explicar exatamente o que isso significa?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O acordo diz que guarda-chuva permanece com hífen, porque o composto “constitui uma unidade sintagmática e semântica”. Não seria isso a “noção de composição”? Então, pára-quedas não deveria permanecer separado também? Por favor, se alguém puder elucidar essas dúvidas que, acredito, não são só minhas, fique à vontade para utilizar esse humilde blog no que seria um serviço de utilidade pública.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Desde pequena, sempre fui contra o decoreba. Achava que tudo que era útil não precisava ser decorado, pois era automaticamente aprendido. Olhava o mapa do Rio Amazonas e seus afluentes como quem olha o Guia Rex em busca de uma rua num bairro distante. Consultaria o Atlas se um dia fosse à Amazônia. Caso contrário, não via a menor utilidade em decorar aqueles nomes todos. O decoreba era reservado ao que era irrelevante. (E olha que nem conhecia Paulo Freire naqueles tempos!)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Agora me vejo nesse mato sem cachorro, forçando a vista e a cabeça para internalizar regras que não fazem o menor sentido. Decoro-as por 5 minutos, quando preciso consultá-las e logo esqueço novamente. Será que a matéria prima (com ou sem hífen?) que utilizo para me expressar e, de certa forma, para existir virou conteúdo para ser decorado e não mais sentido? Tudo isso para vender mais livros... O acordo atinge 5% da língua e 100% da paciência de quem precisa usá-la corretamente. Dessa piada de português, ninguém achou a menor graça. Nem nós, nem eles!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-2829902616484850152?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/2829902616484850152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=2829902616484850152' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/2829902616484850152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/2829902616484850152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2010/10/novo-acordo-de-portugues.html' title='Novo acordo de português'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TMmTDi1HAqI/AAAAAAAAAWc/YIjs12ZZVvs/s72-c/bean+d%C3%BAvida.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-2080930750019511477</id><published>2010-09-23T11:02:00.013-03:00</published><updated>2010-09-23T11:46:27.444-03:00</updated><title type='text'>Presa à liberdade</title><content type='html'>&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TJthAENVCuI/AAAAAAAAAWU/nGHTO9YhKGU/s200/liberdade.JPG" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 156px; height: 200px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520112422030215906" /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A liberdade exige escolhas muitas vezes difíceis. Quem está preso numa cela, num emprego, num relacionamento não tem ideia do que ela representa. É preciso ter coragem para ser livre. Há um preço a pagar pela &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;oportunidade de estar solto sem qualquer obstáculo que tolha os movimentos, ainda que a própria liberdade o faça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Há meses, a jornalista Gloria Maria concedeu entrevista em que a palavra “liberdade” foi repetida inúmeras vezes. Segundo ela, essa fixação remete a uma origem histórica por sentir-se pioneira entre um povo retirado à força de sua terra e subjugado em todas as partes do mundo para onde foi levado e até mesmo em seu próprio continente. Não há dúvidas de que se trata de uma mulher que, há décadas, vem mantendo com pulso forte e muita integridade uma carreira bem sucedida apesar de sua cor e de sua origem. Não há escândalos envolvendo seu nome. Não há qualquer fato que denigra sua imagem. Um excelente exemplo de mulher livre, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;mas só ela sabe os preços que pagou por suas escolhas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Há quem prefira seguir ordens a ter que carregar sozinho o peso da responsabilidade por potenciais escolhas autônomas, ainda que a liberdade possa se manifestar justamente via omissão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A atriz e cineasta francesa Fanny Ardant, em recente visita ao Brasil, espalhou as sementes da apologia da desordem, chamando atenção para os perigos trazidos por uma vida equilibrada em contraposição aos riscos da liberdade. Relatou emocionada a história de mulheres que durante o movimento feminista foram perseguidas por preferirem ficar em casa cuidando do marido e dos filhos a sair para trabalhar fora. Mas quem vê hoje o fruto de famílias desestruturadas pelas jornadas duplas e triplas das matriarcas modernas se questiona sobre o preço pago pela falta da liberdade de não ter que seguir correntes de comportamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Existe uma cobrança pelo pouco apego às conveniências e a tudo o que o mundo em que vivemos considera ideal. Poucos compreendem o esforço para equilibrar autonomia e livre-arbítrio diante dos padrões impostos pelo condicionamento do inconsciente coletivo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Recentemente, precisei testar não só minha liberdade como minha convicção em mantê-la diante dos olhos alheios. Tive nas mãos oportunidades de emprego no setor público e privado que não me agradavam e que nem de longe compensariam a falta de grana que minhas horas livres me trazem. Declinei de todos. “Verdadeira loucura!”, disseram uns. “Nos dias de hoje...” “Aos trinta e cinco anos...” “O mercado de trabalho...”, refletiram outros. Especialmente, os que me consideravam uma felizarda pela aprovação em um concurso público que se mostrou mais tarde uma tremenda trapaça.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nunca me senti tão responsável. Posso dizer que cheguei a um ponto da vida em que sei exatamente o valor do meu sacrifício. Nunca me senti tão coerente. Passaram os anos e continuo acreditando que o ritmo da maioria é que é insano, não o meu. O luxo essencial para alguns não vale mais o meu suor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ter um carro, por exemplo, seria primordial, se tudo o que precisasse não fosse apenas chegar em casa, ligar o som, acender um incenso e submergir na água de cheiro fresca da minha banheira no final de um dia de calor. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Viajar ao exterior é bom demais, mas, na falta disso, tenho tido a oportunidade de conhecer lugares vizinhos que estavam debaixo do meu nariz e me presenteiam com a cultura do meu povo, que agora trago registrada nas lentes de minha câmera e nos arquivos da minha memória. Para quem gosta de estrada, como eu, o que vale é a descoberta, não interessa o quão distante ela esteja de casa. A felicidade precisa ser exercitada com o que se tem à mão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;De que importa o conforto de um escritório e um salário maior, se teria que atravessar uma via crúcis para chegar nele, desgastando minha saúde e me privando de ver os alunos se desenvolverem e curtirem aquilo que tenho para lhes dizer? Não me parece possível ser feliz copiando uma história que não é a minha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Assumo que meu único compromisso é com meu bem estar e, na medida do possível, daqueles que amo. Sei que corro riscos a partir das escolhas que faço em prol da liberdade. Risco de o salário não chegar até o final do mês, risco de passar por alguma situação violenta dentro da favela onde trabalho à noite, de nunca aparecer uma outra oportunidade de emprego pela qual me apaixone, de morrer só, por não ter casado nem ter tido filhos, e tantos outros. Mas, convenhamos, quem mais nesse planeta não corre praticamente os mesmos riscos que eu?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-2080930750019511477?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/2080930750019511477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=2080930750019511477' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/2080930750019511477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/2080930750019511477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2010/09/presa-liberdade.html' title='Presa à liberdade'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/TJthAENVCuI/AAAAAAAAAWU/nGHTO9YhKGU/s72-c/liberdade.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-3299703176362369239</id><published>2010-08-14T21:51:00.003-03:00</published><updated>2010-08-14T22:03:00.205-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='defesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='briga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eletrolux'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='banco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consumidor'/><title type='text'>Utilidade Pública em números</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: left;"&gt;De pé na fila, com &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;um&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; sapato e &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;um&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; casaco na mão, finalmente chegara sua vez. O caixa oferece: “O valor de R$ &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;150&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;,00 pode ser parcelado em até &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;oito&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; vezes”. Apesar da quantia disponível no banco, a oferta é aceita. Quando chega a primeira fatura, a surpresa: juros! “Aquela filha da pxtx no caixa não falou nada sobre juros!” No dia seguinte, nova fila. Ufa, conta paga. Os R$ 150,00 foram pagos integralmente. &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Nove&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; meses depois, nova surpresa: “O quê? Estão me cobrando os juros?” “É, senhora, primeiro a senhora &lt;i&gt;&lt;b&gt;deve estar pagando&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, então a senhora &lt;i&gt;&lt;b&gt;pode estar reclamando&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;...” Depois de muita discussão, o socorro veio pelo número &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;08002852121&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; e pelo e-mail &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;defesadoconsumidor@camara.rj.gov.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. A Dra. Anísia foi a empenhada servidora da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro que lutou contra a C&amp;amp;A e resolveu a questão: suspensão das cobranças e devolução da quantia paga indevidamente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: left;"&gt;Depois de &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;doze&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; anos de uso, a máquina de lavar morreu. &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Dois&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; meses lavando roupa na mão até que finalmente todo o dinheiro necessário fosse economizado para a compra de uma nova Eletrolux. &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Uma&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt; &lt;/span&gt;semana depois de o dinheiro ter saído da conta, chega a máquina. Já nas primeiras lavagens, a decepção: mesmo limpando o filtro no final de cada utilização, as roupas saem cobertas de fiapos! &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Dez&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt; &lt;/span&gt;dias depois, a máquina devolve a roupa com pedaços de uma peça que se partira durante a lavagem. O serviço autorizado agenda a visita de acordo com a disponibilidade do técnico, claro, no melhor estilo “é pegar ou largar”. Desmarcam-se todos os compromissos, inclusive os profissionais, para aguardar a tão esperada visita. O carteiro bate. O síndico bate. A testemunha de Jeová bate. O dia acaba e nem sinal do técnico! Na autorizada: “Ué? Ligamos para seu telefone e não tinha ninguém em casa!” Depois de muitos marimbondos cuspidos via Embratel, foram feitos novos agendamentos. &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;Um mês&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; e várias reclamações no SAC da empresa depois, nada havia sido resolvido. Desta vez, o socorro veio pelo site &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:9.0pt;"&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/servicos/defesa_consumidor/defesa_consumidor_1.asp" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;http://oglobo.globo.com/servicos/defesa_consumidor/defesa_consumidor_1.asp&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da Defesa do Consumidor do Jornal O Globo. E sob a ameaça de publicação da carta zangada da consumidora no jornal de domingo, em &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;dois&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt; &lt;/span&gt;dias o técnico substitui a peça em &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;três&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt; &lt;/span&gt;minutos!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: left;"&gt;Em uma bela manhã de sol de julho de 2009, o telefone toca e uma funcionária de telemarketing do Banco Cruzeiro do Sul inunda o ar com seus gerundismos desnecessários para oferecer um cartão visa internacional sem anuidade. Para não desconfiar da esmola farta, a cada mês em que houvesse uso do cartão o valor de R$ &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;15&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;,00 seria descontado em folha sob título de pagamento mínimo. Tudo andava bem até que exatamente &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;um&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;ano&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; depois da proposta feita, os tais descontos em folha passaram a ser ignorados pelo banco e cobrados indevidamente na fatura. “Jesus, será possível que vai começar uma nova briga?” A funcionária gerundista insiste: “Em casos como esse, orientamos o cliente para que &lt;i&gt;&lt;b&gt;esteja enviando&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; por fax ou carta a cópia do seu contracheque e nós &lt;i&gt;&lt;b&gt;estaremos analisando&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; sua reclamação...” “Ah! Então há outros casos como esse! Um ano atrás, quando vocês ligaram implorando para que aceitasse o cartão, não disseram que eu deveria possuir um aparelho de fax! Então, vocês me roubam e eu é que tenho que provar que fui roubado?” Consciente de que no Brasil o cliente nunca tem razão, o consumidor escaldado procura novamente o site do jornal. Na mesma semana, em novo contato com a central de atendimento do cartão, o discurso é outro: “Desculpe, houve um engano, o pagamento deve ser feito com desconto do valor que já foi subtraído da sua folha de pagamento...” E, melhor, sem gerúndios!!!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: left;"&gt;É preciso brigar, e brigar muito ainda para ser respeitado no Brasil. A compra é uma opção, a reclamação é um direito, mas usar os órgãos de Defesa do Consumidor tornou-se uma obrigação. O consumidor brasileiro hoje é multifunções: pesquisa, escolhe, procura, paga, usa, briga e ainda tem a responsabilidade de educar aqueles que deveriam servi-lo. Os casos relatados referentes às empresas C&amp;amp;A, Eletrolux e Banco Cruzeiro do Sul são verídicos, assim como são verídicos o telefone, o e-mail e o site divulgados neste texto que estão à disposição de todos. Usem e abusem. A guerra está declarada. Vamos à luta que a briga é boa!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-3299703176362369239?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/3299703176362369239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=3299703176362369239' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/3299703176362369239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/3299703176362369239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2010/08/utilidade-publica-em-numeros.html' title='Utilidade Pública em números'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-3146358900803358511</id><published>2010-07-02T19:58:00.003-03:00</published><updated>2010-07-04T22:21:35.792-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Perebentos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;“Os caras que gostam de futebol são violentos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;eu não gosto tanto porque sempre quando jogo me xingam de perebento...”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;(Djangos, “O Futebol”)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:Arial;font-size:15px;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Hoje o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo. Se alguns lamentam a saída da competição por terem que voltar à labuta em horário integral, outros respiram aliviados por não terem sido eliminados pela Argentina. Há, ainda, os que riem da arrogância e da ignorância de Dunga. Eu me incluo em todas as opções acima, apesar de não ter sido tão beneficiada pelas dispensas do trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:Arial;font-size:15px;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;É curioso como o esporte bretão consegue envolver culturas tão diferentes e se tornar uma espécie de inconsciente coletivo mundial. Durante os jogos da copa, os canais de tv mostravam torcedores ao redor do mundo largando seus serviços para torcer. Nessas horas, vemos que ingleses, franceses, argelinos, italianos, japoneses e brasileiros são todos farinha do mesmo saco. Capazes de sorrir e de chorar por vinte e dois marmanjos correndo atrás de uma bola. Povos que, de quatro em quatro anos, colocam seus corações e suas mentes na ponta das chuteiras de seus guerreiros jogadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;font-size:11.0pt;"&gt;Entretanto, dois povos podem ser considerados exceções. Curiosamente, duas nações diametralmente opostas. Uma é o símbolo máximo da prepotência capitalista, os EUA. A outra, a pior representante possível dos poucos sobreviventes do bloco comunista, a Coreia do Norte.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:Arial;font-size:15px;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;font-size:11.0pt;"&gt;Dos norte-coreanos pouco se sabe, porém, divulgou-se que o regime ditatorial que governa o país privaria a população de assistir aos jogos de sua equipe. Sendo assim, dos países participantes desta Copa, a Coreia do Norte não pode ser incluída entre aqueles cuja população se entrega à histeria coletiva provocada pelo futebol.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;"Futebol é um jogo de pobre." (Dan Gainor, analista do Media Research Center)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:Arial;font-size:15px;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Já os americanos, ninguém sabe muito bem o que estavam fazendo na competição misturados “ao resto do mundo”. O futebol não é um esporte muito popular por aquelas bandas e, ao que tudo indica, vem sendo contundentemente rechaçado por jornalistas de direita. As citações destacadas neste artigo são exemplos dessas demonstrações públicas de desprezo ao esporte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;"A esquerda está impondo o ensino de futebol nas escolas americanas, porque a América está se 'amarronzando'."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;font-size:11.0pt;"&gt;O radicalismo do chefe de Estado norte-coreano em nada fica a dever aos exaltados republicanos norte-americanos que chegam à loucura de associar as políticas de Obama e o crescente entusiasmo de seus colegas jornalistas pelo futebol a uma suposta simpatia pelo socialismo. Para piorar a grossura desse pirão, associa-se essa prática esportiva à presença cada vez maior de imigrantes latinos no país. A associação torna-se incontestável diante da qualidade das equipes hermanas no mundial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;"Não importa quantas celebridades o apoiam, quantos bares abrem mais cedo, quantos comerciais de cerveja eles veiculam, nós não queremos a Copa do Mundo, nós não gostamos da Copa do Mundo, não gostamos do futebol e não queremos ter nada a ver com isso." (Glenn Beck, comentarista conservador da Fox News)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:Arial;font-size:15px;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Mas, politicamente falando, é ótimo poder participar de um evento mundial em que os americanos (literalmente) não apitam nada. E ninguém liga para o que eles pensam, ou dizem. E ninguém está nem aí se eles não aparecerem para gastar seus dólares. Com o tempo, todos já estão se acostumando com o empobrecimento americano e ninguém parece lamentar muito isso. E mesmo que eles ajam como meninos mimados (e perebentos) que não querem brincar porque sabem que não vão vencer, pelo menos no futebol eles não incomodam ninguém. Porque pelo menos no futebol pobres e ricos têm a mesma chance.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:Arial;font-size:15px;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;As atuações das equipes em campo têm mostrado que as diferenças entre clubes riquíssimos ou campinhos de várzea não fazem com que a Inglaterra tenha muito mais sucesso do que o Brasil ou Gana. E comprovando a teoria em questão no artigo de hoje, mesmo as diferenças políticas são reduzidas a pó quando a bola rola. Guerras civis são interrompidas durantes os noventa minutos de jogo, e nações historicamente rivais confraternizam no final de cada partida dentro de campo e nas arquibancadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:Arial;font-size:15px;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Provocações à parte, só mesmo o futebol para colocar no mesmo balaio Estados Unidos e Coreia do Norte, para fazer brasileiros pararem na frente da tv em uma manhã de sábado para torcer para a Alemanha, para ver franceses perderem a pose, para ver loiras serem expulsas de estádios, ou para promover um acerto amigável de contas entre colonizadores e colonizados, como nos últimos jogos entre Portugal e Brasil, Espanha e Chile. Mas, só por via das dúvidas, na próxima copa do mundo, Deus permita que tenhamos um técnico, pelo menos, educado e que Mr. Mick Jagger resolva torcer para a Argentina!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-3146358900803358511?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/3146358900803358511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=3146358900803358511' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/3146358900803358511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/3146358900803358511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2010/07/perebentos.html' title='Perebentos'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-1789861469158181496</id><published>2010-06-01T22:43:00.004-03:00</published><updated>2010-06-02T11:35:56.083-03:00</updated><title type='text'>Formação de quadrilha</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;João era um cara bonito de doer. Ele sabia que era irresistível e podia ter quem quisesse. Exceto a mulher que amava, justamente porque Teresa não o queria. Enquanto isso, ia se virando como podia: pegava todas que se permitissem. E muitas se permitiam. Nesse ritmo, machucava muita gente porque era apaixonante, mas não era apaixonável. João se entediava com a facilidade, não dava valor, talvez por isso sofresse por Teresa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;João tinha um vizinho chamado Raimundo, um cara batalhador, cumpridor de suas obrigações, pagava as contas em dia. Também no amor, cumpria bem suas funções, era um homem respeitador, sério. Homem para casar. Namorava Maria, mas ainda tinha esperança de voltar a se apaixonar um dia. Enquanto isso, ia levando a vida interpretando seu papel, agindo de acordo. Um dia de cada vez, até que a vida acabasse.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;Num bairro próximo dali, Joaquim agonizava. Sua vida acabara há muito tempo, só que ele havia notado. Já não saía de casa. Não falava com os amigos mais chegados. Tentava cavar espaço em ambientes desconhecidos, mas sempre alguém tentava se aproximar. Nem a solidão lhe era permitida. Joaquim se considerava a imagem do fracasso. E tudo isso começou quando Lili desistiu de seu pessimismo e o pediu para partir. Ele teve que voltar para a velha casa, a velha mãe, o velho bairro, a velha vida nova.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;No afã de pagar suas contas, Raimundo não notava os suspiros de Teresa. Ela admirava a retidão de caráter, a disciplina, o caminhar austero de Raimundo. Até perdoava a insensibilidade para seus olhares e sorrisos. Sabia que isso vinha no pacote. Acreditava que se um dia tivesse alguma chance, possíveis rivais também padeceriam com olhares não correspondidos. Essa segurança era seu sonho de consumo. Enquanto isso, ia esperando algum sinal. Um sorriso inesperado, um bom dia mais demorado, alguma amostra de que Maria pudesse ser substituída. Esperava já há 3 anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;Apesar de se esforçar para se manter só, Joaquim acabava chamando atenção de mulheres transbordando de carinho e carentes de atenção. Uma delas era Maria, desconfiada do amor burocrático de Raimundo, não conseguia não notar a solidão de Joaquim. Só não a sabia voluntária. Tinha pena, queria ajudar, mais do que isso até. Mas ele não deixava, se esquivava. E Maria se sentia cada vez mais só. Seu carinho acumulado doía no peito como leite empedrado de mãe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;Lili tinha consciência da dor de Joaquim, mas entre a dor dela e a dele, ela preferiu a dele. Assim que ele partiu, ela fez as malas e foi ser feliz. Viajou, conheceu novas culturas, novos lugares e novos homens, se cansou de todos e percebeu que ninguém a satisfaria. Decidiu construir um mundo em que ela se bastasse, fechou a porta e foi viver lá dentro. A vida era divertida. De vez em quando, abria uma janela e deixava alguém mais entrar. Mas logo a porta reabria e Lili tinha todo o espaço só para si novamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;Um dia, Lili foi designada para um projeto no mesmo escritório de Raimundo. A liberdade dela o enebriava. Perto dela, Raimundo se pegava pensando em possibilidades nunca antes imaginadas. Ao perceber o novo caminhar daquele homem antes tão rígido, Teresa se deu conta de que não era a causa daquela mudança. Desesperada, se despediu de todos e entrou para um convento. João bem que tentou dissuadi-la, mas ao ver que não conseguiria, arranjou uma transferência no emprego e foi tentar a vida em outro país.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;Ao despedir-se do amigo, João diz a Raimundo para aproveitar a vida antes que ela passasse. Raimundo sorriu e concordou. Correu de volta para o escritório, decidido a declarar-se a Lili. Em um cruzamento, a pressa o fez ultrapassar o sinal sem ver o carro que vinha na direção contrária. A história acabava ali para Raimundo, sem que a esperança de um novo amor chegasse a se concretizar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;Num bairro próximo dali, agonizando, Joaquim é levado para o hospital, mas a dose de remédio havia sido forte demais e seu corpo já tão debilitado por meses de sofrimento diário não resistiria. Maria, que já amargava a indiferença de Joaquim, perderia Raimundo de qualquer maneira, além da habilidade de dosar o carinho oferecido aos homens que viessem a se aproximar. Assustava-os.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;Fernandes, o dono do escritório, ficou impressionado com os resultados do projeto, quis conhecer sua executora e se encantou com Lili. Casaram-se. Viajaram o mundo inteiro e esbarraram com João em Nova Iorque. Lili o reconheceu de uma foto de amigos que vira na mesa do falecido Raimundo. João ficou triste ao saber do amigo morto, mas a vida continuava.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;O poeta descreveu o rolo todo assim:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:14.4pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;"João amava Teresa que amava Raimundo&lt;br /&gt;que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili&lt;br /&gt;que não amava ninguém.&lt;br /&gt;João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,&lt;br /&gt;Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia,&lt;br /&gt;Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes&lt;br /&gt;que não tinha entrado na história."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;(Poema “&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;Quadrilha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;”, de Carlos Drummond de Andrade)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-1789861469158181496?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/1789861469158181496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=1789861469158181496' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/1789861469158181496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/1789861469158181496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2010/06/formacao-de-quadrilha.html' title='Formação de quadrilha'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-1087665109072741776</id><published>2010-05-11T00:12:00.017-03:00</published><updated>2010-05-11T11:13:02.340-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Quero ver se você tem atitude, se vai encarar*</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial;color:#CCFFFF;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial;color:#CCFFFF;"&gt;&lt;i&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align: left;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;...Wait just one minute here&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 255, 255); font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 255, 255); font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 255, 255); font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 255, 255); font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align: right; display: inline !important; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;I can see that she's trying to read me&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 255, 255); font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: right; display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 255, 255); font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 255, 255); font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 255, 255); font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 255, 255); font-style: normal; "&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 255, 255); font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 255, 255); font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 255, 255); font-style: normal; "&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 255, 255); font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align: right; display: inline !important; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;She's going to change the world&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 255, 255); font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;div style="text-align: right; display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;div style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;div style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 255, 255); font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  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class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align: right; display: inline !important; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 255, 255); font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  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style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align: right; display: inline !important; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 255, 255); font-style: normal; "&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left; display: inline !important; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;Há umas mulherezinhas insuportáveis. Insuportáveis no sentido de intragáveis. Intragáveis no sentido de difíceis de engolir. Em pouco tempo, a presença delas se faz notar em qualquer ambiente. Conversam  sobre qualquer assunto. Fazem amizade com todo tipo de gente e se saem bem em qualquer situação. Não se intimidam mesmo diante dos mais rebeldes. &lt;i&gt;Self made women&lt;/i&gt;. Que raiva tenho delas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;Elas se arrependem de ter feito coisas que muita gente lamentaria não ter vivido. Os canalhas e os babacas que cruzaram seus caminhos saem de suas vidas mais miseráveis do que os babacas das outras. A vida parece ser menos dura para elas. E até as pequenas sabotagens diárias são charmosas no cotidiano delas. Que inveja sinto delas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;Elas viajam para lugares que eu gostaria de ir. Elas contam histórias que eu gostaria de poder contar. Elas ouvem músicas que eu gostaria de entender. Elas atraem suspiros que eu gostaria de provocar. Elas soltam risadas que eu gostaria de ouvir. Que horror eu sinto de não ser como elas, mesmo sendo do sexo oposto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;Elas podiam se satisfazer em saber mais apenas sobre cozinha. Elas podiam se restringir em entender de moda. Elas podiam se limitar em falar da tinta do esmalte. Elas podiam se contentar com as novelas. Mas, não! Elas se metem em tudo o que não lhes diz respeito. Política, música, cinema, independência, futebol. Que ódio eu tenho delas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;Um dia uma delas me olhou e riu. Debochou do meu time campeão. Tive vontade de ir embora, mas comi pra mostrar quem é que manda. Na verdade, quase não consegui. Mas até esse sucesso ela teve. Eu  detesto todas elas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;Quero mesmo é que trabalhem em lugares perigosos. Que arrisquem a vida e morram. Que parem de nos afrontar. Que parem de se meter. Que parem de nos superar e de fazer o que eu gostaria de fazer. Que parem de conseguir o que eu queria para mim. Que parem de querer nos ajudar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;Eu quero odiá-las. Quero mandá-las calar a boca quando tiverem razão. Mas não posso. Não tenho coragem. Então, as como enquanto olho para suas colegas de trabalho ou canto suas conhecidas, na esperança de que elas descubram. Mas elas dão as costas e vão embora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;Elas sabem quem são. Elas sabem o que podem. Elas sabem o que fazem, exceto quando me amam. Eu não sei. Apenas me vingo dessa &lt;i&gt;espécie rara que eu não respeito, que é só um objeto pra usar e jogar fora depois de ter prazer&lt;/i&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;Então, tá combinado é quase nada, é tudo somente sexo e amizade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CCCCFF;"&gt;, porque isso é tudo o que aguento receber delas. E também não há nada melhor que eu tenha para oferecer em troca. Elas podem mudar o mundo, mas não a mim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;(O título desta coluna foi retirado da música de Ana Carolina, “Cabide”. As músicas “A Dança”, da Legião Urbana, e “Tá combinado”, de Caetano Veloso, também foram citadas nesta crônica.)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-1087665109072741776?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/1087665109072741776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=1087665109072741776' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/1087665109072741776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/1087665109072741776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2010/05/quero-ver-se-voce-tem-atitude-se-vai.html' title='Quero ver se você tem atitude, se vai encarar*'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-6737168781006809870</id><published>2010-04-17T21:30:00.006-03:00</published><updated>2010-04-17T22:11:26.044-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><title type='text'>Língua suja</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#9999FF;"&gt;Nós rimos alto, bebemos e falamos palavrão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight:bold"&gt;Quando eu era pequena, meu pai não me queria no botequim nem na venda. Os donos desses estabelecimentos eram senhores portugueses. E, na condição de portugueses, eram também muito desbocados. Na ilusão de proteger a mim e minhas irmãs de todo o mal e de todas as impurezas do mundo, ele nos mantinha afastadas dos comerciantes lusitanos e de estádios de futebol.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CCFF;"&gt;Palavra viva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CCFF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CCFF;"&gt;Palavra com temperatura, palavra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CCFF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CCFF;"&gt;Que se produz Muda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CCFF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CCFF;"&gt;Feita de luz mais que de vento, palavra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight:bold"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight:bold"&gt;Crescidas, falamos palavrões. Eu, particularmente, quando dou uma topada na quina do armário ou quando algum eletrodoméstico essencial se recusa a funcionar. Mas evito usá-los em público. Só em pensamento. Ou em voz baixa durante a TPM.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas o que deveria mesmo ser protegida era a língua, não as pessoas. Os palavrões mais cabeludos viraram banalidade até nas conversas em ambiente de trabalho. Antes, os meninos jogavam bola na rua e não xingavam se uma mulher estivesse passando. Hoje, nem as idosas são poupadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Soltar aquele palavrão horroroso em um momento de revolta já não tem a menor graça. Pois, estão em falta palavrões que choquem. Todos os existentes ficaram fracos de tanto que são repetidos. Amigos se saúdam com dois ou três daqueles bem grandes numa mesma frase. Dá até para imaginar o encontro: “– Oh, seu &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;f.... .. p..., p... q.. p...., tu anda sumido, seu v....!” Tudo isso, é claro, em alto e "bom" som, como quem canta um hino. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#9999FF;"&gt;Palavra dócil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#9999FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#9999FF;"&gt;Palavra d'agua pra qualquer moldura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#9999FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#9999FF;"&gt;Que se acomoda em balde, em verso, em mágoa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#9999FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#9999FF;"&gt;Qualquer feição de se manter palavra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight:bold"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight:bold"&gt;&lt;o:p&gt;Chega a dar tristeza de ouvir uma frase com verbos discordantes, pronomes equivocados e uma infinidade de adjetivos impronunciáveis. Mas a verdade é que essa é a nova regra, não prevista em qualquer acordo ortográfico. A favelização da língua chegou com a força destruidora de um tsunami, atingindo pobres e ricos, vagabundos e trabalhadores, descolados e conservadores.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Onde escrevi favelização, leia-se empobrecimento. Pois, não sei se já reparam, mas tudo o que é ruim, imoral (e engorda) é associado com os menos favorecidos, nunca com a elite. Mas lembro perfeitamente de uma reportagem do SBT Repórter, há alguns anos, em que o jornalista Hermano Henning entrevistou um grupo de refugiados angolanos que, com suas famílias, caminhavam por uma estrada fugindo da guerra civil.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao ouvi-los, não pude evitar algumas lágrimas, movidas por sentimentos diferentes: compaixão pelo sofrimento e pelas condições precárias que enfrentavam; alívio por saber que estavam se salvando; e um misto de orgulho e inveja ao constatar que, apesar de tanta miséria, aqueles irmãos de raça falavam um português absolutamente irrepreensível, como há muito eu não ouvia por aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CCFF;"&gt;Palavra boa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CCFF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CCFF;"&gt;Não de fazer literatura, palavra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CCFF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CCFF;"&gt;Mas de habitar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CCFF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CCFF;"&gt;Fundo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CCFF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CCFF;"&gt;O coração do pensamento, palavra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight:bold"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Então, tratemos logo de esclarecer este mal entendido: o empobrecimento da língua não está necessariamente ligado à decadência econômica. Até porque a Angola é um país muito mais pobre do que o Brasil, e seu povo fala melhor do que o nosso. E o Brasil está bem menos pobre do que já foi, e seu povo anda falando pior do que nunca.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6633FF;"&gt;Brasileirinho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6633FF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6633FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6633FF;"&gt;Pelo sotaque&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6633FF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6633FF;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6633FF;"&gt;Mas de língua internacional...&lt;br /&gt;De um povo-chocolate-e-mel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight:bold"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight:bold"&gt;Aproveitei o carnaval deste ano para curtir São Paulo. Em visita ao belo Museu da Língua Portuguesa, ouvi a seguinte frase na voz de Fernanda Montenegro: “&lt;b&gt;A nossa língua é o nosso melhor retrato&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;, nossa pátria mais profunda".&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu Deus, será mesmo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6600CC;"&gt;Falamos a sua língua, mas não entendemos seu sermão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="Trebuchet MS&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:9.0pt;color:#555555;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="  ;font-family:'Trebuchet MS';font-size:9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#66FFFF;"&gt;Citações:&lt;br /&gt;“Volte para o seu lar”, de Arnaldo Antunes&lt;br /&gt;“Uma palavra”, de Chico Buarque&lt;br /&gt;“Refavela”, de Gilberto Gil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-6737168781006809870?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/6737168781006809870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=6737168781006809870' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/6737168781006809870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/6737168781006809870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2010/04/lingua-suja.html' title='Língua suja'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-4110174615223945779</id><published>2010-03-17T23:39:00.007-03:00</published><updated>2010-03-18T00:04:23.042-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Escravos da geladeira</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Abri a geladeira um dia destes e lembrei imediatamente de um texto de Frei Betto sobre a fome, a geladeira e o Carlinhos Brown que meu amigo Supermarkko-Django-Brother me enviou há alguns anos. No “limbo da minha memória” especialista em liquidificar e misturar textos com filmes e peças a diferentes trilhas sonoras, sobressai a imagem da geladeira de Brown como a mola propulsora do capitalismo. Balancei a cabeça em concordância.&lt;/p&gt;  &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S6GVIkiQDyI/AAAAAAAAAVc/F7Ljz0sUhq4/s200/geladeira+verde.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449800998573838114" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 113px; height: 200px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O congelador abarrotado de diferentes tipos de carne, a gaveta abaixo dele lotada de frios e potes com diferentes tipos de legumes e ensopados prontos para descongelar e comer. No gavetão, que fica na base da geladeira, havia sacos de batata, cebola e inhame intactos. Mas no miolo, só água e pão. Pensamento instantâneo: tenho que ir ao mercado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Munida de lápis e papel, comecei a fazer a lista e descobri que não havia muito o que comprar. A comida estava lá. A dispensa também estava cheia. Só não havia recheio para a geladeira. Desisti da lista, mas resolvi ir ao mercado assim mesmo, ainda pensando na geladeira de Carlinhos Brown.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não costumo dar muita trela para o que dizem as celebridades, mas o tal texto refere-se justamente a essa necessidade de sair correndo às compras ao ver a geladeira vazia, mesmo que na verdade não esteja, impulsionando o consumismo desenfreado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Antes da invenção da caixa refrigeradora as pessoas compravam o suficiente para o consumo sem desperdício. Hoje compramos supérfluos para recheá-la, simplesmente porque a visão do seu interior esvaziado remete a uma pobreza e falta de recursos das quais todos querem distância.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já sei que vocês vão dizer: “lá vem ela de novo na contramão”. Peraí, gente, não vou fazer campanha contra as geladeiras! Mas tem alguma coisa errada aí. Matutei, consultei minha mãe, portadora de grande experiência no assunto “geladeiras de grande porte e freezers” e provedora de inúmeras bocas famintas.&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S6GWD5YUgYI/AAAAAAAAAVk/hA6qG8-EfuU/s1600-h/rainha+do+lar.JPG"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S6GWD5YUgYI/AAAAAAAAAVk/hA6qG8-EfuU/s200/rainha+do+lar.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449802017781612930" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 115px; height: 200px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S6GWD5YUgYI/AAAAAAAAAVk/hA6qG8-EfuU/s1600-h/rainha+do+lar.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Pensamos em alternativas, como melancias, latas de refrigerante, caixas de suco de soja, panelas de arroz... Enfim, coisas que ocupam espaço. Descartamos a melancia, pelo menos parte dela, pela falta de competência para liquidá-la antes da putrefação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sendo assim, substituí a gigantesca fruta por um belíssimo e colorido pacote de alface hidropônica (que dura mais tempo). As latinhas vermelhas de refrigerante são sempre bem-vindas, como vocês já sabem. A panela de arroz já foi providenciada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas a melhor e mais considerável possibilidade fica sendo a troca do atual aparelho por um frigobar!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seria uma forma de driblar a sanha consumista de comprar o desnecessário para saciar apenas os olhos. O risco seria ter de ir várias vezes ao mercado, por não conseguir guardar todos os produtos de uma vez no microrrefrigerador, e acabar gastando ainda mais em supérfluos de qualquer jeito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A filosofia zen budista ensina que a origem de todo mal é o desejo. Comecei a aparar minha árvore do consumo pelo guarda-roupa até alcançar diferentes ramos da minha vidinha modesta. &lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S6GUjAb2uQI/AAAAAAAAAVU/lREInHK7PbI/s1600-h/zen.JPG"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S6GUjAb2uQI/AAAAAAAAAVU/lREInHK7PbI/s200/zen.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449800353228175618" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 97px; height: 74px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A visão do aparelho aparentemente vazio versus a consciência da necessidade plenamente suprida endossam as palavras de Exupéry sobre o indispensável ao coração ser invisível aos olhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas até que ponto conseguimos resistir ao apelo da imagem e dos conceitos incutidos no inconsciente coletivo? Por outro lado, até que ponto a resistência ao consumo pode ir sem provocar uma grande crise capaz de abalar os sistemas financeiros no mundo inteiro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez a resposta venha da própria filosofia zen. Por um lado, evitando o excesso de consumo, mas nos dando o direito a pequenos prazeres de vez em quando. E, por outro, fugindo do radicalismo ascético. O caminho do meio é sempre o mais seguro. Agora, se me dão licença, vou fazer um ataque nada “socrático” à geladeira...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF6600;"&gt;Vale a pena ler: &lt;b&gt;“Consumo, logo existo”, texto de Frei Betto.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jurisciencia.com/artigos/frei-betto-consumo-logo-existo/206/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;http://www.jurisciencia.com/artigos/frei-betto-consumo-logo-existo/206/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-4110174615223945779?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/4110174615223945779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=4110174615223945779' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/4110174615223945779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/4110174615223945779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2010/03/escravos-da-geladeira.html' title='Escravos da geladeira'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S6GVIkiQDyI/AAAAAAAAAVc/F7Ljz0sUhq4/s72-c/geladeira+verde.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-957766778082357426</id><published>2010-02-06T00:40:00.004-02:00</published><updated>2010-02-06T01:03:12.667-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><title type='text'>Carteira de estudante, quem não quer?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S2zXDbIkaOI/AAAAAAAAAVM/Byc3HCiy_sE/s1600-h/stones.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na última vez em que fui ao cinema (para ver Jude, claro! rsrsrs), fiquei chocada com a quantidade de gente no shopping center. Os seguranças do local também estavam atônitos. Do lado de fora, o calor senegalês a que os cariocas têm sobrevivido provavelmente era a razão da multidão fora de época. Afinal, não se tratava de natal, dia das mães, dos pais, nem de coisa nenhuma. Era uma quarta-feira como outra qualquer, mas aquele era um dos poucos locais frescos acessíveis na região.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Subi todos os andares do tal shopping e ao chegar ao cinema no último pavimento, quase caí durinha. O hall conseguia estar mais lotado do que as praças de alimentação. Seria horário de promoção? Desconto no preço do ingresso? Não! Estariam dando doce? Também não! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;Então, olhando a garotada toda em volta, lembrei da carteira de estudante. Quando eu estudava (nem faz tanto tempo assim, coisa de décadas apenas...), não havia a tal carteira e ia ao cinema 2 vezes por ano talvez. Talvez, menos. Mais do que isso, não creio.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já estava no segundo grau, em 1990, quando soube de um convênio do governo do estado com o Teatro Municipal, me inscrevi e passei a infernizar a vida da inspetora da escola para ser “sorteada”. Seria uma grande oportunidade de assistir ao “Lago dos Cisnes” no então inacessível teatro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lembro do leve tremor nas pernas ao entrar, o suor frio nas mãos e de ouvir com muita atenção as recomendações da orientadora pedagógica que acompanhou os alunos sobre o espetáculo e sobre como devíamos nos comportar em um ambiente como aquele. Até hoje, ao entrar em determinados locais, recordo aquelas orientações. Ainda são de grande valia.&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S2zXC0Cy0oI/AAAAAAAAAVE/lpASNHP5eeQ/s200/sting.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434955293659419266" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 200px; height: 72px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas o meu evento cultural favorito é e sempre foi show de rock, de preferência ao ar livre. Naqueles tempos, eu e meu irmão já ficávamos à espreita em outubro e novembro, ansiosos para a divulgação das atrações dos festivais de verão “Alternativa Nativa”, “Coke in Concert”, “Rock in Rio”, “Hollywood Rock”... A lista das atrações definiria nossos pedidos de natal e aniversário. E era isso mesmo, um só presente para as duas datas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Podíamos pedir bens duráveis (desde que baratos), presentes que poderíamos usar, ouvir ou ler para o resto de nossas vidas, mas trocávamos o concreto, o palpável por horas de diversão efêmeras. O argumento da época me serve até hoje quando invisto algum trocado em viagens ao invés de modernos computadores, móveis, tvs sofisticadas, etc. “Um disco pode quebrar, arranhar; um livro pode despencar, molhar, queimar; posso perder estas coisas. Do show [ou da viagem] nunca vou esquecer.”&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Reconheço o tremendo esforço que meus pais faziam para garantir uniforme, material, passagem, comida para os três filhos que ainda não trabalhavam. Mas pedir grana para shows, cinemas, futebol, discos, videolocadora etc., aos nossos olhos parecia coisa pouca e, ainda assim, éramos comedidos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De tempos para cá, o governo fornece a camisa do uniforme, a passagem, o material e ainda há a bendita carteira de estudante. Hoje em TODOS os eventos que vou, vejo a molecada usar suas carteirinhas para pagar seus ingressos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na prática, estão sendo iludidos, pois o advento da carteira foi concomitante ao aumento dos preços dos ingressos em 100%. Assim, quem não tem carteira paga o dobro. E os estudantes não pagam meia coisa nenhuma.&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S2zXC0eOWEI/AAAAAAAAAU8/KqsYeZBGED8/s200/holrock.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434955293774469186" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 200px; height: 61px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Apesar disto, muito mais gente frequenta os eventos culturais. Muito mais artistas vêm se apresentar no Brasil. Há muito mais peças de teatro em cartaz e por muito mais tempo do que antigamente. Há público para todos (apesar do teatro no Rio estar restrito ao centro e maciçamente à Zona Sul).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda assim, há quem reclame da carteira de estudante. Mas é gente que quer enriquecer explorando o público. Gente que prefere não vender o limão, a vender o limão pelo preço justo fingindo que está vendendo meia.&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S2zXCLWo8kI/AAAAAAAAAU0/8DvwaexK-Q8/s200/circo.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434955282736804418" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 200px; height: 178px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ouço diariamente um programa de humor e futebol em que um dos integrantes faz com frequência discursos contra as carteiras de estudante. Já pensei em parar de ouvir o tal programa, mas seria uma injustiça deixar que um idiota me fizesse abrir mão das gargalhadas diárias. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A questão é que o &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Zé Mané &lt;/i&gt;foi, na década de 1980, líder de uma daquelas “one hit bands” e até hoje ele faz show usando a mesma música para chamar público. Provavelmente, ele deve associar seu pouco público à carteira de estudante e não à chatice do seu trabalho, mesmo tendo um dvd premiado sabe-se Deus com quais critérios.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não por coincidência, a mesma “pessoa” usa o espaço do programa para discorrer (no mau sentido) sobre governos que, segundo ele, são “populistas” por terem criado benefícios para os trabalhadores em detrimento da elite. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O pobrezinho repete sem perceber a mesma falácia dos governos ditatoriais a que fomos submetidos nas décadas de 1960 e 70. Foi vítima de uma lavagem cerebral. Os demais participantes do programa precisam de dose extra de jogo de cintura para devolver o bom ânimo ao programa depois de tão infelizes digressões.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas voltando à carteirinha, fico pensando em tudo o que eu poderia ter feito “no meu tempo” se tivesse uma carteira desta. Afinal, só assisti à primeira peça de teatro quando já estava trabalhando. Tantos shows, tantos filmes aos quais poderia ter assistido sem sacrificar o orçamento da família...&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S2zXDbIkaOI/AAAAAAAAAVM/Byc3HCiy_sE/s200/stones.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434955304152623330" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 200px; height: 68px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Para economizar, meus irmãos iam ao Maracanã na geral. Hoje, sem geral e com ingressos a preços violentos, como seria se ainda fossem estudantes “descarteirados”? Agora que trabalho, faço contas para saber se vai dar para ir ao show do New Oder (anos atrás) ou do Coldplay (daqui a alguns dias) e depois de tirar daqui, puxar dali, desisto e fico em casa imaginando como deve ter sido. Até me ocorreu voltar a estudar, mas a grana ficaria ainda mais curta. Ah, se eu tivesse nascido mais tarde...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF6666;"&gt;&lt;b&gt;Trilha sonora sugerida:&lt;/b&gt; "Esse tal de roquenrol" c/ Rita Lee!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-957766778082357426?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/957766778082357426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=957766778082357426' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/957766778082357426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/957766778082357426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2010/02/carteira-de-estudante-quem-nao-quer.html' title='Carteira de estudante, quem não quer?'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S2zXC0Cy0oI/AAAAAAAAAVE/lpASNHP5eeQ/s72-c/sting.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-8771135856524987586</id><published>2010-01-25T21:34:00.006-02:00</published><updated>2010-01-25T21:48:40.235-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>“Brasileiro é ladrão”*</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S14r47iV3VI/AAAAAAAAAUs/lh8CKUVNV24/s1600-h/suriname.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Faz pouco tempo, ganhei um atlas ilustrado da América do Sul publicado pela National Geografic. Recheada com fotos convidativas, a publicação rendeu a &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;brilhante&lt;/i&gt; idéia de me meter numa aventura pela Guiana Francesa com o intuito de fazer um curso de imersão na língua local. Fui veementemente desencorajada pela minha então professora de francês que me esclareceu serem os brasileiros muito mal vistos por lá. Registrei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi por isso que, com menos surpresa do que tristeza, vi um grupo de parrudos surinameses (vizinhos da tal Guiana) dizerem em frente às câmeras da equipe de reportagem da Band, com toda clareza possível, que brasileiros não são mais bem-vindos por lá. Para não restar qualquer dúvida, dias antes da reportagem, brasileiros foram atacados e expulsos de Albina, cidade daquele país, a golpes de paulada e facão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os nativos enfatizaram o interesse desmesurado dos garimpeiros e prostitutas brasileiros como o estopim para a revolta na noite de natal. O homem morto por um garimpeiro brasileiro, após uma discussão em um bar naquela noite, não teria sido o primeiro. Além dele, dias antes, um taxista e um casal, cuja mulher estava grávida, foram outras vítimas da ganância verde e amarela. “Brasileiros resolvem as discussões na bala”, disseram eles.&lt;/p&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S14r47iV3VI/AAAAAAAAAUs/lh8CKUVNV24/s1600-h/suriname.JPG"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S14r47iV3VI/AAAAAAAAAUs/lh8CKUVNV24/s200/suriname.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430826457709796690" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 143px; height: 95px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Entre o grupo de surinameses revoltados em frente às câmeras, o que parecia ser o líder disse não haver restrições à presença de estrangeiros, desde que estes se adaptem aos costumes locais. Esta parece ser a chave da questão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todos sabemos que brasileiros estão por toda parte. E todos conhecemos o caráter, digamos, “expansivo” do nosso povo. O que alguns chamam de um povo alegre, para outros é um povo espaçoso. Característica que tem pontos positivos e negativos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entre os positivos, o temperamento extrovertido dos nossos representantes no estrangeiro acaba por divulgar e abrir portas para o interesse de outros povos pela nossa cultura e criatividade. Bons exemplos disso são a capoeira, a música, a moda brasileira já bastante apreciadas além-mar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entre os negativos, o temperamento extrovertido dos nossos representantes lá fora que querem brincar quando a chapa está quente ou que ainda insistem em dar um “jeitinho” como se cá ainda estivessem. A &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;bendita&lt;/i&gt; malandragem tupiniquim, a mania de querer levar vantagem em tudo, que nós brasileiros queremos impor dentro e fora das linhas de fronteira nacional.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sinto calafrios ao tomar conhecimento de novas levas de iludidos que arrumam as malas e pagam com todas as suas economias pela chance de tentar a vida no exterior. Sinto pena por pensarem que a vida que levarão lá será muito melhor recompensada do que a que levam por aqui. Em raras exceções, isso acontece. Que fique bem claro, na grande maioria das vezes, se dá bem no exterior e ganha muito dinheiro quem já tinha dinheiro aqui.&lt;/p&gt;  &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S14r4ulXp2I/AAAAAAAAAUk/0-6n9IbkAPY/s200/imigrantes.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430826454232835938" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 89px; height: 161px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E pior do que calafrios e pena, sinto vergonha de ver brasileiros bem preparados, que poderiam estar batalhando por um país melhor aqui, aceitarem subempregos no exterior. Sinto vergonha de ver brasileiros presos lá fora, seja por clandestinidade ou má conduta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acho feio quando compatriotas que tinham tudo para dar certo por lá, jogam fora a chance e se envolvem em escândalos. É horrível ter a nação representada por mulheres trapaceiras que acham que vão contar uma história de novela e todo mundo vai acreditar. Ou acessar um jornal estrangeiro e ver estampadas histórias de religiosos que querem explorar a fé alheia em outros países.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para constatar este caráter “espaçoso” do brasileiro, não é preciso viajar para o exterior. Nas grandes cidades, como o Rio de Janeiro, é fácil notar que a chegada de contingentes absurdos de migrantes que impõem na marra seus diferentes estilos de vida em detrimento do padrão de comportamento local, vem transformando a cidade maravilhosa em uma terra de ninguém, onde cada um faz o que quer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Encerrei o ano de 2009 lendo as “Confissões” de Darcy Ribeiro. Este estudioso que mergulhou tão fundo nas raízes das nações latino americanas tinha uma fé inabalável no nosso povo. Admiro e concordo com quase tudo que li, mas esta fé não consigo sentir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vejo nas três vertentes que ele cita como formadoras de nosso povo – o europeu, o índio e o negro –,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;respectivamente, os degredados de péssimo caráter; a ingenuidade solícita e pacífica; e a revolta indignada de quem é roubado de sua terra natal. Uma mistura que adicionada à má formação escolar e acadêmica dificilmente poderá render os frutos que o querido antropólogo sonhou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Recentemente, em um almoço entre amigas, uma delas comentou que a ideia de que dinheiro não traz felicidade é “coisa de pobre”. Mas ao ver os brasileiros resgatados do Suriname, observei que não havia ricos entre eles. Por outro lado, não são pobres os gananciosos políticos que vemos diariamente nas manchetes de jornais atolados até o pescoço de denúncias.&lt;/p&gt;  &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S14r4trtE4I/AAAAAAAAAUc/ZjChgcfO1kk/s200/arruda.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430826453990970242" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 106px; height: 94px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao comparar certos (maus) costumes do nosso povo – pobres e ricos – com os representantes escolhidos por ele para as cadeiras do executivo e do legislativo, só nos resta lamentar. A ganância não é só coisa de ricos. Quem dera, amiga. Quem dera!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt;*&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;b&gt;A frase&lt;/b&gt; que serve de título para esta crônica foi proferida por um surinamês em entrevista à Band em dezembro de 2009.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFCC00;"&gt;&lt;b&gt;Trilha sonora sugerida:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#66FFFF;"&gt;.R.E.M., “&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#66FFFF;"&gt;Stand&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#66FFFF;"&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#99FF99;"&gt;.Titãs, “Lugar nenhum”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF66;"&gt;.Paralamas do Sucesso, "Melô do marinheiro"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-8771135856524987586?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/8771135856524987586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=8771135856524987586' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/8771135856524987586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/8771135856524987586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2010/01/brasileiro-e-ladrao.html' title='“Brasileiro é ladrão”*'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S14r47iV3VI/AAAAAAAAAUs/lh8CKUVNV24/s72-c/suriname.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-4566445819583876781</id><published>2010-01-14T22:28:00.003-02:00</published><updated>2010-01-14T22:38:55.564-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><title type='text'>A dinâmica da chuva no subúrbio do Rio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S0-26t4dZkI/AAAAAAAAAUU/XlEOd-gh6Ug/s1600-h/foto4.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;20:30 - Cenário após 10 minutos de chuva forte na zona norte da cidade maravilhosa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;(Abaixo, Avenida Lobo Júnior, um dos principais acessos à Avenida Brasil.)&lt;/p&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S0-255-ecDI/AAAAAAAAAT8/N3V1xtZk4Gc/s320/foto1.JPG" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 229px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426757181936398386" /&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;20:40 - Depois de 20 minutos, ruas cheias e sacos de lixo boiando entre os carros.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S0-26EJANRI/AAAAAAAAAUE/JowHYqCbB_U/s320/foto2.JPG" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 203px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426757184664909074" /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;20:45 - Só os carros de grande porte conseguem passar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S0-26d8oIeI/AAAAAAAAAUM/18g-7dM5cX4/s320/foto3.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426757191592321506" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 202px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;21:20 - A chuva passa, os carros passam, mas o lixo fica espalhado pelas ruas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S0-26t4dZkI/AAAAAAAAAUU/XlEOd-gh6Ug/s320/foto4.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426757195869808194" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 162px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#66FFFF;"&gt;A culpa é dos moradores?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não. A Comlurb orienta os moradores da área a depositarem seus sacos de lixo nas esquinas!!!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#66FFFF;"&gt;A culpa é dos garis?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não. Às 21:30 os garis passaram catando &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;com as mãos&lt;/b&gt; os sacos que boiavam e o lixo espalhado no meio da rua. Fizeram o melhor que podiam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#66FFFF;"&gt;A culpa é de quem?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seria exigir uma inteligência sobrenatural que a companhia responsável pela coleta urbana utilizasse estruturas suspensas ou protegidas da chuva para que os moradores pudessem recolher seus lixos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#66FFFF;"&gt;E agora o que fazer? Esperar sentado a próxima chuva?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não. Resta a nós suburbanos torcer para que o mesmo aconteça no Jardim Botânico para que a “imprensa” faça um escândalo e o prefeito passe a pressionar a Comlurb em busca de uma solução óbvia. Enquanto isso, evitem perambular nas ruas suburbanas na hora da chuva. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#66FFFF;"&gt;Há outra alternativa?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sim. Duas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A 1ª:&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Não esqueçam dessas imagens, tenham uma consciência crítica e pensem bem na hora de votar nas próximas eleições para prefeito. &lt;b&gt;Chega de mauricinhos!!!&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A 2ª: Contratem os caciques da tribo Cobra-Coral e peçam uma consultoria sobre os horários mais apropriados para não sair de casa. Segundo um certo secretário municipal eles mandam na chuva!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-4566445819583876781?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/4566445819583876781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=4566445819583876781' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/4566445819583876781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/4566445819583876781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2010/01/dinamica-da-chuva-no-suburbio-do-rio.html' title='A dinâmica da chuva no subúrbio do Rio'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S0-255-ecDI/AAAAAAAAAT8/N3V1xtZk4Gc/s72-c/foto1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-5117834009888299267</id><published>2010-01-14T22:16:00.004-02:00</published><updated>2010-01-14T22:26:59.693-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><title type='text'>Carta aberta à população do estado do Rio de Janeiro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S0-0t2BpRnI/AAAAAAAAAT0/SFuLvFDrrd8/s1600-h/Futuro+do+Professor+ERJ.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 280px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S0-0t2BpRnI/AAAAAAAAAT0/SFuLvFDrrd8/s320/Futuro+do+Professor+ERJ.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426754775694263922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Nós, professores servidores do estado do Rio de Janeiro, escrevemos esta carta aberta à população para mostrar o que realmente envolve a questão da incorporação da gratificação chamada "Nova Escola"*, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;que vem sendo veiculada na mídia&lt;/i&gt;, e a diminuição do nosso plano de carreira. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;* Nova Escola foi o esquema criado pelo ex-governador Anthony Garotinho para avaliar o desempenho das escolas, por meio de métodos até hoje ainda não compreendidos pela maioria, e que desnivelou os salários da classe.&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;A princípio, não foi &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt;dito o valor do salário&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; do professor estadual &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;iniciante&lt;/i&gt;, que é de apenas R$ 607,26. A população deve imaginar que recebemos alguma ajuda extra, como vale transporte, vale refeição, que qualquer empresa é obrigada a pagar a seu funcionário. Porém, não é isso o que acontece. Não recebemos tais benefícios, apesar de serem direitos de todo o trabalhador, e ainda temos o desconto previdenciário de 11%, recebendo um &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt;salário líquido de aproximadamente R$ 540,00&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;O Governo veicula comerciais na TV, afirmando ter distribuído laptops para todos os professores. Mas, na verdade, esses &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt;laptops&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt; &lt;/span&gt;foram adquiridos pelo sistema de comodato, ou seja, os equipamentos são &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt;emprestados&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt; &lt;/span&gt;pelo governo que, quando bem entender, pode pedi-los de volta. Além disso, os professores iniciantes não foram agraciados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Atualmente, observamos a climatização das salas de aula em um esquema em que o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt;Governo &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt;aluga&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;os aparelhos, gerando ainda elevado consumo de energia elétrica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;A citada incorporação do Nova Escola se dará até 2015, divida em 7 parcelas. Há casos de professores que receberão em 2010 um &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt;aumento de R$ 2,47&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Valor que talvez não seja suficiente para pagar uma passagem. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Outro ponto é o grande número de pedidos de &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt;exoneração de professores&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Estima-se que sejam aproximadamente 30 por dia! Também não há condições de trabalho e isso nos incomoda. Contudo, o que causa maior indignação é a &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt;carta compromisso&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; enviada aos nossos lares na qual o mesmo governador empenhou sua palavra e agora se &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt;esquece de tudo que prometeu&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. As promessas foram as seguintes: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Promessa 1&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;- Reposição das perdas dos últimos 10 anos. (&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Realidade:&lt;/b&gt; Reajuste de 4% e mais 8% de uma perda de mais de 70%.) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Promessa 2&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;- Manutenção do atual plano de carreira e inclusão dos professores com carga horária de 40h. (&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Realidade:&lt;/b&gt; Não só manteve o professor de 40h fora do plano, como diminuiu as diferenças entre os diferentes níveis de 12% para 7,5%.) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Promessa 3&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;- Fim da política de gratificação Nova Escola e incorporação do valor da gratificação ao piso salarial. (&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Realidade:&lt;/b&gt; Esqueceu de avisar que seria em 7 anos, sem reposição da inflação e sem equiparação salarial.) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Promessa 4&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;- "A secretaria de Estado de Educação do meu governo terá como titular pessoa com histórico na área de educação e vínculos com o magistério." (&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Realidade:&lt;/b&gt; A atual titular da pasta é da área de computação, burocrata, sem passagem pelo magistério.) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Além de nunca dar voz aos trabalhadores, prática que inclui os professores, &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt;a imprensa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt; &lt;/b&gt;ainda&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt; distorce&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; a situação real. Somos pais e mães de família, que fizeram um curso superior na esperança de um futuro melhor. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Contamos com a compreensão e a colaboração do povo do nosso estado. Você pode não ser professor, seu filho e sua família podem não precisar da escola pública, mas nossa &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt;sociedade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt; &lt;/span&gt;só vai melhorar com Educação Pública de &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt;qualidade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Vista a camisa da Educação. Faça a sua parte para promover uma verdadeira &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt;mudança&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt; &lt;/span&gt;na história da Educação no estado do Rio de Janeiro. Precisamos consertar a verdadeira realidade do magistério estadual. E, nas próximas &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt;eleições&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, pense em tudo isso antes de &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt;votar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFF33;"&gt;Vamos mostrar a nossa força!!!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Agradecemos imensamente a atenção,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFCC00;"&gt;Professores do Estado do Rio de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-5117834009888299267?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/5117834009888299267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=5117834009888299267' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/5117834009888299267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/5117834009888299267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2010/01/carta-aberta-populacao-do-estado-do-rio.html' title='Carta aberta à população do estado do Rio de Janeiro'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/S0-0t2BpRnI/AAAAAAAAAT0/SFuLvFDrrd8/s72-c/Futuro+do+Professor+ERJ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-2957076998311628182</id><published>2010-01-02T22:24:00.012-02:00</published><updated>2010-01-02T23:05:16.815-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Pesadelo na ilha dos sonhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O vírus da estrada se instalou em meu sangue desde pequena. Lembro bem de ainda estar usando fraldas quando fiz minha primeira viagem. A família toda, malas, sacos de viagem, lanches e muitas horas de ônibus até o Rio Grande do Sul. Depois desta, muitas se sucederam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;No início da década de 80, a família toda apertada num Opalão caramelo descia as curvas da Rio-Santos, rumo a Angra dos Reis. Minha tia que morava conosco se casara e se mudara para o paraíso tropical. Na primeira viagem, ao chegar à cidade e ver a placa de um dos primeiros &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;resorts&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; a se instalar ali, perguntei ao motorista ingênua: “– Pai, estamos em Portugal?”. A gargalhada foi geral. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Passei muitos verões com ela. De início, dependia de alguém para me levar e buscar. Nos últimos, já na universidade, ia e voltava só. Meus primeiros passos para a independência. Muitas foram as vezes em que precisei retardar meu regresso devido a quedas de barreiras na estrada. Em várias destas temporadas em Angra, pude contar nos dedos os dias de sol. Ia mesmo pela companhia, pois sabia que a probabilidade maior seria ficar presa dentro de casa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Abaixo, trilha em Ilha Grande em 2008.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Sz_lxEWAdHI/AAAAAAAAATk/_zo97u5yZWs/s320/ilhagrande.JPG" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 153px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422305107519763570" /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Um dia, descobri Ilha Grande. Estranho ter estado tão perto durante toda a infância e nunca ter ido até lá. Foi uma paixão fulminante. O primeiro mergulho. A água morna do mar. Nem um dia de chuva. A melancolia no regresso. Sonhei com a Ilha muitas vezes e acordava feliz em todas elas. Apesar disso, levei seis anos para me dar de presente outra temporada por lá em 2008. Mas algo havia mudado. Não sei se em mim ou na Ilha. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;No álbum que montei na Internet, me refiro a ela como “melhor lugar do mundo”. O sol continuava lá me acompanhando todos os dias e bronzeando as lembranças molhadas da infância em terra firme. Mas o excesso de turistas dava um ar confuso à Ilha. O mar revolto me assustou algumas vezes, deixou a água turva para o mergulho e quase virou o barco na volta do passeio a Lopes Mendes. Apesar disso, voltei com a sensação de que o presente valeu. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Sempre sinto medo nas viradas de ano. Um medo contido e escondido. Vou dormir após a ceia e os fogos com medo das notícias do dia primeiro. Entra ano e sai ano, a sensação é de que há sempre uma tragédia à espreita. Tenho medo também do que o futuro reserva. Mas procuro adiar a hora de dormir ou me confortar com a esperança de que nada ruim acontecerá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Na primeira noite de 2010, a Ilha voltou aos meus sonhos. Mas acordei triste no meio da madrugada. Sonhei com uma avalanche me empurrando para dentro do mar. Fruto das imagens vistas nos noticiários. Que pena o “melhor lugar do mundo” ter sido o cenário para tão tristes notícias. Pena ter virado referência de tristeza e dor para tantas famílias. Mesmo assistindo a tudo de longe, vou demorar para lembrar da Ilha como antes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFCCFF;"&gt;Que descansem em paz todos aqueles que a água levou em seus braços. Força e fé para os que ficam e precisam continuar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFCCFF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Sz_mqOsKt5I/AAAAAAAAATs/UgLS22xLuoI/s320/cunha.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422306089549608850" style="text-align: left;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 320px; height: 209px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Acima, Cunha: outra cidade devastada pelas chuvas do ano novo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Foto de 1º de janeiro de 2004.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-2957076998311628182?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/2957076998311628182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=2957076998311628182' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/2957076998311628182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/2957076998311628182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2010/01/pesadelo-na-ilha-dos-sonhos.html' title='Pesadelo na ilha dos sonhos'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Sz_lxEWAdHI/AAAAAAAAATk/_zo97u5yZWs/s72-c/ilhagrande.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-3903812591729714945</id><published>2009-12-13T21:50:00.010-02:00</published><updated>2009-12-18T11:36:22.957-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Descobertas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SyuCHpjHDyI/AAAAAAAAATc/oDPNI7geT4w/s1600-h/2001quadro1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Como boa capricorniana, é chegada a hora de me recolher ao casulo e rever o que foi feito (ou desfeito) de 2009. Posso até me dar ao luxo de começar pela conclusão. Este foi um ano de descobertas. De todos os tipos, boas e más, porém todas úteis. Divido-as com quem seguir na leitura, afinal, como diz Gilberto Gil, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“não é obrigado a escutar quem não quiser me ouvir”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vou começar com meu amigo Roberto que me abriu portas com seu exemplo. Não importa qual seja o obstáculo, cada um decide se a vida será leve ou pesada. Quando chegou minha hora de agir, foi dele que lembrei para poder levar os momentos mais cansativos e preocupantes no hospital com minha mãe.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SyuB41WRQgI/AAAAAAAAATU/FYf81hl6LXc/s320/spa6.jpg" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px; height: 200px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416565790236295682" /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Aliás, essa temporada no &lt;i&gt;“spa do Boréu”&lt;/i&gt;, como chamávamos o hospital, foi rica de ensinamentos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Conforme mencionei há algumas colunas, confirmei as suspeitas de que minha mãe é forte &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;pra dedéu&lt;/i&gt;. Aguenta os trancos, reclamando, mas aguenta. Eu, molenga, sucumbiria com certeza.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Também descobri por lá que novas amizades florescem mesmo nas situações menos propícias e em ambientes realmente inóspitos, desde que as pessoas certas sejam postas juntas formando uma química imediata. Dona Maria de Jesus e sua irmã Ana são algumas das pessoas inesquecíveis que conheci lá. Uma espécie de compensação pelo aborrecimento por não estarmos em casa naquelas circunstâncias.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Infelizmente, o oposto também acontece. Quando começamos a perder a paciência, por uma dessas ironias do destino, Deus resolve nos mostrar que nada é tão ruim que não possa piorar e nos faz dividir o espaço de um quarto de hospital com pessoas sem noção de educação e solidariedade. Mas dessas eu nem sequer lembro o rosto.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E isso me faz lembrar de outras situações em que descobri não ser capaz de perdoar. Meu coração imaturo até consegue esquecer, mas, para aprender a perdoar, acho que ainda vou precisar de mais algumas encarnações.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E já que estamos falando de encarnações, foi o &lt;i&gt;Evangelho de Kardec&lt;/i&gt; que, em um momento de irritação, me deu a dica. Aqueles que cruzam nossa vida como algozes, na verdade, estão nos indicando um caminho para a evolução.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;De repente, olhando para trás, me dei conta de que mulheres infelizes ocupando cargos de gestão sempre me fizeram sair da acomodação e dar uma pirueta, levando a vida por mares nunca dantes navegados. Este ano não foi diferente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E, uma vez dado o impulso para o salto, a resposta da vida foi imediata. Ao anunciar minha decisão de deixar a escola onde lecionei por onze anos, alunos de diferentes turmas e séries se organizaram para despedidas. Muito emocionante descobrir que o trabalho refletido, pensado e preparado com carinho foi reconhecido pelas pessoas que mais importam.&lt;/p&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SyuCHpjHDyI/AAAAAAAAATc/oDPNI7geT4w/s320/2001quadro1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416566044766965538" style="float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 160px; height: 200px; " /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;As palavras que ouvi dessas pessoas jovens, velhas, pessoas experimentadas e outras que estão começando a vida, pessoas iguais ou tão diferentes de mim, jamais serão esquecidas. “E sinto assim como meu peito se apertar...” Já sinto saudades e vontade de chorar só de lembrar. Que bom saber que consegui com meu trabalho plantar uma boa semente em terrenos tão férteis. Vejamos que surpresas mais a vida me trará.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Olhando ao redor e abrindo bem os ouvidos para as histórias alheias, descobri que, na maioria esmagadora das vezes, as mulheres têm razão quando resolvem ir embora e deixar seus casamentos. Muitas nem sabem bem por que estão partindo, parafraseando Nelson Rodrigues “não sei por que estou partindo, mas tu sabes porque estou te deixando”. Quem está de fora sabe que estão certas. E o tempo vai confirmar a sensatez da decisão. É só esperar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Observando, também descobri que a voz do povo se engana quando diz que toda mãe é igual. Por outro lado, o pai é realmente o último a saber, porque todo pai é meio Homer Simpson. O que tenho ouvido de histórias bizarras sobre pais e suas manias estranhas, roupas horrorosas, conversas fiadas, gafes homéricas, decisões equivocadas, exageros gastronômicos, presentes esdrúxulos... Dariam um livro de vários volumes com edições esgotadas por milhares de filhos embaraçados mundo afora.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;No ano de 2009, tive muitas oportunidades de descobrir quem são os amigos de fé, irmãos camaradas que estão juntos e misturados mesmo nos momentos de maior aperto. Aquelas situações desconfortáveis das quais a maioria sai de fininho. Quem quiser aplicar o, digamos, “&lt;i&gt;teste do amigo para o que der e vier&lt;/i&gt;” não precisa fazer o mundo desabar sobre a própria cabeça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ofereço uma sugestão bem prática ao nobre leitor. Espalhe entre os candidatos a notícia de que você pintará a casa, sem ajuda profissional, com suas próprias mãos. Aqueles que aparecerem para ajudar são os que realmente se preocupam com você e estarão por perto não importa quando, nem onde, nem porquê. Pois, ô missão ingrata! Tem que ser muito irmão para encarar. Caso o resultado do teste seja insatisfatório, talvez você precise mudar sua relação com seus amigos. Ou, talvez, você precise mudar &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;de&lt;/i&gt; amigos... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E, finalmente, olhando para dentro, as notícias não são nada boas. Descobri que tenho desenvolvido um estranho apreço pela misantropia. Parece que andei levando a sério demais aquela história de curtir minha própria companhia e acabo por me desfazer facilmente dos outros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O fato é que a superficialidade e o egocentrismo das pessoas me cansam. Há milhares de coisas acontecendo no mundo a cada segundo e parece que a maioria das pessoas não consegue pensar e falar de nada além de si mesmas. Não ouvem quem está ao seu lado, não são capazes de se conectar com o restante do universo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para piorar a situação, à medida que envelheço me torno mais intolerante aos vacilos alheios e, para não gerar atrito, minha opção é dar as costas e ir embora. Sem diálogos, sem possibilidade de conciliação, me desfaço das pessoas como quem tira uma peça de roupa em um dia de calor sufocante. Não sei para onde estou indo agindo assim - se vou me tornar uma ilha deserta ou quase deserta -,&lt;b&gt; e também não quero que ninguém me diga&lt;/b&gt;. No ano que vem, pode ser que eu volte aqui para contar minhas novas descobertas. Quem viver, verá. &lt;/p&gt;  &lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#990000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Obrigada pela companhia e um feliz 2010 pra todo mundo, sendo irmão camarada ou não. Porque a felicidade precisa se espalhar!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:-webkit-xxx-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(0, 0, 238);   font-weight: normal; -webkit-text-decorations-in-effect: underline; font-family:Georgia, serif;font-size:16px;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SyWA3-UVH2I/AAAAAAAAATE/dLl__F3Pf6I/s320/pipa.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414875826092318562" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 196px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC66CC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Levando a vida ao sabor do vento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC66CC;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(Foto por Sara Simões em Rio das Ostras)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-3903812591729714945?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/3903812591729714945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=3903812591729714945' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/3903812591729714945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/3903812591729714945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2009/12/descobertas.html' title='Descobertas'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SyuB41WRQgI/AAAAAAAAATU/FYf81hl6LXc/s72-c/spa6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-6674195153156575011</id><published>2009-11-14T02:29:00.004-02:00</published><updated>2009-11-14T02:37:14.007-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Pomba-gira no reality show</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Outro dia, em Ipanema, conversa vai, conversa vem, comentei com um companheiro de mesa de lanchonete como é impressionante a quantidade de gente que se influencia pelo cardápio de personagens irreais disponíveis na mídia a fim de criar um padrão para a própria vida. E nem estou me referindo às novelas!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Aperta-se um botão, numa noite qualquer e lá estão elas: mulheres lindas de doer, pele boa, cabelo brilhoso, ar saudável, magras, bem casadas, filhos fofos, cachorros limpos... Quem em sã consciência não quer voltar assim na próxima encarnação? Mas quem pára pra pensar que talvez a vida delas pode não ser essa coca-cola toda?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Há quem ache a própria vida insossa e repetitiva. Há quem acorde em certos dias com um tremendo mau humor, com o cabelo revoltado, com um olho menor que o outro, sem vontade de falar com ninguém, com vontade de morrer. Imagine ter de manter a pose todo o tempo. Deve haver momentos assim até para as divas. Situações que escapem das lentes dos papparazzi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Pois tenho que confessar a vocês, eu não queria uma vida assim. Cada um com sua cruz. As minhas têm sido tão fáceis de carregar que prefiro não arriscar em trocá-las por outras. Além do mais, há coisas que não podem mesmo ser mudadas – a questão estética, por exemplo. Com licença, queridos, mas “a fila dos bonitos é do lado de lá”. Eu já encontrei o meu lugar nesta fila aqui e sei bem as dores e as delícias de ser como sou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;E se a ordem do dia é escolher um personagem fico com a Aline. A heroína ferrada das noites de quinta-feira, na Globo. É a minha hora de mergulhar na fantasia sem pensar no amanhã. Ela é perfeita, simplesmente porque é toda erradinha, felizarda! Talvez a mais livre de todas as heroínas da teledramaturgia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Seus namorados não são lindos, não são ricos, mas são formidáveis como ela. Ela cede a todos os impulsos sem freios e eu me delicio e torço do lado de cá da tela para ela fazer na ficção tudo o que eu não tenho coragem de fazer na vida real.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O mais legal é que sempre dá tudo errado e, por isso mesmo, tudo dá certo no final. Igualzinho à vida real. Mas quantas vezes nos pegamos pensando “Que bom que deu tudo errado!” e nos permitimos rir da vida e de nós mesmos como rimos das séries na tv? Fico tão feliz com cada episódio que me flagro rindo dos detalhes que minha memória cortesmente me traz de volta dias depois. Meus finais de semana se contaminam daquela energia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Sv4ywkb3SpI/AAAAAAAAAS0/x-3-r1VZWl0/s320/aline.JPG" style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 233px; height: 91px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403812412886829714" /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Quando eu era pequena ouvia histórias dizendo que pombas-giras desciam em terreiros da cidade se dizendo a Viúva Porcina! (hahahahahaha) Pois bem, se um dia algum espírito decidir baixar em mim, que não seja como fez com o Steve Martin, apenas 50%.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Se for alguma Aline solta por aí, pode tomar conta geral! Saia por aí dizendo poucas e boas pra quem merecer. Pode também fazer combinações inusitadas com as roupas do armário. Autorizo usar todas as minissaias e roupas curtinhas também. Faça umas gracinhas pras mulheres próximas se soltarem um pouco. Grite com os meninos, eles vão ficar surpresos comigo! Dê escândalo, dê ordens, fale alto na rua. Vá ao shopping, ao salão e gaaaaaste! Faça tudo o que eu não tenho coragem de fazer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Ah, Aline, aproveite pra me fazer um favorzinho, use e abuse do seu estilo inteligente e sacana pra mostrar pro constrangedor companheiro de mesa de lanchonete que até o Stevie Wonder teria reparado nos olhares dele para a bonitona da mesa ao lado. Se valesse o trabalho, eu mesma teria falado. Mas já que você vai estar por aí, sei que vai usar uma fórmula bem original pra botar o bobinho no seu devido lugar! E volte sempre, querida! Você é muito bem-vinda! É de “reality shows” assim que precisamos!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-6674195153156575011?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/6674195153156575011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=6674195153156575011' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/6674195153156575011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/6674195153156575011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2009/11/pomba-gira-no-reality-show.html' title='Pomba-gira no reality show'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Sv4ywkb3SpI/AAAAAAAAAS0/x-3-r1VZWl0/s72-c/aline.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-8275539591633587249</id><published>2009-09-25T14:26:00.009-03:00</published><updated>2009-10-31T18:27:15.582-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Pequeno manual de instruções para moças solteiras e emancipadas</title><content type='html'>&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Sr0-8AQTUtI/AAAAAAAAASs/RTCOQLf8sc0/s320/manual+d+instrucoes2.JPG" style="text-align: center;float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385529929986429650" /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=""&gt;Há &lt;st1:verbetes&gt;momentos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;mesmo&lt;/st1:verbetes&gt; as moças &lt;st1:verbetes&gt;mais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;independ&lt;st1:verbetes&gt;entes&lt;/st1:verbetes&gt; e vacinadas sentem-se desconfortáveis ao &lt;st2:hm&gt;olhar&lt;/st2:hm&gt; &lt;st2:dm&gt;para&lt;/st2:dm&gt; os &lt;st1:verbetes&gt;lados&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm&gt;ver&lt;/st2:hm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;mais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;ninguém&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;dentro&lt;/st1:verbetes&gt; das &lt;st1:verbetes&gt;quatro&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;paredes&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; delimitam &lt;st1:verbetes&gt;seu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;acolhedor&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes&gt;aconchegante&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;lar&lt;/st1:verbetes&gt;.&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nestas &lt;st1:verbetes&gt;horas&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;nem&lt;/st1:verbetes&gt; os &lt;st1:verbetes&gt;bons&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;livros&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; aguardam &lt;st1:verbetes&gt;pacientemente&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;sua&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;preciosa&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;atenção&lt;/st1:verbetes&gt; na &lt;st1:verbetes&gt;estante&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;nem&lt;/st1:verbetes&gt; as &lt;st1:verbetes&gt;revistas&lt;/st1:verbetes&gt; antenadas &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; repousam esquecidas na mesinha de &lt;st1:verbetes&gt;centro&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;nem&lt;/st1:verbetes&gt; as &lt;st1:verbetes&gt;lições&lt;/st1:verbetes&gt; do cursinho de &lt;st1:verbetes&gt;idiomas&lt;/st1:verbetes&gt; abandonadas no &lt;st1:verbetes&gt;escuro&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes&gt;armário&lt;/st1:verbetes&gt; servem de &lt;st2:dm&gt;abrigo&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:dm&gt;para&lt;/st2:dm&gt; a &lt;st1:verbetes&gt;tempestade&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; se anuncia na &lt;st1:verbetes&gt;mente&lt;/st1:verbetes&gt; e no &lt;st1:verbetes&gt;coração&lt;/st1:verbetes&gt; da &lt;st1:verbetes&gt;dona&lt;/st1:verbetes&gt; da &lt;st1:verbetes&gt;casa&lt;/st1:verbetes&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É, muitas vezes, nessas &lt;st1:verbetes&gt;ocasiões&lt;/st1:verbetes&gt; que costumam &lt;st2:hm&gt;aparecer&lt;/st2:hm&gt; os &lt;st1:verbetes&gt;aproveitadores&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;profissionais&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;st1:verbetes&gt;Aqueles&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;rapazes&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;irresistíveis&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes&gt;desocupados&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; buscam uma &lt;st2:dm&gt;fonte&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;inesgotável&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;sexo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;seguro&lt;/st2:dm&gt; e &lt;st1:verbetes&gt;gratuito&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;porém&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;sem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;nenhum&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;compromisso&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;st1:verbetes&gt;Com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;bocas&lt;/st1:verbetes&gt; recheadas de &lt;st1:verbetes&gt;palavras&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;doces&lt;/st1:verbetes&gt; e, &lt;st1:verbetes&gt;geralmente&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;mãos&lt;/st1:verbetes&gt; vazias, surgem sabe-se &lt;st1:verbetes&gt;Deus&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;onde&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:hm&gt;encantar&lt;/st2:hm&gt; e &lt;st2:hdm&gt;aquecer&lt;/st2:hdm&gt; os &lt;st1:verbetes&gt;corações&lt;/st1:verbetes&gt; sufocados &lt;st2:dm&gt;pelo&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;excesso&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;ar&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st2:dm&gt;independência&lt;/st2:dm&gt; traz. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm&gt;fazer&lt;/st2:hm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;diante&lt;/st1:verbetes&gt; desse &lt;st2:dm&gt;desafio&lt;/st2:dm&gt;? &lt;st1:verbetes&gt;Como&lt;/st1:verbetes&gt; se &lt;st2:hm&gt;defender&lt;/st2:hm&gt; das &lt;st1:verbetes&gt;garras&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;atraentes&lt;/st1:verbetes&gt; dessas galanteadoras &lt;st1:verbetes&gt;doenças&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;oportunistas&lt;/st1:verbetes&gt;? O &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; devem &lt;st2:hm&gt;fazer&lt;/st2:hm&gt; as &lt;st1:verbetes&gt;donas&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;casa&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes&gt;século&lt;/st1:verbetes&gt; XXI, renderem-se &lt;st1:verbetes&gt;ou&lt;/st1:verbetes&gt; lutarem &lt;st1:verbetes&gt;até&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes&gt;final&lt;/st1:verbetes&gt;? Resistirem &lt;st1:verbetes&gt;ou&lt;/st1:verbetes&gt; sucumbirem ao &lt;st1:verbetes&gt;doce&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;idílio&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;momentâneo&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;mas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;tendências&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st1:verbetes&gt;raios&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes&gt;trovoadas&lt;/st1:verbetes&gt; no &lt;st1:verbetes&gt;final&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st2:dm&gt;período&lt;/st2:dm&gt;?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes&gt;Com&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st1:verbetes&gt;experiência&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; onze &lt;st1:verbetes&gt;anos&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;emancipação&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes&gt;alguns&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;tropeços&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes&gt;cabeçadas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;me&lt;/st1:verbetes&gt; proporcionam, permito-me oferecer-lhes algumas &lt;st1:verbetes&gt;dicas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:hdm&gt;fugir&lt;/st2:hdm&gt; das &lt;st1:verbetes&gt;armadilhas&lt;/st1:verbetes&gt; nas &lt;st1:verbetes&gt;quais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;corações&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;ingênuos&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;mulheres&lt;/st1:verbetes&gt; espertas às &lt;st1:verbetes&gt;vezes&lt;/st1:verbetes&gt; se dão ao &lt;st1:verbetes&gt;luxo&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st2:hm&gt;cair&lt;/st2:hm&gt;. (E prometo &lt;st2:hm&gt;tentar&lt;/st2:hm&gt; &lt;st2:hm&gt;cumprir&lt;/st2:hm&gt; as &lt;st1:verbetes&gt;regras&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;eu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;mesma&lt;/st1:verbetes&gt; ditarei a &lt;st2:hm&gt;seguir&lt;/st2:hm&gt;.)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes&gt;Antes&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;mais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;nada&lt;/st1:verbetes&gt;, tenha uma &lt;st2:dm&gt;conversa&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;séria&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;consigo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;mesma&lt;/st1:verbetes&gt; e descubra o &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;realmente&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;quer&lt;/st1:verbetes&gt;. Se o &lt;st1:verbetes&gt;seu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;interesse&lt;/st1:verbetes&gt; for &lt;st1:verbetes&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;pouco&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;diversão&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;sem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hdm&gt;ter&lt;/st2:hdm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; necessariamente &lt;st2:hm&gt;dividir&lt;/st2:hm&gt; a &lt;st2:dm&gt;cama&lt;/st2:dm&gt; à &lt;st1:verbetes&gt;noite&lt;/st1:verbetes&gt; (&lt;st1:verbetes&gt;isso&lt;/st1:verbetes&gt; inclui os &lt;st1:verbetes&gt;inconvenientes&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;noturnos&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;tais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;como&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;roncos&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;pontapés&lt;/st1:verbetes&gt; etc.), &lt;st2:hm&gt;incluir&lt;/st2:hm&gt; algumas &lt;st1:verbetes&gt;peças&lt;/st1:verbetes&gt; masculinas na &lt;st1:verbetes&gt;pilha&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;roupa&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:hm&gt;passar&lt;/st2:hm&gt; e &lt;st2:hm&gt;lavar&lt;/st2:hm&gt;, &lt;st2:hdm&gt;ter&lt;/st2:hdm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st4:infinitivo&gt;cozinhar&lt;/st4:infinitivo&gt; &lt;st2:dm&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;mais&lt;/st1:verbetes&gt; uma &lt;st1:verbetes&gt;boca&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;ou&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hdm&gt;ter&lt;/st2:hdm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm&gt;aturar&lt;/st2:hm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;estranho&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;dentro&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;casa&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;logo&lt;/st1:verbetes&gt; ao &lt;st2:hm&gt;acordar&lt;/st2:hm&gt;, aproveite-se do &lt;st1:verbetes&gt;aproveitador&lt;/st1:verbetes&gt;! Faça &lt;st1:verbetes&gt;tudo&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;lhe&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm&gt;interessar&lt;/st2:hm&gt; e &lt;st1:verbetes&gt;depois&lt;/st1:verbetes&gt; bote-o &lt;st2:dm&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;fora&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se se &lt;st2:hdm&gt;tratar&lt;/st2:hdm&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;homem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;pelo&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;menos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;pouco&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;brio&lt;/st1:verbetes&gt;, essa será &lt;st1:verbetes&gt;também&lt;/st1:verbetes&gt; uma &lt;st1:verbetes&gt;maneira&lt;/st1:verbetes&gt; de fazê-lo sentir-se &lt;st1:verbetes&gt;como&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt; se sentiria se fosse &lt;st1:verbetes&gt;pega&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;surpresa&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes&gt;desavisada&lt;/st1:verbetes&gt;: &lt;st1:verbetes&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;objeto&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;st1:verbetes&gt;Caso&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;ele&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; perceba &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; foi usado, &lt;st2:dm&gt;parabéns&lt;/st2:dm&gt;! &lt;st2:dm&gt;Você&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;definitivamente&lt;/st1:verbetes&gt; se livrou de uma &lt;st1:verbetes&gt;bomba&lt;/st1:verbetes&gt;! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Porém, se &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt; for daquelas moças &lt;st1:verbetes&gt;cujo&lt;/st1:verbetes&gt; envolvimento &lt;st1:verbetes&gt;sexual&lt;/st1:verbetes&gt; remete a &lt;st1:verbetes&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; relacionamento &lt;st1:verbetes&gt;mais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;sério&lt;/st1:verbetes&gt;, seja &lt;st1:verbetes&gt;clara&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;principalmente&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;mesma&lt;/st1:verbetes&gt;. Respeite &lt;st1:verbetes&gt;sua&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;opinião&lt;/st1:verbetes&gt; e faça-se &lt;st2:hm&gt;respeitar&lt;/st2:hm&gt;. &lt;st1:verbetes&gt;Nenhum&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;homem&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;por&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;mais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;irresistível&lt;/st1:verbetes&gt;, tem o &lt;st1:verbetes&gt;direito&lt;/st1:verbetes&gt; de fazê-la sentir-se &lt;st1:verbetes&gt;ordinária&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes&gt;disponível&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;por&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hdm&gt;ter&lt;/st2:hdm&gt; seduzido &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt; e &lt;st1:verbetes&gt;depois&lt;/st1:verbetes&gt; desaparecer. Ou pior, continuar aparecendo para se satisfazer, mas mantendo sempre a conversinha clássica do “apenas bons amigos”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se isso acabou de acontecer com você, &lt;st1:verbetes&gt;levante&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st1:verbetes&gt;cabeça&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;st1:verbetes&gt;Não&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;dê&lt;/st1:verbetes&gt; essa &lt;st1:verbetes&gt;importância&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;toda&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st1:verbetes&gt;alguém&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; tem &lt;st1:verbetes&gt;importância&lt;/st1:verbetes&gt; alguma. Lembre-se, &lt;st1:verbetes&gt;até&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;ele&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hdm&gt;surgir&lt;/st2:hdm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;sua&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;vida&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; sentia a &lt;st1:verbetes&gt;menor&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;falta&lt;/st1:verbetes&gt; dele, &lt;st1:verbetes&gt;porque&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;simplesmente&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;nem&lt;/st1:verbetes&gt; o conhecia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes&gt;Mas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;nenhum&lt;/st1:verbetes&gt; dos &lt;st1:verbetes&gt;casos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;acima&lt;/st1:verbetes&gt; será &lt;st2:dm&gt;bem&lt;/st2:dm&gt; sucedido se &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm&gt;seguir&lt;/st2:hm&gt; a &lt;st1:verbetes&gt;mais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;importante&lt;/st1:verbetes&gt; das &lt;st1:verbetes&gt;regras&lt;/st1:verbetes&gt;. Ame-se! Conscientize-se de &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; há no &lt;st1:verbetes&gt;mundo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;ninguém&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;tantos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;defeitos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;quanto&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;mas&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;principalmente&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; há &lt;st1:verbetes&gt;ninguém&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;consiga&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm&gt;reunir&lt;/st2:hm&gt; todas as &lt;st1:verbetes&gt;suas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;qualidades&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes&gt;Também&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; haverá &lt;st1:verbetes&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;parte&lt;/st1:verbetes&gt; alguma &lt;st1:verbetes&gt;melhor&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;companhia&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt; do &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;mesma&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;st1:verbetes&gt;Ninguém&lt;/st1:verbetes&gt; a entende e &lt;st1:verbetes&gt;nem&lt;/st1:verbetes&gt; faz as &lt;st1:verbetes&gt;suas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;vontades&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;como&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt;. Se &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; consegue se &lt;st2:hm&gt;sentir&lt;/st2:hm&gt; &lt;st2:dm&gt;bem&lt;/st2:dm&gt; na &lt;st1:verbetes&gt;sua&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;própria&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;companhia&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;jamais&lt;/st1:verbetes&gt; estará &lt;st2:dm&gt;bem&lt;/st2:dm&gt; acompanhada &lt;st1:verbetes&gt;ou&lt;/st1:verbetes&gt; será uma boa &lt;st1:verbetes&gt;acompanhante&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Concentre-se no &lt;st2:dm&gt;presente&lt;/st2:dm&gt;, dedique-se, &lt;st1:verbetes&gt;dê&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes&gt;seu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;melhor&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;suas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;atividades&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;st1:verbetes&gt;Não&lt;/st1:verbetes&gt; deixe &lt;st1:verbetes&gt;sua&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;mente&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm&gt;vagar&lt;/st2:hm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;atrás&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;alguém&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; esteja ao &lt;st1:verbetes&gt;seu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;lado&lt;/st1:verbetes&gt;. Trate &lt;st2:dm&gt;bem&lt;/st2:dm&gt; as &lt;st1:verbetes&gt;pessoas&lt;/st1:verbetes&gt; à &lt;st1:verbetes&gt;sua&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;volta&lt;/st1:verbetes&gt;. Escute o &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;elas&lt;/st1:verbetes&gt; têm a &lt;st1:verbetes&gt;lhe&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm&gt;dizer&lt;/st2:hm&gt;. Às &lt;st1:verbetes&gt;vezes&lt;/st1:verbetes&gt;, boas &lt;st1:verbetes&gt;mensagens&lt;/st1:verbetes&gt; surgem de &lt;st1:verbetes&gt;onde&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;menos&lt;/st1:verbetes&gt; se &lt;st2:dm&gt;espera&lt;/st2:dm&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Faça &lt;st1:verbetes&gt;algo&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; possa se &lt;st2:hm&gt;orgulhar&lt;/st2:hm&gt;. Faça &lt;st1:verbetes&gt;fotos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;incríveis&lt;/st1:verbetes&gt;, escreva, desenhe, &lt;st2:dm&gt;toque&lt;/st2:dm&gt; uma &lt;st1:verbetes&gt;canção&lt;/st1:verbetes&gt;, crie uma &lt;st1:verbetes&gt;obra&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st2:dm&gt;arte&lt;/st2:dm&gt;. &lt;st1:verbetes&gt;Espaços&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;vazios&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;são&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;convite&lt;/st2:dm&gt; à &lt;st1:verbetes&gt;criação&lt;/st1:verbetes&gt;. Transforme &lt;st1:verbetes&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;momento&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st2:dm&gt;tristeza&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;algo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;produtivo&lt;/st1:verbetes&gt;. Vire a &lt;st1:verbetes&gt;mesa&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st1:verbetes&gt;seu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;favor&lt;/st2:dm&gt;. &lt;st2:dm&gt;Você&lt;/st2:dm&gt; vai se &lt;st2:hdm&gt;surpreender&lt;/st2:hdm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; será &lt;st1:verbetes&gt;capaz&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st2:hm&gt;realizar&lt;/st2:hm&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tome &lt;st2:dm&gt;conta&lt;/st2:dm&gt; de &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt;. Cuide-se. Trate-se &lt;st1:verbetes&gt;muito&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;bem&lt;/st2:dm&gt;. Presenteie-se. Se &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; fizer &lt;st1:verbetes&gt;isso&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;por&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;mesma&lt;/st1:verbetes&gt;, dificilmente encontrará &lt;st1:verbetes&gt;quem&lt;/st1:verbetes&gt; o faça. E, &lt;st1:verbetes&gt;principalmente&lt;/st1:verbetes&gt;, se &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt; se &lt;st2:hdm&gt;tratar&lt;/st2:hdm&gt; &lt;st2:dm&gt;bem&lt;/st2:dm&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;jamais&lt;/st1:verbetes&gt; aceitará &lt;st2:hm&gt;ser&lt;/st2:hm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;mal&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;tratada&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;por&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;ninguém&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Olhe &lt;st1:verbetes&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;bastante&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;atenção&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;para&lt;/st2:dm&gt; o &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;vê&lt;/st1:verbetes&gt; no &lt;st1:verbetes&gt;espelho&lt;/st1:verbetes&gt;. Note &lt;st2:dm&gt;bem&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;suas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;características&lt;/st1:verbetes&gt;, pesquise as &lt;st1:verbetes&gt;cores&lt;/st1:verbetes&gt; e os &lt;st1:verbetes&gt;cortes&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; ficam &lt;st2:dm&gt;bem&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:dm&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt; e compre uma &lt;st1:verbetes&gt;roupa&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;bem&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;bonita&lt;/st1:verbetes&gt;. Use &lt;st1:verbetes&gt;salto&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;alto&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;vez&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;quando&lt;/st1:verbetes&gt;. Namore-se. Tenha &lt;st1:verbetes&gt;orgulho&lt;/st1:verbetes&gt; da &lt;st1:verbetes&gt;mulher&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; se tornou e dos &lt;st1:verbetes&gt;feitos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; realizou. &lt;st2:dm&gt;Você&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;certamente&lt;/st1:verbetes&gt; tem &lt;st1:verbetes&gt;muito&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hdm&gt;comemorar&lt;/st2:hdm&gt;. E se &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; tiver, &lt;st1:verbetes&gt;mãos&lt;/st1:verbetes&gt; à &lt;st1:verbetes&gt;obra&lt;/st1:verbetes&gt;. Está esperando o &lt;st1:verbetes&gt;quê&lt;/st1:verbetes&gt;? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tenha &lt;st1:verbetes&gt;sempre&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;por&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;perto&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; cd &lt;st1:verbetes&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;suas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;músicas&lt;/st1:verbetes&gt; favoritas. E &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;elas&lt;/st1:verbetes&gt; sejam &lt;st2:dm&gt;bem&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;alegres&lt;/st1:verbetes&gt; e inspiradoras. &lt;st1:verbetes&gt;Monte&lt;/st1:verbetes&gt; uma &lt;st1:verbetes&gt;trilha&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;sonora&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;para&lt;/st2:dm&gt; a &lt;st1:verbetes&gt;sua&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;vida&lt;/st1:verbetes&gt;. Ande &lt;st1:verbetes&gt;pela&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;rua&lt;/st1:verbetes&gt; desfilando &lt;st1:verbetes&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes&gt;som&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;bem&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;alto&lt;/st1:verbetes&gt; no &lt;st1:verbetes&gt;fone&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;ouvido&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;mas&lt;/st1:verbetes&gt; olhe &lt;st1:verbetes&gt;sempre&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;antes&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st2:hdm&gt;atravessar&lt;/st2:hdm&gt;. Transforme as &lt;st1:verbetes&gt;ruas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;por&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;onde&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;passa&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; uma &lt;st1:verbetes&gt;passarela&lt;/st1:verbetes&gt;, seja &lt;st1:verbetes&gt;incrível&lt;/st1:verbetes&gt; e atraia os &lt;st1:verbetes&gt;olhares&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;admiração&lt;/st1:verbetes&gt; e de &lt;st1:verbetes&gt;curiosidade&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;pela&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;felicidade&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm&gt;irradiar&lt;/st2:hm&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;seus&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;olhos&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;st1:verbetes&gt;Não&lt;/st1:verbetes&gt; atribua a &lt;st1:verbetes&gt;ninguém&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes&gt;alto&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;astral&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;já&lt;/st1:verbetes&gt; está &lt;st1:verbetes&gt;dentro&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt;. Deixe-o &lt;st2:hm&gt;sair&lt;/st2:hm&gt;!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes&gt;Bote&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;seu&lt;/st1:verbetes&gt; cd &lt;st2:dm&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:hm&gt;tocar&lt;/st2:hm&gt; no &lt;st1:verbetes&gt;banheiro&lt;/st1:verbetes&gt;. Aprenda as &lt;st1:verbetes&gt;letras&lt;/st1:verbetes&gt; e cante &lt;st2:dm&gt;bem&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;alto&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;st1:verbetes&gt;Azulejos&lt;/st1:verbetes&gt; produzem uma &lt;st1:verbetes&gt;acústica&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;incrível&lt;/st1:verbetes&gt;. Dance &lt;st1:verbetes&gt;embaixo&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes&gt;chuveiro&lt;/st1:verbetes&gt;. Imagine-se &lt;st1:verbetes&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;videoclipe&lt;/st1:verbetes&gt;. A &lt;st1:verbetes&gt;natureza&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; vai se &lt;st2:hm&gt;importar&lt;/st2:hm&gt; de &lt;st2:hdm&gt;desperdiçar&lt;/st2:hdm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;pouco&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;mais&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;água&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:hm&gt;fazer&lt;/st2:hm&gt; uma &lt;st1:verbetes&gt;filha&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;feliz&lt;/st2:dm&gt;. &lt;st1:verbetes&gt;Mas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; se descuide dos &lt;st1:verbetes&gt;vizinhos&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;ninguém&lt;/st1:verbetes&gt; é &lt;st1:verbetes&gt;obrigado&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st2:hm&gt;ouvir&lt;/st2:hm&gt; o &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;quer&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;por&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;melhor&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; seja a &lt;st1:verbetes&gt;sua&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;trilha&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;sonora&lt;/st1:verbetes&gt;. Seja educada! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes&gt;Por&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;fim&lt;/st1:verbetes&gt;, respire. Respire &lt;st1:verbetes&gt;profunda&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes&gt;calmamente&lt;/st1:verbetes&gt; várias &lt;st1:verbetes&gt;vezes&lt;/st1:verbetes&gt;. Se &lt;st2:hm&gt;conseguir&lt;/st2:hm&gt;, chore &lt;st2:dm&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:hm&gt;desafogar&lt;/st2:hm&gt;. &lt;st1:verbetes&gt;Mas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; chore &lt;st1:verbetes&gt;demais&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;ou&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes&gt;rosto&lt;/st1:verbetes&gt; marcado e a &lt;st1:verbetes&gt;dor&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;cabeça&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;serão&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;inevitáveis&lt;/st1:verbetes&gt;. Se estiver &lt;st1:verbetes&gt;triste&lt;/st1:verbetes&gt;, vai &lt;st2:hm&gt;passar&lt;/st2:hm&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O &lt;st1:verbetes&gt;mal&lt;/st1:verbetes&gt; se &lt;st1:verbetes&gt;manifesta&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;formas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;diferentes&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;diferentes&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;setores&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; nossas &lt;st1:verbetes&gt;vidas&lt;/st1:verbetes&gt;, seja o &lt;st1:verbetes&gt;profissional&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;emocional&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;familiar&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;ou&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st3:sinonimos&gt;financeiro&lt;/st3:sinonimos&gt;. &lt;st1:verbetes&gt;Todos&lt;/st1:verbetes&gt; têm &lt;st1:verbetes&gt;problemas&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;st1:verbetes&gt;Mas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;eles&lt;/st1:verbetes&gt; acabam &lt;st1:verbetes&gt;mais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;cedo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;ou&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;mais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;tarde&lt;/st1:verbetes&gt;. Diz a &lt;st1:verbetes&gt;sabedoria&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;popular&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; há &lt;st1:verbetes&gt;mal&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; termine &lt;st1:verbetes&gt;nem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;bem&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;nunca&lt;/st1:verbetes&gt; se acabe. Se &lt;st2:dm&gt;você&lt;/st2:dm&gt; estiver na &lt;st1:verbetes&gt;base&lt;/st1:verbetes&gt; da &lt;st1:verbetes&gt;roda&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;gigante&lt;/st1:verbetes&gt;, tenha &lt;st1:verbetes&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;pouco&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;paciência&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;logo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;logo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;ela&lt;/st1:verbetes&gt; subirá. Se estiver no &lt;st1:verbetes&gt;topo&lt;/st1:verbetes&gt;, aproveite &lt;st1:verbetes&gt;cada&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;minuto&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;mas&lt;/st1:verbetes&gt; previna-se. O sobe e desce é &lt;st1:verbetes&gt;inevitável&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;C’est la vie&lt;/i&gt;! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E, voltando aos &lt;st1:verbetes&gt;oportunistas&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes&gt;plantão&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; deixe &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; uma sequência deles a faça &lt;st2:hm&gt;pensar&lt;/st2:hm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; pode &lt;st2:hm&gt;ser&lt;/st2:hm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;amada&lt;/st1:verbetes&gt;. Conheço &lt;st1:verbetes&gt;homens&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;realmente&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;bons&lt;/st1:verbetes&gt; (&lt;st1:verbetes&gt;são&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;poucos&lt;/st1:verbetes&gt;, é &lt;st2:dm&gt;verdade, &lt;st1:verbetes&gt;mas&lt;/st1:verbetes&gt; existem!). Vamos &lt;st2:hm&gt;torcer&lt;/st2:hm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;eles&lt;/st1:verbetes&gt; pintem &lt;st1:verbetes&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; nossas &lt;st1:verbetes&gt;vidas&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;mas&lt;/st1:verbetes&gt; tenhamos &lt;st1:verbetes&gt;cuidado&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hdm&gt;projetar&lt;/st2:hdm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;qualquer&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st3:sinonimos&gt;Zé&lt;/st3:sinonimos&gt; &lt;st1:verbetes&gt;Mané&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st1:verbetes&gt;imagem&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; gostaríamos &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;ele&lt;/st1:verbetes&gt; fosse.&lt;/st2:dm&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st2:dm&gt;&lt;/st2:dm&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E, se &lt;st1:verbetes&gt;por&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;acaso&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st2:dm&gt;destino&lt;/st2:dm&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;bom&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;homem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;nunca&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm&gt;pintar&lt;/st2:hm&gt;, &lt;st1:verbetes&gt;jamais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;aceite&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;qualquer&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt;. Será &lt;st1:verbetes&gt;sempre&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;melhor&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm&gt;ficar&lt;/st2:hm&gt; &lt;st1:verbetes&gt;só&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;mal&lt;/st1:verbetes&gt; acompanhada. Muitas &lt;st1:verbetes&gt;mulheres&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;já&lt;/st1:verbetes&gt; adoeceram e morreram &lt;st1:verbetes&gt;por&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;males&lt;/st1:verbetes&gt; advindos de &lt;st1:verbetes&gt;amores&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;mal&lt;/st1:verbetes&gt; resolvidos. O &lt;st1:verbetes&gt;quanto&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;antes&lt;/st1:verbetes&gt; essa &lt;st2:dm&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;causa&lt;/i&gt;&lt;/st2:dm&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt; mortis&lt;/i&gt; for eliminada, &lt;st1:verbetes&gt;mais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;tempo&lt;/st1:verbetes&gt; teremos &lt;st2:dm&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:hdm&gt;aproveitar&lt;/st2:hdm&gt; a &lt;st1:verbetes&gt;vida&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;mais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;amor &lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;de quem&lt;/st1:verbetes&gt; e para &lt;st1:verbetes&gt;quem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;realmente&lt;/st1:verbetes&gt; merece e &lt;st1:verbetes&gt;muito&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes&gt;menos&lt;/st1:verbetes&gt; sofrimento. &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Carpe diem&lt;/i&gt;! &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Be present&lt;/i&gt;!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6633FF;"&gt;Trilha sonora sugerida:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFCC00;"&gt;"Preaching the end of the world" - Chris Cornell&lt;br /&gt;"Suburbano coração" - Chico Buarque&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Sr0AMCLI15I/AAAAAAAAASk/oJzNDcvXhSA/s400/manual+d+instrucoes.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385460936146999186" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 262px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#6633FF;"&gt;Foto por Sara Simões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-8275539591633587249?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/8275539591633587249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=8275539591633587249' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/8275539591633587249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/8275539591633587249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2009/09/pequeno-manual-de-instrucoes-para-mocas.html' title='Pequeno manual de instruções para moças solteiras e emancipadas'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Sr0-8AQTUtI/AAAAAAAAASs/RTCOQLf8sc0/s72-c/manual+d+instrucoes2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-902453935284953166</id><published>2009-09-11T22:24:00.002-03:00</published><updated>2009-12-08T00:59:41.539-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><title type='text'>ENCURRALADA</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje é dia 09 do 09 de 2009. Enquanto alguns voltam sua imaginação para fantasias místicas, assisto a um programa sobre os 45 anos do golpe de 64. (E por falar em coincidências numéricas, a soma dos algarismos de 45 é...) Fala-se que o dia de hoje seria uma data propícia para revoluções e grandes mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei imediatamente da manifestação dos meus colegas de trabalho ontem, em frente à Assembleia Legislativa, que culminou no confronto entre colegas de dureza, funcionários públicos estaduais: professores e policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SqsIwMm6SHI/AAAAAAAAASE/yp-69d3nlws/s1600-h/golpe1_cgtb+org+br.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 274px; FLOAT: left; HEIGHT: 190px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380403803935361138" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SqsIwMm6SHI/AAAAAAAAASE/yp-69d3nlws/s320/golpe1_cgtb+org+br.gif" /&gt;&lt;/a&gt;É praticamente certo que a alguns metros da manifestação algum pivete (que deveria, poderia e precisaria estar dentro de uma sala de aula) estivesse fazendo “algum ganho” livremente, pois quem deveria estar se (pre)ocupando com a segurança estava, na verdade, batendo nos grandes malfeitores da sociedade atual, os professores, essa raça de vagabundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a manifestação ocorreu um dia antes do &lt;em&gt;portal da transformação&lt;/em&gt; se abrir. E, segundo o Mestre dos Magos, agora o Vingador já conta com a maioria dos deputados estaduais para aprovação do aumento parcelado em seis anos para a categoria. O Vingador, filho de professora, está mais preocupado com os lucrativos royalties advindos do pré-sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, a educação dos outros que se lixe, pois garantir o próprio futuro é muito mais importante. O desenvolvimento do país que se lixe, pois a retenção local dos lucros provenientes dos tais royalties garantiria orçamento para obras faraônicas e superfaturadas que cristalizarão sua reputação como o grande governador que não consegue atrair investimentos para o estado, nem oferecer educação, segurança e saúde de qualidade para o povo sem que uma câmera de tv esteja ligada por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar, Vingador, que a descoberta do petróleo na camada submarina foi conquista de uma empresa estatal federal e não estadual. Até porque o orçamento destinado para pesquisa nas universidades estaduais não permitiria sequer a pesquisa da camada subcutânea, o que dirá da submarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como nas manifestações que ocorriam na época da revolução, alguns apanharam, a justiça não será feita, não haverá união sequer entre os que seriam beneficiados pelas mudanças propostas e, pior, tudo cairá no esquecimento. Pelo menos, nas mentes entorpecidas dos telespectadores guiados e enebriados pela ditadura midiática de agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1964, lembro-me bem, aguardava na fila do chocolate quente, no refeitório da colônia com meus colegas anjinhos, a oportunidade de voltar à Terra. O que só viria a acontecer 11 anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem por isso deixei de conhecer os nomes importantes da época de ambos os lados da questão. Quem entrou para a história e quem foi expulso dela. Quem já rondava o poder nos confins e conseguiu manter a tão sonhada “governabilidade” até hoje. Quem se aproveitou da história e quem ainda se apropria dela, apesar de fazer o contrário do que pregava na época. Estes são muitos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da fila do chocolate quente, espiava tudo que se passava aqui embaixo. Ficava doida para descer para “dar uma força”, mas ainda não era a minha hora. Quando desci, aprendi tudo na escola. Quando cresci, fui para frente da sala de aula. Lá encontro alunos mais velhos do que eu, que viveram aquela época, mas não sabem o que se passou. Têm &lt;em&gt;pena&lt;/em&gt; dos professores, mas querem que a aula acabe logo para ver os últimos capítulos da novela sobre um país distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, os mais jovens não parecem ter por que lutar. Com um talão de 24 prestações podem comprar um eletrodoméstico, um computador, um game de &lt;em&gt;última geração&lt;/em&gt; no Brasil. Com um talão de 72 folhas podem até comprar um automóvel para estacionar &lt;em&gt;na calçada&lt;/em&gt; em frente de casa. Mesmo que algumas contas fiquem para trás vez ou outra, o conforto da família está garantido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não parecem ter por que lutar. Hoje podemos dizer o que quisermos na Internet, mas nos noticiários e demais programas de TV, o monólogo impera. Na seção de cartas dos leitores nos jornais e nos programas de rádio, a voz do povo é a voz de Deus desde que editada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ideal de justiça social ou de uma sociedade mais igualitária agora é chamado de utopia socialista e vai desaparecendo na distância. Graças aos próprios governos que empregaram mal esse regime. Graças a um massacre publicitário que durante décadas vem se encarregando da lavagem cerebral, verdadeiro “genocídio” de sonhos de um mundo mais justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falência do sistema capitalista, cujos indícios foram verificados nas últimas crises econômicas mundiais, aponta para ideias surgidas em países que vêm tentando através da social democracia (ou algo levemente parecido com isso) proteger o sistema financeiro sem sacrificar a população (ver filme “SICKO”, de Michael Moore). Ideias estas que indicam a perda de importância do dinheiro em detrimento da qualidade de vida. É justamente neste ponto que os questionamentos voltam a acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo ocorre comigo. Há alguns anos, decidi conduzir minha vida rumo à tal qualidade de vida, abdicando do lucro. Escolhi minha profissão e a sigo com dedicação praticamente exclusiva, apesar da baixa remuneração. Porém, em um momento de efervescência como lembrou-me os da revolução, ao invés de arregaçar as mangas, me vejo encurralada pensando nas contas para pagar e no ponto que será cortado se aderir à greve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SqsIwdl6p7I/AAAAAAAAASM/3SamzU2ONbk/s1600-h/ditadura_www+rnw+nl.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 220px; FLOAT: left; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380403808494593970" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SqsIwdl6p7I/AAAAAAAAASM/3SamzU2ONbk/s320/ditadura_www+rnw+nl.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Estamos livres da ditadura militar, mas estamos presos em uma cadeia invisível chamada poder econômico. O dia acabou e não consegui atravessar o portal. Notei que minha liberdade de escolha esbarra em um muro invisível que começa em um capataz, o funcionário subalterno que cumpre ordens e vigia o “gado” para que ninguém se rebele. Mas não consigo ver onde o tal muro termina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, penso que o fim de todo o muro é a queda. Se na Alemanha ele caiu, no Brasil, ele um dia há de cair também. E saio por aí assobiando Beatles como uma desculpa para minha covardia.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;“You say you want a revolution&lt;br /&gt;Well, you know&lt;br /&gt;We all want to change the world&lt;br /&gt;You tell me that it's evolution&lt;br /&gt;Well, you know&lt;br /&gt;We all want to change the world&lt;br /&gt;But when you talk about destruction&lt;br /&gt;Don't you know that you can count me out&lt;br /&gt;Don't you know it's gonna be all right&lt;br /&gt;all right, all right”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;(Beatles, “Revolution”)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;Fotos retiradas dos sites &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cgtb.org.br/"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;www.cgtb.org.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.rnw.nl/"&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;www.rnw.nl&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;, respectivamente; ambas retratam manifestações ocorridas na década de 60.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-902453935284953166?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/902453935284953166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=902453935284953166' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/902453935284953166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/902453935284953166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2009/09/encurralada.html' title='ENCURRALADA'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SqsIwMm6SHI/AAAAAAAAASE/yp-69d3nlws/s72-c/golpe1_cgtb+org+br.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-5856981997074885855</id><published>2009-08-30T15:55:00.019-03:00</published><updated>2009-08-30T16:53:34.985-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><title type='text'>Quem ama o Rio odeia o Rio</title><content type='html'>Neste ano, foram inúmeros os amigos hospedados em casa para quem acabei servindo de guia. Acho até que merecia uma recompensa (de preferência em espécie) da prefeitura pelos serviços prestados. Digo isso porque foi uma mão de obra fazer bonito e ainda ter que enfrentar o trânsito do Rio, driblar a falta de educação de seus moradores, conseguir mostrar o que a cidade tem de melhor, desviando a atenção do que ela tem de pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, ela é muito menos maravilhosa para os “pés rapados” que habitam sua zona norte. Talvez o fato de a estátua redentora estar de costas para essa região seja um fator preponderante para tão poucos investimentos sérios das autoridades oficiais. Refiro-me especificamente às oficiais, pois as não-oficiais já investem nesta zona (sem trocadilhos) há muito tempo sem qualquer interferência daquelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, há algo que não pode ser ignorado: o talento do carioca para a arte! Em outubro de 2005, na coluna “Nervo Óptico” que escrevia para o caderno Armazém Literário do JB on line, enalteci o trabalho dos grafiteiros cariocas pela arte que vinham espalhando pelos muros da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a situação é crítica. Qualquer um que se ache artista, sai borrando as poucas áreas limpas disponíveis, transformando o graffiti em um elemento a mais a contribuir para a poluição visual que assola o Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprL1Q2sYgI/AAAAAAAAARE/qSIBsLFYfAA/s1600-h/pich+santa.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375833221137981954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 93px; CURSOR: hand; HEIGHT: 161px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprL1Q2sYgI/AAAAAAAAARE/qSIBsLFYfAA/s320/pich+santa.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Além disso, o hábito de tentar enxergar a beleza do conjunto arquitetônico da cidade por detrás das pichações é um treino para os olhos e para a sensibilidade, que virou, mais do que uma prática desafiadora, uma missão impossível. A cidade está tomada pela imundice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O princípio é o mesmo que leva seus moradores a atirar latas de cerveja ou de refrigerante, embalagens de alimentos e cascas de frutas pelas janelas dos carros e ônibus. Não há no mundo sistema de coleta de lixo eficiente o bastante para suportar uma população como a do Rio. É triste constatar que de todos os lugares que já visitei – que não foram poucos –, não há ruas tão sujas quanto as nossas, &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprOI0zKp8I/AAAAAAAAARk/PkDZ6DFlBBA/s1600-h/pich+predio.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375835756227635138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 161px; CURSOR: hand; HEIGHT: 129px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprOI0zKp8I/AAAAAAAAARk/PkDZ6DFlBBA/s320/pich+predio.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;seja no Brasil ou no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as visitas que recebi vieram de grandes capitais brasileiras, porém uma delas (a mais recente) ficou horrorizada com a quantidade de gente que simultaneamente lotava as ruas, os ônibus, os trens e os metrôs. “De onde sai tanta gente”, perguntava o amigo perplexo. Só me restava rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que fui obrigada a ver o Rio, e minha localização dentro dele, com outros olhos. Até então, me contentava com o subúrbio por não precisar me deslocar com frequência para os distantes pontos turísticos da cidade. Hoje, admito: “moro mal”. Moro em um Rio que as novelas não mostram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprTh_7R47I/AAAAAAAAAR0/YePp6t1de_4/s1600-h/buraco+asfalto.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375841686269322162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 161px; CURSOR: hand; HEIGHT: 97px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprTh_7R47I/AAAAAAAAAR0/YePp6t1de_4/s320/buraco+asfalto.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Obviamente, a sujeira, os buracos, o descuido sempre incomodaram, até mesmo em detalhes aparentemente de pouca importância. O suplício a que são submetidos os motoristas que têm seus amortecedores danificados nos buracos do asfalto não é exclusividade dos moradores motorizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprNXCelDhI/AAAAAAAAARU/BFBzuKesWxs/s1600-h/buraco+prefeitura.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375834900905922066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 157px; CURSOR: hand; HEIGHT: 127px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprNXCelDhI/AAAAAAAAARU/BFBzuKesWxs/s320/buraco+prefeitura.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os pedestres também sofrem. Prova disso é que, muito antes de receber tais visitantes, já havia me atentado para o risco de usar salto alto se necessário fosse caminhar pelas calçadas esburacadas dos bairros suburbanos. Nota-se que o risco diminui, mas não desaparece mesmo em Ipanema ou no Leblon. É difícil ser elegante por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não pensem vocês que andar de sandália rasteira é menos complicado por essas bandas. O Rio de Janeiro é um eterno “puxadinho”. As obras aqui nunca terminam. Seja entre os órgãos públicos ou os próprios moradores, a regra é “guardar” na calçada a areia, o cimento e o que mais for necessário para a empreitada.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprOIlHsrQI/AAAAAAAAARc/VyD_RwTT5XQ/s1600-h/areia.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375835752018783490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 162px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprOIlHsrQI/AAAAAAAAARc/VyD_RwTT5XQ/s320/areia.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Logo, na primeira chuva ou vento, todo o material se espalha e quem estiver passando terá inevitavelmente sua parcela de contribuição na propagação da imundice pelas ruas e, consequentemente, para dentro de casa. E o estado dos pés depois dessa jornada pelo manguezal urbano? Os salões daqui deveriam ter um incentivo fiscal. Manicuras, pedicuras e esteticistas deveriam ter um diploma adicional por tratarem de questão de saúde pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Parece brincadeira, mas não é.” Está cada vez mais difícil morar no Rio e gostar dele. Os recursos naturais são só o que prestam. Porém, não é possível viver só de paisagem. Há, aqui, uma confusão generalizada entre o público e o privado. Cada um faz o que quer em público, quando justamente deveria se comportar decentemente por respeito ao espaço coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer berrar no telefone, quer falar palavrão alto, quer fazer xixi? Faça em casa, dentro de quatro paredes, no seu espaço particular. Quem precisa andar na rua é obrigado a aturar a falta de educação alheia. Os cariocas já não são mais aquele exemplo de simpatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de educação e cordialidade abraça desde os comerciantes que se instalam em áreas residenciais e não respeitam os moradores do entorno até os funcionários e prestadores de serviço que atendem muito mal o público. E passa, especialmente, pelos “cariocas” que não nasceram no Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A julgar pela situação atual, qualquer grande evento, como copa do mundo ou olimpíadas, exigirá um esforço hercúleo para transmitir uma imagem do povo local que esteja um pouco acima do tolerável, porém muito distante da simpatia normalmente atribuída aos nativos da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capital fluminense que abrigava a fama de cosmopolita por ser a cidade de todos, acabou se tornando terra de ninguém, onde cada um faz o que quer desordenadamente. A população cresceu demais e a cidade não se preparou para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprPITy2sBI/AAAAAAAAARs/_N5CAGOaMh8/s1600-h/calÃ§ada.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375836846879584274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 181px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprPITy2sBI/AAAAAAAAARs/_N5CAGOaMh8/s320/cal%C3%A7ada.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Percebam nesta crônica um desabafo, um alerta, um pedido de socorro ou, quem sabe, uma despedida. A menos que o Rio acabe e outro seja construído em seu lugar, o crachá de carioca está se tornando um fardo pesado de carregar. Portanto, o último que sair, limpe o pé e apague a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Em um trecho da calçada, carro, buracos e poça d'água. Por onde passar?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-5856981997074885855?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/5856981997074885855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=5856981997074885855' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/5856981997074885855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/5856981997074885855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2009/08/quem-ama-o-rio-odeia-o-rio.html' title='Quem ama o Rio odeia o Rio'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprL1Q2sYgI/AAAAAAAAARE/qSIBsLFYfAA/s72-c/pich+santa.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-4475340947818617408</id><published>2009-07-19T22:51:00.002-03:00</published><updated>2009-07-19T22:56:57.798-03:00</updated><title type='text'>Não era pra rir</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#33ffff;"&gt;“Mas se com a idade a gente dá para repetir certas histórias, não é por demência senil, é porque certas histórias não param de acontecer em nós até o fim da vida.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Buarque, Chico. Leite derramado, Companhia das Letras, p. 184.)&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Desde pequena, nunca achei graça ao ver gente caindo. Nem quando era uma piada com palhaços no picadeiro. Tombos me constrangem, me fazem sentir pena, me preocupo ao ver uma pessoa caída. Machucou? Consegue levantar? Posso ajudar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos anos, ainda criança, “vi” minha mãe cair. Ela segurava minha mão dentro da dela. Como sempre, eu andava distraída e quando percebi um movimento diferente ela já estava ali de cabeça baixa, fitando os joelhos sem entender o que se passava. Em volta, os que viram riram. Tentei ajudá-la como pude. Quando se levantou, fingi que nada havia acontecido e seguimos. Eram os primeiros sinais da artrite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos anos, já adulta, chovia, e eu precisava correr para apanhar um ônibus que estava para sair. Patinei nas pedras portuguesas da Cinelândia. Caí de joelhos. Em volta, o namorado apontava para mim e ria. Tentei me ajudar como pude. Desta vez, não deu para fingir que nada acontecera. Eram os primeiros sinais do pontapé que ele levaria meses mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei a vida sem achar graça do óbvio. Ao contrário da maioria esmagadora dos amigos, nunca curti beber em shows (ou fora deles). Amo música e gosto de estar atenta aos detalhes das apresentações dos meus artistas favoritos. Amo a vida e gosto de estar atenta aos detalhes inéditos de cada dia. Nerd? Careta? Sei lá. Hoje penso que posso estar poupando alguns anos de vida... O futuro dirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em compensação, há situações absolutamente inadequadas que me causam o maior deleite. Confusões mentais, por exemplo. Adoro lembrar dos filmes “mais marcantes” que já vi. Tento contá-los a um amigo, mas não lembro o título, nem os nomes dos atores, muito menos dos diretores, mas lembro da cor do sapato que a mocinha usava ao entrar no banheiro da lanchonete de beira de estrada. Mas peraí, essa lanchonete era de outro filme...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra situação corriqueira ocorre quando alguém me encontra na rua e diz: “– Oi, tudo bem? Há quanto tempo...” E agora, José? Pareço personagem de crônica do Luis Fernando Veríssimo, recorrendo a estratégias detetivescas, estudando cada palavra do ser à minha frente para tentar descobrir de onde o conheço. É meu aluno? Estudamos juntos? Mora na minha rua? Trabalhou comigo? Depois de dias de uma agonia curiosa, vejo a pessoa uniformizada dentro de uma agência do correio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A companheira de quarto da minha mãe no hospital, Dona Maria, tinha histórias ótimas sobre a infância, sua mãe, sua avó, o interior, a roça, espíritos, intuições e simpatias com sopros e nós. Mas era a, digamos, desconstrução cronológica o que mais me interessava. Não fosse pela presença da irmã da autora, verdadeira testemunha ocular da história, a montagem dos cacos dessas fábulas fabulosas teria ficado a cargo da minha própria imaginação. Rimos muito eu, minha mãe, dona Maria e sua irmã mais nova naquele quarto de hospital. Bizarro, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia e várias colegas de quarto depois, tive a idéia de ler para minha mãe uma coletânea de crônicas de Drummond. E, mais uma vez, o silêncio entediado daquele hospital foi cortado por deliciosas gargalhadas arrancadas pelas inusitadas situações magistralmente descritas pelo eterno poeta, ainda que em prosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nos últimos dias de internação, aproveitava as longas viagens de ônibus para rir da decadência física e familiar de um velhinho secular que insistia em contar e recontar seus feitos e fiascos num leito de hospital e nas páginas de “Leite Derramado”. E mesmo tendo frequentado um hospital por muito mais tempo do que desejava, não pude deixar de rir deste cacoete que já começo a notar nos meus pais e em alguns de seus amigos muito antes de completarem cem anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho graça quando me contam várias vezes a mesma história e se surpreendem quando antecipo o final. “Não, espera, deixa ver se eu adivinho o que aconteceu...” e caímos na risada. “Eu já tinha te contado essa?” “– Algumas vezes.” Tento encerrar a questão. Não é culpa deles se não prestam mais atenção ao que dizem, onde guardam os óculos ou a nota da farmácia. Prestaram muita atenção durante muito tempo, já podem relaxar. Deixa que a gente cuide disso agora...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#33ffff;"&gt;“Não é culpa minha se os acontecimentos às vezes me vêm à memória fora da ordem em que se produziram. É como se, a exemplo da correspondência do doutor Blaubaum, algumas lembranças ainda me chegassem de navio, e outras já pelo correio aéreo.”&lt;/span&gt; (Idem, pág. 188)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-4475340947818617408?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/4475340947818617408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=4475340947818617408' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/4475340947818617408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/4475340947818617408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2009/07/nao-era-pra-rir.html' title='Não era pra rir'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-8957518480665553049</id><published>2009-06-27T23:12:00.009-03:00</published><updated>2009-06-27T23:39:07.662-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Music and me: o homem no espelho</title><content type='html'>Aplicava prova em uma turma de segunda série, quando no fundo da sala Marcos levantou a mão e, desviando a concentração da turma, anunciou com uma expressão entre triste e surpresa a morte de Michael Jackson. Imediatamente, botei panos quentes e pedi que desligasse o rádio, retirasse os fones e se concentrasse exclusivamente na prova que seguiu seu curso, enquanto pensava em que tipo de nova estratégia de cola seria aquela. Tive que admitir a criatividade desta nova geração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352197875966063778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 172px; CURSOR: hand; HEIGHT: 183px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SkbTnGyOtKI/AAAAAAAAAQI/IKOX241JSPc/s320/jackson5.JPG" border="0" /&gt;Na noite de sua morte, só consegui sentir tristeza ao rever as cenas de Michael dançando e cantando ao lado dos irmãos no grupo Jackson 5. Até então, apenas a imagem excêntrica do artista me vinha à mente. Dois dias depois, senti um nó na garganta ao ver as pessoas cantando e dançando como ele nas ruas de Londres e Paris, uma forma de exorcizar a tristeza pela morte do cantor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É impressionante a capacidade do ser humano em conseguir aproveitar o lado bom das pessoas. Só um artista com o talento de Michael poderia se dar ao luxo de mudar de cor, virar alvo de piadas e acusações de pedofilia, adotar um estilo de vida e atitudes absolutamente excêntricas e, ainda assim, ao morrer ser homenageado com tanta música e dança. No mundo todo, a lembrança que importa é a mesma: sua arte. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na lista das músicas das quais fujo para não chorar, dois artistas com a mesma inicial figuram no topo: Michael e Milton Nascimento. Desde criança, eles são os campeões de músicas que me obrigam a arrumar alguma coisa pra fazer na cozinha ou mudar de estação. Michael foi a primeira pista que tive de que não é preciso entender a letra para saber o que uma boa música diz. Bastava ouvir “One day in your life”, “Ben”, “Music and me”, “Got to be there”, “I’ll be there” (…) e as lágrimas vinham. Com Milton veio a confirmação, pois desde muito antes de entender o que queria dizer já sentia a melancolia em sua voz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Através da música tive a primeira experiência consciente de ter a sensibilidade tocada por alguém totalmente desconhecido. Um estímulo externo criado por uma pessoa capaz de causar comoção em quem jamais viu. E, ao ser executada por uma multidão a plenos pulmões, a catarse é inevitável. Só a arte, por meio da música, é capaz de atingir a sensibilidade de tantos estranhos de uma só vez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi assim em 1998, quando o samba “Vai passar” foi lembrado na concentração do desfile da Mangueira no Sambódromo, em ocasião da homenagem da escola a Chico Buarque. Foi assim em 1985, na primeira edição do Rock in Rio, quando um mar de gente provocou uma onda de emoção em “Love of my life”, do Queen. Foi assim em 2005, quando 40 mil pessoas roubaram a música e a voz de Eddie Vedder em “Better man”, durante o show da banda Pearl Jam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É assim quando a arte toca o público. Não importa a vida pessoal de quem cria e de quem ouve. Ela fica e é mais forte do que qualquer manchete de jornal. A comoção que provoca nas pessoas é a maior prova da sua autenticidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SkbTnOne-KI/AAAAAAAAAQQ/IMi6PCAHsoc/s1600-h/mj.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352197878068476066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 64px; CURSOR: hand; HEIGHT: 96px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SkbTnOne-KI/AAAAAAAAAQQ/IMi6PCAHsoc/s320/mj.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“I'm starting with the man in the mirror&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I'm asking him to change his ways&lt;/div&gt;&lt;div&gt;And no message could have been any clearer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;If you wanna make the world a better place&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Take a look at yourself and then make that change!”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(“&lt;em&gt;Man in the mirror&lt;/em&gt;”, por Michael Jackson)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Descanse em paz, M.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-8957518480665553049?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/8957518480665553049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=8957518480665553049' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/8957518480665553049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/8957518480665553049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2009/06/music-and-me-o-homem-no-espelho.html' title='Music and me: o homem no espelho'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SkbTnGyOtKI/AAAAAAAAAQI/IKOX241JSPc/s72-c/jackson5.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-7692693107260083371</id><published>2009-06-08T02:45:00.008-03:00</published><updated>2009-06-12T21:46:35.309-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Niggers of the World</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;"Fale mal de mim&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Fale o que quiser de mim&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas, por favor, não deixe que em nenhum momento&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Eu deixe de estar no seu pensamento...&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Isso até que veio bem a calhar&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Eu estava precisando de alguém para me divulgar...&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Fale mal de mim&lt;br /&gt;Fale o que quiser de mim&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Porque todo mundo que te conhece&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Sabe que é isso que você merece"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;(&lt;strong&gt;"Fale mal de mim"&lt;/strong&gt;, Autoramas)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1972, John Lennon lançou seu terceiro disco após a separação dos Beatles. O nome do álbum era "Some time in New York City". Ele e Yoko haviam se mudado para a cidade um ano antes. E a música "Woman is the nigger of the world" abria este que foi seu álbum mais politizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 37 anos, a música de Lennon mostrava sem sutilezas como as mulheres eram escravizadas, subjugadas, inferiorizadas, humilhadas e subestimadas. Assim como os negros ou, talvez, pior. Segundo Lennon, os próprios homens eram os responsáveis por essa misoginia. Homens em casa, no trabalho, na mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens lutam entre si por grana, brigam uns com os outros pelo time de futebol, combatem um semelhante pelo cargo, guerreiam por poder. Nem que seja pelo poder de comandar o controle remoto em casa. Mas se defendem, se amparam e se acobertam quando o assunto é mulher. Eles são unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase 40 anos depois, as coisas mudaram pouco. Agora as mulheres estão escravas de suas jornadas duplas ou triplas. A mídia dita regras ridículas de como se vestir, se despir e se pintar para atrair o macho ideal. As mulheres continuam ganhando menos para realizar as mesmas funções que os homens. E, para piorar um pouco mais, passaram a ser discriminadas pelo RH de algumas empresas por estarem em idade potencialmente fértil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consideradas na Idade Média como agentes de Satã, elas continuam expostas nos jornais e revistas masculinas como pedaços de carne no açougue. Ainda há quem nos consiga fazer crer que, sem "sensualidade", não nos sobra muito a fazer. E continuamos tirando a roupa por medo de perder aquilo ou aqueles de quem não precisamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, essa situação foi superada por muitas mulheres. Várias já deram a volta por cima e conseguem lidar com o sexo oposto sem se deixar escravizar, subjugar e, algumas, sem se abater. Hoje é até possível encontrar, aqui e ali, homens reclamando da tal independência feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, infelizmente, há ainda, e em grande quantidade, o pior dos golpes. O mais baixo. O de mulheres contra mulheres. Golpes que não são por cargo, por poder, por time de futebol e, muitas vezes, nem por outro homem. São por pura insegurança, por inveja e até por maldade. Uma mulher pode ser capaz de maldizer e difamar outra pelo simples fato de não ser como ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, revi um vídeo em que Chico Buarque admitia sua mais completa ignorância sobre o universo feminino diante da capacidade de algumas mulheres em fazer coisas, para ele, horríveis. Contudo, segundo o poeta, por mais incompreensível que possa parecer uma ação feminina, sempre há uma razão por trás dela. Certamente, não há nada de ignorante nas palavras de Chico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se há algo incompreensível nas mulheres, não é uma atitude "horrível", nem a razão que a leva a cometê-la. Incompreensível é que uma mulher seja forte o bastante para vencer obstáculos intransponíveis, superar doenças gravíssimas, cuidar de uma família inteira, dar à luz uma pessoa, provar-se capaz, apesar de subjugada, e não consiga vencer uma incapacidade boba de admitir não ser perfeita em setores ou habilidades em que outras mulheres são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade em dizer "Ok, o bolo de fubá da Dona Maria do 302 é melhor que o meu, mas o meu bolo de laranja também é muito bom" não reside apenas em admitir a possibilidade de não ser a melhor em alguma coisa. Também não está apenas em admitir que a Maria do 302 é capaz de fazer algo melhor do que eu. A grande dificuldade pode estar em parar de olhar o bolo da vizinha com inveja e prestar mais atenção em si mesma para aprender a valorizar as próprias habilidades e, principalmente, para tentar superar suas limitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Siyv-rJfUCI/AAAAAAAAAQA/3AvfsJzG5Yg/s1600-h/espelho-meu-sou-a-mais-bela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344840349051211810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 205px; CURSOR: hand; HEIGHT: 129px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Siyv-rJfUCI/AAAAAAAAAQA/3AvfsJzG5Yg/s320/espelho-meu-sou-a-mais-bela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É inadmissível que, em pleno século XXI, depois de terem conseguido ocupar posições de destaque em governos, universidades, corporações, na sociedade como um todo, as mulheres continuem se agredindo moral, profissional ou fisicamente pelas razões mais pífias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grama da vizinha só é mais verde quando se perde tempo fuçando a grama alheia ao invés de cuidar da própria. &lt;em&gt;Você pode até dizer que eu sou uma sonhadora&lt;/em&gt;, mas ainda acredito no dia em que as mulheres vão surpreender os poetas por se superarem com atitudes cada vez mais maravilhosas e menos vergonhosas. &lt;strong&gt;Mulheres do mundo, acordem! Respeitem-se!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ilustração foi retirada de &lt;a href="http://www.ruadireita.com/info/img/espelho-meu-sou-a-mais-bela.jpg"&gt;&lt;strong&gt;http://www.ruadireita.com/info/img/espelho-meu-sou-a-mais-bela.jpg&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-7692693107260083371?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/7692693107260083371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=7692693107260083371' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/7692693107260083371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/7692693107260083371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2009/06/niggers-of-world.html' title='Niggers of the World'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Siyv-rJfUCI/AAAAAAAAAQA/3AvfsJzG5Yg/s72-c/espelho-meu-sou-a-mais-bela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-3546303308296520165</id><published>2009-04-22T23:45:00.007-03:00</published><updated>2009-04-23T00:14:44.706-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><title type='text'>Já posso ouvir o silêncio</title><content type='html'>Cai a noite da sexta-feira santa. Depois de dois dias de amidalite, os novos remédios finalmente resolvem mostrar sinal de eficácia. Estendo na cama o melhor lençol de algodão. As fronhas cheiram a limpeza. Do quarto imerso na penumbra, ecoam notas esvoaçantes de uma canção celta. O banho morno antecipa o clima para o descanso, mais do que merecido, necessário. A garganta ainda dói. Os ouvidos ainda doem. A cabeça lateja. Mas está tudo pronto. Deito. Durmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois, num sobressalto, ouço os primeiros acordes de um violão altíssimo, acompanhados de uma estridente microfonia que estremece as janelas do quarto. Do restaurante no andar térreo, os clientes gritam e aplaudem. Com o passar das horas, cubro a cabeça com os travesseiros. Ponho fones de ouvido, aumento o volume, tiro os fones de ouvido. Faço ioga. Ligo a tv, desligo a tv. Choro. A febre reaparece. O corpo já não aguenta e adormece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois, num sobressalto, meninos de rua esmagam com os pés latas de cerveja e refrigerante. Ali na calçada embaixo da minha janela. A poucas horas da manhã do sábado de aleluia. Espero. Uma por uma... Espero. Elas nunca acabam... Espero. Eles se divertem. Amanhece o dia, a cidade acorda, e meus olhos denunciam: Judas foi malhado esta noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos atrás, havia a tradição de silenciar com a lembrança das torturas e da morte na cruz. O clima solene e respeitoso, em pelo menos uma sexta-feira no ano, de quem demonstra gratidão pelo gesto de generosidade e amor ao próximo, aos poucos tem ficado para trás, pelos bárbaros habitantes do planeta, em nome de lucro e diversão. Sinal dos tempos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semana passou. Na sexta-feira seguinte, muito cedo, acordo num sobressalto. No telefone entendo “mãe” e “hospital”. Enquanto troco de roupa, aviso os irmãos. Saio sem pensar. Tudo o que pôde ser feito, foi feito. O dia passa em frações de segundo. Ninguém sente fome, nem sono, nem cansaço. Só medo. Ela reage. O dia acaba. Todos voltam, mas ela fica. É preciso mais do que um enfarto, mais do que um edema, para abater uma mulher como ela. Minha mãe! Quisera eu ser forte assim. Por muito menos, perco o sono e choro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cai a noite desta longa sexta-feira. Mais tranquila, estendo na cama lençóis que cheiram a limpeza. O banho morno começa a aliviar o estresse do dia. A música no quarto acaba. Fecho os olhos e, bem suave, ao fundo, percebo o sutil violão que vem do restaurante no andar térreo. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Se_XYFGveOI/AAAAAAAAAPo/GkiYRlKloQM/s1600-h/semnome.JPG"&gt;&lt;/a&gt;Vozes e aplausos elegantes saúdam e agradecem a boa música recém-tocada. Queria ouvir mais um pouco, mas o corpo não aguenta e adormece. O clima de civilidade perdura e anuncia que o mundo está &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Se_XqAwMoUI/AAAAAAAAAPw/fYdGj7K8F6g/s1600-h/semnome.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327714000959217986" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 112px; CURSOR: hand; HEIGHT: 132px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Se_XqAwMoUI/AAAAAAAAAPw/fYdGj7K8F6g/s320/semnome.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;melhorando. Um novo dia amanhece e traz com ele &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Se_W5QCKUCI/AAAAAAAAAPg/c305741pyLQ/s1600-h/semnome.JPG"&gt;&lt;/a&gt;a sensação de que no final tudo vai acabar bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;P.S.: Dedico a palavra “civilidade” aos que gerenciaram o restaurante do andar térreo na noite do dia 17/04/2009, pelo exemplo de atos que os cidadãos adotam entre si para demonstrar mútuo respeito e consideração, boas maneiras e cortesia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-3546303308296520165?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/3546303308296520165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=3546303308296520165' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/3546303308296520165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/3546303308296520165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2009/04/ja-posso-ouvir-o-silencio.html' title='Já posso ouvir o silêncio'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Se_XqAwMoUI/AAAAAAAAAPw/fYdGj7K8F6g/s72-c/semnome.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-1508211763729260140</id><published>2009-03-29T12:49:00.003-03:00</published><updated>2009-03-29T13:23:08.377-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Boas novas: balas dum-dum</title><content type='html'>O controle remoto, essa maravilha, estimula a preguiça física dos que fogem da preguiça mental. Como é saudável exercer o supremo poder de mudar de canal! O âncora almofadinha fala algo que me desagrada e, sem piedade, clico nele! A moça do cabelão anuncia alguma notícia absolutamente dispensável e, o que diabos eu tenho a ver com isso, clico nela também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clicando aqui e acolá se descobrem maravilhas, pasmem, na tv aberta. Aliás, já é a segunda crônica que escrevo a respeito dessas primorosas descobertas. Isso é algo significativo (ao menos para mim!). Sinal de que continuo sem dinheiro para assinar uma tv a cabo. De que ainda não oferecem netcat no lugar onde moro. Ou, talvez, de que ando meio sem assunto... Deixo pros leitores avaliarem essa última suposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que, nessas trocas de canais, me deparei com dois programas importados da tv a cabo gringa, o "Troca de famílias" e o "10 anos mais jovem", apresentados, respectivamente, pela Record e pelo SBT. Ambos, que já eram bem interessantes em suas edições originais, ficaram ainda melhores na versão tupiniquim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro, como o nome anuncia, promove as mais inusitadas trocas de famílias e provoca reflexões relevantes sobre a família brasileira, a dificuldade de convivência e de aceitação das diferenças. Na versão original, muito da cultura estrangeira parecia bizarra aos olhos nacionais. Contudo, a TV Record tem sido muito feliz nas escolhas dos participantes, muitas vezes surpreendentes e, confesso, sempre emocionantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"10 anos mais jovem" é um programa que à primeira vista pode parecer fútil. A ideia é dar uma recauchutada em mulheres que andam pra lá de maltratadas. Mas, por trás da intenção inicial, busca-se o resgate da autoestima feminina que, infelizmente, depende também do fator estético para apoiar o que tantas guerreiras se desdobram para fazer e que se torna invisível se o cabelo não está pintado, se a unha não está feita ou se a roupa não revela curvas que muitas vezes não existem mesmo. Fazer o quê? O mundo é assim, e nós não só o aceitamos como ainda o alimentamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, verdade seja dita, a equipe brasileira do programa dá de 10x0 nos gringos. "Nossas" mulheres saem impecáveis e, não raro, rejuvenescem bem mais do que 10 anos, levando as mais duronas guerreiras às lágrimas. Assim como suas famílias, amigos e telespectadores... (Francamente, até eu tenho pensado em me inscrever!!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o tempo também corre para frente na tv aberta. E, como num passe de mágica, a caixa de fazer loucos vira uma bola de cristal. É possível antever coisas incríveis em sua tela. Vi imagens interessantíssimas de um microchip que, quando instalado no cérebro de um paciente paralisado e associado a uma malha - que poderia ser um terno, um casaco, uma calça, enfim -, gerará estímulos elétricos que ativarão os movimentos musculares pelo pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa maravilha, que traz esperanças concretas a tantas vítimas de paralisia no mundo inteiro, começou a ser desenvolvida por um brasileiro nos EUA. O programa "Roda Viva", da TV Brasil, apresentou Miguel Nicolelis a milhares de ignorantes que, como eu, desconheciam esse neurocientista que, com o apoio do governo federal, voltou ao Brasil e está criando centros de tecnologia e pesquisa no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro, em Natal, promove a cidadania através da educação e da iniciação científica de crianças consideradas "casos perdidos". Em parceria com o hospital Sírio e Libanês, de São Paulo, o centro já possui um hospital da mulher que futuramente promoverá o projeto de bolsa de estudo para a vida toda, na qual a mãe em tratamento pré-natal fará a inscrição intrauterina do futuro estudante do centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo será construído no semiárido baiano, por ser um exemplo de sistema exclusivamente brasileiro onde, segundo o cientista, da bactéria ao ser humano, tudo ali é exemplo de sobrevivência. A intenção é promover a bioeconomia e a sustentabilidade dos diversos ecossistemas brasileiros, além de oferecer condições de vida local excluindo a hipótese de êxodo. Ousado, futurista e genial!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, a grande novidade da semana! Jovens trabalhadores europeus resolveram fazer justiça com as próprias mãos, sequestrando os grandes responsáveis pela “caca” em que se encontra a economia mundial – seus chefes, os executivos. Parece que o filme "Edukators" resolveu saltar das telas e virar realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, no Brasil, o país onde o buraco é mais embaixo, a revolução é feita de outra forma. O povo está se organizando e criando seus próprios bancos, com direito a empréstimos, poupanças, cartão de crédito e até moedas paralelas muito mais confiáveis e com poder de compra maior do que as oficiais. Foi o que mostrou o programa 3x1, também da TV Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo bem sucedido de banco comunitário é o Banco Palmas, do Ceará, pioneiro no Brasil e capitaneado pelo ex-seminarista Joaquim de Melo Neto. Há 11 anos, o banco vem sendo responsável por uma melhora significativa na qualidade de vida dos moradores do bairro Conjunto Palmeiras, na periferia de Fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juros baixos, honestidade e bom senso são a tônica da relação entre a instituição e os clientes. Tudo o que falta nas instituições financeiras de grande porte. E na trilha do sucesso do Banco Palmas, outros bancos às avessas vão pipocando pelo país nos locais menos prováveis, como na região quilombola de Alcântara (MA) ou em tribos indígenas à beira do Rio Amazonas.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Senhoras e senhores, trago boas novas...” Divido-as com vocês para mostrar que boa informação na tv existe e entra que nem balas dum-dum na nossa ignorância, na nossa apatia e explodem dentro da cabeça trazendo esperança de um mundo melhor, disparadas por loucos que acham que nada está perdido, apesar das aparências. É verdade, gente! Eu vi isso tudo na tv!!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318638912102375250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Sc-Z6URun1I/AAAAAAAAAPY/sFQ6h8J0Uxk/s320/dumdum.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ccffff;"&gt;Imagem retirada do site: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.hipowersandhandguns.com/.../image006.jpg"&gt;&lt;span style="color:#ccffff;"&gt;www.hipowersandhandguns.com/.../image006.jpg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-1508211763729260140?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/1508211763729260140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=1508211763729260140' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/1508211763729260140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/1508211763729260140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2009/03/boas-novas-balas-dum-dum.html' title='Boas novas: balas dum-dum'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/Sc-Z6URun1I/AAAAAAAAAPY/sFQ6h8J0Uxk/s72-c/dumdum.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-1958714379837819695</id><published>2009-02-12T22:16:00.007-02:00</published><updated>2009-02-17T01:28:47.870-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Horário nobre: o novo ópio do povo</title><content type='html'>Férias! Enquanto lavava a louça do café, preparei o almoço. Já com a mesa posta, da cabeceira, acionei o controle e liguei a TV para ver os noticiários. Neste horário, as notícias costumam ser um pouco mais leves. Nos intervalos entre os jornais local, esportivo e o da tarde, as chamadas da programação anunciavam as novelas daquele canal.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Primeira chamada: da novela do horário das 18 horas. Duas cenas. A de um médico ameaçando a mãe de um paciente internado no hospital e a de um homem que, para forjar um roubo, plantava uma jóia na bolsa da mãe do próprio filho a fim de incriminá-la. Todas essas atrações para o horário da Ave Maria!&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Franzi a testa horrorizada com o enredo tenebroso e as notícias do curto jornal local não &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SZYStOejbpI/AAAAAAAAAPI/nv6EtLwR0wA/s1600-h/tv.JPG"&gt;&lt;/a&gt;ajudaram a desfazer as rugas. Absolutamente nenhuma boa notícia para a Cidade Maravilhosa. Não é possível que nada de bom esteja acontecendo por aqui. Na pior das hipóteses, temos o Arpoador, a Urca, o Jardim Botânico, bons filmes nacionais em cartaz, rodas gigantes, gente fazendo coisas boas por aí. Nenhum jornalista é capaz de apurar boas novas?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SZYTx6EchSI/AAAAAAAAAPQ/jQ08Bgck3Lc/s1600-h/tv.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Entre o jornal local e o esportivo, novo bloco de reclames. Desta vez, uma das cenas que anunciava a “novela das 7” era a de uma personagem que, odiada na cidade, se fazia de boazinha para a filha, provavelmente com intenções eleitoreiras. Tentei prestar atenção nas cenas seguintes, mas a perplexidade com a baixa qualidade de parte do elenco me fez engasgar...&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois, o noticiário esportivo mostrou a decadência de um tradicional clube carioca que, não podendo bancar seus atletas olímpicos, decidiu manter apenas algumas modalidades esportivas. Coincidência ou não, a que é mais favorecida por “erros” de arbitragem (consequentemente, obtém mais títulos) e arrecada mais recursos para o tal clube será mantida.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Dei-me conta de que sustentava no rosto um sorrisinho sórdido, reflexo de uma vontade enorme de ver o tal clube, que querendo ou não é um patrimônio da cidade, de portas fechadas por conta menos da crise econômica do que de um histórico de ingerência.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O cinismo quase me impediu de ver que o maior prejudicado seria o esporte carioca, cada vez menos representado nas delegações olímpicas. Competitividade não é isso. Até estranhei meu comportamento.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Novo intervalo comercial e, desta vez, a chamada da novela do horário nobre presenteou a audiência com cenas da personagem que recebe a melhor amiga em casa e, provavelmente, perderá o marido para ela, apesar de ser uma esposa (e amiga) exemplar. Logo em seguida, as imagens de uma mulher rebolando como prostituta num reality show invadem a tela.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Notei agora que já não mastigava os alimentos como deveria. A atenção que precisava ser canalizada para a prática de uma alimentação saudável havia sido desviada para uma avalanche de más notícias e cenas desagradáveis que remetem à mentira, à traição, à vingança, à vulgarização da imagem da mulher (décadas de luta pela conquista de um espaço justo na sociedade jogadas fora).&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, tv não faz bem para a digestão. Desliguei a máquina de fazer loucos e segui com meu pequeno banquete tentando resgatar a serenidade perdida.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Enquanto lavava a louça do almoço, tentava identificar que tipo de mensagem estaria tentando passar um veículo que se propõe a entreter e assola o público com pulgas que certamente se instalarão atrás de orelhas inocentes ou com padrões de comportamento que muito provavelmente serão adotados por ingênuos que tendem a repetir o que vêem seus artistas favoritos interpretando na telinha.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, nem só de más notícias e maus exemplos são feitos telejornais e teledramaturgia, mas o fato é que essas são as iscas lançadas para fisgar pontos no ibope e contas publicitárias. E se as pessoas se deixam fisgar por más notícias e maus exemplos, esse pode ser um sintoma de uma febre endêmica que precisa ser investigada.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A vaidade que alimenta a indústria das celebridades pode ser a grande responsável pelas aberrações que vemos na TV todos os dias. Desde o rapaz com o orgulho ferido que decide manter a ex-namorada em cativeiro para o país todo ver, até artistas que expõem a própria vida em capas de revistas para jornalistas sensacionalistas, passando pelos meninos do tráfico que matam e morrem por um tênis Nike ou pelo estilo de vida dos traficantes disfarçados que conseguem seus minutos de fama nos programas de tv ou nos clipes da MTV.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Precisamos readquirir senso crítico, se é que já o tivemos algum dia. Precisamos separar o joio do trigo e voltar a dar voz a quem tem algo a dizer. Dar espaço a quem tem algo de útil para mostrar. Onde foi parar a responsabilidade do comunicador, se é que ela já existiu algum dia?&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não quero que nossas meninas cresçam e pensem que precisam roubar o marido da amiga para se sentirem realizadas. Não quero que nossos meninos cresçam achando que mulher boa é a que rebola como prostitutas para excitar seus machos. Quero ver na TV alguém que diga para o povo que nem tudo o que é comum é correto e saudável.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Passei o resto daquele dia e vários dias seguintes com a tv desligada. Aproveitei para ler vários livros. Com eles, aprendi muitas coisas novas, mas isso é assunto para um outro texto. O que eu quero aqui é pedir para que você que está lendo este texto – é você mesmo! – me avise, por favor, quando isso tudo que pedi no parágrafo anterior começar a acontecer. Porque até lá, minha tv só vai ser ligada em horários cada vez mais nobres.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Você pode me fazer esse favorzinho?&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-1958714379837819695?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/1958714379837819695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=1958714379837819695' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/1958714379837819695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/1958714379837819695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2009/02/horario-nobre-o-novo-opio-do-povo.html' title='Horário nobre: o novo ópio do povo'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-5093909001730643929</id><published>2009-01-27T00:37:00.009-02:00</published><updated>2009-01-27T01:52:44.898-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><title type='text'>Da janela da minha cozinha</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SX50pY2dxLI/AAAAAAAAAPA/r-JmGD9mL0g/s1600-h/janela+cozinha.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295798466228634802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SX50pY2dxLI/AAAAAAAAAPA/r-JmGD9mL0g/s320/janela+cozinha.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Aquela sexta-feira deveria ter sido de festa. Formatura dos alunos que superaram todos os obstáculos e dificuldades para terminar o segundo grau. Mas a chacina, resultado dos conflitos da noite anterior, deixou o saldo de vítimas espalhadas justo no portão da escola, e a tão aguardada festa não pôde acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio descrito acima foi recente, e – a despeito do dia festivo – todos os dias, cenas como essa acontecem por aí, por aqui, acolá. Entretanto, a frequência com que ocorrem em bolsões de pobreza a que nos acostumamos chamar de "favela", modernamente rebatizados de "comunidades", é bem maior para alívio dos que lá não moram e dos que se acham inatingíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por questões geográficas e pela natureza do seu povo, o Rio de Janeiro é um dos lugares do País e do mundo onde maior mistura há entre classes sociais. Contudo, uma certa hipocrisia permite aos cariocas a boa convivência entre patrões e empregados, nas areias das praias, nas quadras de samba, nos estádios de futebol, apesar da pouca importância dedicada ao morar mal, especialmente por aqueles que moram muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra a maré, nunca consegui entrar em uma favela sem me sentir incomodada com as condições de vida dos que ali moram. Pouco me importa se alguns dizem estar ali porque gostam. Pouco me importa se há, em algumas casas, um conforto que no meu apartamento não há. Se há ar condicionado em todos os cômodos, apesar das baixas contas de luz. Se há um carro parado na porta. Favela é sinônimo de ocupação irregular e desordenada de uma área mal explorada, tanto para quem está dentro quanto para quem está fora dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que moram fora, favela é o mesmo que bagunça e favelado virou sinônimo de gente de maus modos. Se é verdade que o homem é resultado do meio, o fim da favela seria a chave para uma equação aparentemente insolúvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que haja pessoas bem intencionadas tentando diluir o preconceito contra ela, o que realmente importa é que os trabalhadores que lá moram merecem condições dignas de habitação. Saneamento, segurança, áreas de lazer, escola de qualidade, centros culturais, casas bonitas, bem acabadas, jardins, asfalto, calçamento, crianças brincando nas ruas sem a ameaça de tomar um balaço à queima roupa vindo de uma "autoridade" oficial (porque foi-se o tempo em que favelados morriam de bala perdida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentou-se há coisa de vinte anos colocar escolas em favelas. A classe média reagiu de forma tão indignada que até hoje alguns jornais cariocas estampam nas primeiras páginas o baixo rendimento de tais escolas, como se prédio e locação fossem os responsáveis exclusivos. Como se um ambiente conturbado e a baixíssima qualidade de vida dos alunos não existissem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por um lado, "o Rio de Janeiro todo é uma favela", como diz a letra dO Rappa, por outro, temos a maior rede de escolas públicas do país. A sua ineficiência gritante também seria um reflexo das tais escolas construídas dentro de favelas? Ou Tostines vende mais porque está sempre fresquinho? Isto é, a escola é que faz o meio ou o meio age sobre a escola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais do que preciso, é urgente, uma política séria de habitação para o Rio de Janeiro e para o Brasil em que todos ganhem, o governo, a iniciativa privada, mas, principalmente, o povo. Porque isso é possível desde que haja vontade política e verdadeira de melhorar as condições de vida da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando de ônibus de Angra dos Reis, vejo já no nosso município muita área vazia onde poderiam ser construídas habitações para a população que se dispusesse a sair da miséria de suas comunidades. O sucesso da procura a programas recentes de financiamento habitacional da Prefeitura comprova que muitos querem, sim, morar um pouco mais distante, se isso significar a realização do sonho da casa própria. O que fica faltando a essas áreas vazias é uma infra-estrutura bem planejada que inclua comércio e serviços, ao invés de simplesmente despejar o povo e isolá-lo bem longe da “civilização”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da janela da minha cozinha, vejo um prédio de 3 andares, com 5 ou 6 apartamentos por andar, absolutamente abandonado. Se o dono do prédio o vendesse para o governo, e a Caixa o financiasse a preços populares, 18 famílias teriam um bom lugar para morar. Da janela da minha cozinha... O que você da sua janela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;"Favela, só quem vive nela sabe como ela é&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;As roupas na corda representam a bandeira da favela&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;São os ternos dos burgueses&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Dependurados, secando ao sol do subúrbio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Os que trabalham as leis pra Dona Maria,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Principalmente pensando em si próprios,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Não beneficiam, não,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Quem lava e passa sua roupa todo dia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Pra manter o luxo, ostentando o vício,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Ele vai se corrompendo, vai deixando o lixo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Pra Dona Maria limpar"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;("Favela" - Cidade Negra, em &lt;strong&gt;Enquanto o mundo gira&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Foto minha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-5093909001730643929?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/5093909001730643929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=5093909001730643929' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/5093909001730643929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/5093909001730643929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2009/01/da-janela-da-minha-cozinha.html' title='Da janela da minha cozinha'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SX50pY2dxLI/AAAAAAAAAPA/r-JmGD9mL0g/s72-c/janela+cozinha.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-3134077048964628916</id><published>2009-01-07T15:57:00.006-02:00</published><updated>2009-01-07T16:33:54.171-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><title type='text'>Manifesto à bravura</title><content type='html'>Esta manhã, acordei para ver o que parecia ser a última gota do amor que tinha debaixo das mangas acabar. Depois disso, voltei a dormir. E a tristeza me fez sonhar com um par de calças que se desprendiam do varal e caíam no asfalto. Os carros passavam por cima, atropelando o par. Um possível significado para o sonho. Corri o mais que pude para tirar aquelas peças do meio da rua e, a seguir, entrava às pressas num mercadinho que já estava fechando para comprar um único bombom. Logo depois, um telefone me chamava e, do outro lado da linha, alguém me contava que recebera bombons seus, prova irrefutável de culpa pela visita que me fizera nesta manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;“No dia em que você foi embora eu fiquei sentindo saudades do que não foi, lembrando até do que eu não vivi, pensando em nós dois...”&lt;/span&gt; Soube que viciados em heroína também têm sonhos como esse. Talvez o vício seja uma analogia bem apropriada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando um caminhão que passou há pouco transportando enormes espelhos e me trazendo de presente reflexos do que minha vista não alcançava, me ocorreu a ideia de tecer um manifesto à bravura. À bravura dos que não se deixam parar pelo medo e pela covardia. À bravura dos que sabem zunir longe o sapato que aperta. Dos que arrancam a pedradas o dente que dói. Dos que não têm medo de enxergar e, uma vez que enxergam, veem e, uma vez que veem, decidem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SWTwJHr-8bI/AAAAAAAAANw/cMtcB2ZTN9I/s1600-h/o+louco.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288615901912822194" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SWTwJHr-8bI/AAAAAAAAANw/cMtcB2ZTN9I/s320/o+louco.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Resolvi tecer o manifesto movida pela minha própria &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;ignorância&lt;/span&gt;, que não me permite compreender a &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;covardia&lt;/span&gt;. Movida também pelo meu &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;individualismo&lt;/span&gt;, que me fez decidir ser livre até querer me prender a alguém. Movida pela &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;ambição&lt;/span&gt;, que não me deixa aceitar a &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;mediocridade&lt;/span&gt; de ter a felicidade nas mãos e deixá-la partir. Movida pela &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;inquietação&lt;/span&gt;, que me impede de suportar a &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;acomodação&lt;/span&gt; de viver uma vida &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;morta e enterrada&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos que, como eu, entendem que a vida não vale nada sem a paixão de vivê-la, um brinde! A todos que entendem que a paixão não vale nada se não for escancarada e plena. A todos que não querem viver pela metade e, por isso, vivem intensa e conscientemente cada momento do presente, muitos brindes. &lt;span style="color:#009900;"&gt;Um ano novo, repleto de possibilidades, nos espera&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora só quero que se calem todos os que cantam o amor. Quero a guitarra elétrica e ardida de Lúcio nas veias. O som da minha banda favorita berrando nos ouvidos para não me deixar esquecer que o que realmente importa está comigo. O resto não tem importância alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz aniversário, mundo velho de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;“...E quando estou contigo eu quero gostar&lt;br /&gt;e quando estou um pouco mais junto eu quero te amar&lt;br /&gt;e aí te deitar de lado como a flor que eu tinha na mão&lt;br /&gt;E a esqueci na calçada só por esquecer&lt;br /&gt;Apenas porque você não sabe voltar pra mim.&lt;br /&gt;Oh, Risoflora, vou ficar de andada até te achar...&lt;br /&gt;Oh, Risoflora, não me deixe só...”&lt;br /&gt;(“&lt;strong&gt;Risoflora&lt;/strong&gt;”, Chico Science)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citação a Lenine no segundo parágrafo, “&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;O último pôr do sol&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;” (&lt;a href="http://vagalume.uol.com.br/lenine/o-ultimo-por-do-sol.html"&gt;http://vagalume.uol.com.br/lenine/o-ultimo-por-do-sol.html&lt;/a&gt;).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-3134077048964628916?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/3134077048964628916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=3134077048964628916' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/3134077048964628916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/3134077048964628916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2009/01/manifesto-bravura.html' title='Manifesto à bravura'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SWTwJHr-8bI/AAAAAAAAANw/cMtcB2ZTN9I/s72-c/o+louco.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-6374506731438294508</id><published>2008-11-16T13:07:00.005-02:00</published><updated>2008-11-16T22:34:38.971-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Massa do bem</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SSA4aoKsI6I/AAAAAAAAANo/VRm9PBB_GQc/s1600-h/massa+do+bem.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269273594133488546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 91px; CURSOR: hand; HEIGHT: 126px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SSA4aoKsI6I/AAAAAAAAANo/VRm9PBB_GQc/s320/massa+do+bem.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A indústria das celebridades está tão rentável que não há mais distinção entre o que poderia ser um bom e um mau motivo para se tornar famoso. Ligamos a TV e, a cada dia, nos deparamos com uma infinidade de caras novas. É praticamente impossível associar nomes a pessoas. Até porque, a fama instantânea transforma miojo em macarrão, em questão de segundos, e o “famoso quem” de hoje em “Zé Ninguém”, semanas depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, essa rotatividade provoca um aumento do nível de exigência: é preciso ser “bom” para povoar a lembrança da assustada audiência por mais de uma semana. O que dirá um mês... Por um ano, só tendo mesmo muito background... (A interpretação para background é livre!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalismo também foi contaminado por essa “indústria”. No espaço de um mês, fomos bombardeados pelo triste seqüestro de uma adolescente que ganhou status de novela do horário nobre, assim como várias outras tragédias que se sucederam nos últimos anos, em que vítimas e algozes se tornaram atores de um teatro macabro porque real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentou-se conferir à última corrida da temporada de Fórmula 1 um patamar de final de Copa do Mundo. E fechamos com chave de ouro, a coroação do novo rei do mundo: the first black American president.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uau! Esse, sim, sem sombra de dúvida, um fato histórico. Não só pelo fim da era Bush, mas por tudo mais que eu não vou repetir aqui porque muita gente já deu bastante palpite na TV e o homem terá (espera-se) vários anos pela frente para explicar o porquê de sua importância. Não sou eu, uma mera professorinha brasileira, que vou querer dar pitaco nisso também. Ou não aqui, em público... rs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só toquei mesmo nesse assunto para ilustrar o exagero cometido durante a cobertura das eleições americanas pela imprensa nacional. Acredito que o nosso país deve ter feito a melhor cobertura do mundo! Só perdendo mesmo para a própria imprensa local. O assunto foi noticiado, debatido e comentado exaustivamente em todos os horários do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem as eleições em Portugal, nossa primeira matriz, é tão comentada! Aliás, quem é mesmo o atual primeiro ministro de Portugal? E o da Inglaterra, quem se lembra dele? Mas nossos impávidos repórteres foram espalhados por todo o território americano para acompanhar de perto os últimos momentos das eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem as populações ribeirinhas do Rio Amazonas receberam tanta atenção nas últimas eleições presidenciais, mas um jovem negro desconhecido morador de Nova Orleans foi destaque no último jornal do dia da maior emissora do nosso país declarando sua óbvia intenção de voto. E eu com isso? A mim basta saber que Obama venceu. Os números de delegados que o apoiaram na Louisiana não vão aumentar nem diminuir um centavo no meu pagamento no final do mês. Então, dane-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O excesso de informação inútil me irrita! O excesso de gente sem importância ganhando destaque por nada me cansa, me faz desconfiar de quem até pode ser bom. E, ao ouvir a pergunta “quem é esse?”, já respondo, automaticamente, “ah, não deve ser ninguém”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria ligar a tv todos os dias e ver uma notícia como essa: “Prato de pão deixa mais nutritivo o sopão de moradores de rua”. Explico. A exemplo dos restaurantes de Praga que servem uma sopa típica em um recipiente feito com massa de pão, um grupo de estudantes de Relações Públicas da Apae de Campinas desenvolveu a excepcional idéia de usar um pão especial e resistente como prato para um sopão servido a moradores de rua. Os pratos de isopor deixam de ser usados, o que contribui para a preservação da natureza. E a refeição dessas pessoas torna-se ainda mais nutritiva. O projeto foi apoiado pela 3M e premiado pelo Instituto Ethos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi impossível não sentir um nó garganta ao ver um dos beneficiados chorando ao receber aquela que talvez fosse sua única refeição em um dia inteiro e afirmando que a mão de Deus agia através daquelas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nomes dos alunos responsáveis pelo projeto? Seus rostos? Quem sabe? Mas a importância dessas pessoas definitivamente não será esquecida em uma semana, nem em um mês, nem em um ano por aqueles que viram a realização dessa “massa do bem”. Quantas celebridades fazem isso por alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccffff;"&gt;Mais informações sobre a “massa do bem” podem ser encontradas em&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.institutobrasilverdade.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=3219&amp;amp;Itemid=2"&gt;http://www.institutobrasilverdade.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=3219&amp;amp;Itemid=2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ccffff;"&gt;ou&lt;/span&gt; &lt;a href="http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL844855-16022,00-PRATO+DE+PAO+DEIXA+MAIS+NUTRITIVO+O+SOPAO+DE+MORADORES+DE+RUA.html"&gt;http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL844855-16022,00-PRATO+DE+PAO+DEIXA+MAIS+NUTRITIVO+O+SOPAO+DE+MORADORES+DE+RUA.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-6374506731438294508?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/6374506731438294508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=6374506731438294508' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/6374506731438294508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/6374506731438294508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2008/11/massa-do-bem.html' title='Massa do bem'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SSA4aoKsI6I/AAAAAAAAANo/VRm9PBB_GQc/s72-c/massa+do+bem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-7618467184037234227</id><published>2008-10-25T22:49:00.004-02:00</published><updated>2008-10-25T23:21:22.328-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><title type='text'>Olho no lanceeee!</title><content type='html'>&lt;div&gt;Da penúltima vez em que fora a uma partida de futebol, estava acompanhada de um colega de trabalho. No intervalo do jogo, meu colega, que ocupava o assento ao meu lado, se levantou e ficou de costas para o campo admirando a arquibancada acima de nós. Como não se tratava de um colega gay (creio eu!), imaginei que estivesse olhando as moças bonitas que estavam algumas fileiras acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele instante, lembrei imediatamente dos shows em que ia com meu irmão e dos olhares que ele lançava para (todas) as moças bonitas que passavam. Pensava comigo, tomara que meu parentesco com ele seja óbvio! E torcia para que eu não me parecesse com aquelas mulheres que andam de mãos dadas com o “parceiro” pelas ruas do centro da cidade e não percebem (será?) que o acompanhante está olhando para outra mulher. E pior, a outra mulher nota que está sendo secada pelo “companheiro” alheio. O que será que elas pensam umas das outras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pulando da digressão de volta para o estádio, não pude torcer para que o grau de parentesco parecesse óbvio, porque não havia grau de parentesco com o colega de trabalho. A decisão mais sensata que pude tomar na hora foi aproveitar a vantagem de ser uma mulher num jogo de futebol e admirar as belas paisagens que desfilavam ao meu redor: os torcedores. Raramente se pode contar com tantas opções para admirar no dia-a-dia. Em um estádio em dia de jogo, estão todos ali aglutinados, a nata, exercendo a sua virilidade e “graça” para as poucas corajosas que se atrevem a invadir um espaço tradicionalmente masculino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem! Recentemente, uma série de desencontros me levou ao mesmo estádio, mas desta vez, pasmem, sozinha. Isso mesmo! Queria muito ver aquele jogo e os machos disponíveis foram sem mim. Saí de casa, fui até a bilheteria do estádio, comprei o ingresso, entrei, sentei, torci, ri, gritei, aplaudi e fui embora. Toda essa diversão, sem me preocupar em torcer para que o parentesco parecesse óbvio. Hilário foi observar o ar de interrogação de alguns com a presença de uma torcedora apaixonada como eles, porém solitária. E descobri que não há mais tabus. Não há lugar em que minhas pernas não possam me levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia desses, aquele mesmo colega de trabalho me mandou um e-mail com fotos do David Beckham secando as cheerleaders num jogo ao lado da sua bela esposa Spice Girl. Nas fotos, ela estava uma fera. O título do e-mail era “Até Beckham passa por isso”, mas acho que o título certo deveria ser “Até uma bela Spice Girl passa por isso”! rs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trilha sonora sugerida:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Chico Buarque - "O futebol"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261266200697003906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SQPFu_FQX4I/AAAAAAAAANg/H6E8S1wMfu8/s320/engenhao.JPG" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Foto de Sara Simões - Estádio João Havelange, o "Engenhão".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-7618467184037234227?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/7618467184037234227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=7618467184037234227' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/7618467184037234227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/7618467184037234227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2008/10/olho-no-lanceeee.html' title='Olho no lanceeee!'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SQPFu_FQX4I/AAAAAAAAANg/H6E8S1wMfu8/s72-c/engenhao.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-505827579658332348</id><published>2008-07-20T00:45:00.003-03:00</published><updated>2008-07-20T01:25:37.190-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Nadando contra corrente</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIK-BAx6nVI/AAAAAAAAAM4/5cIS1VeQPC8/s1600-h/corrente.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224947442301705554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="186" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIK-BAx6nVI/AAAAAAAAAM4/5cIS1VeQPC8/s320/corrente.JPG" width="137" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Acordar, me arrumar, engolir, sair. O sol mal nasceu, e o dia já começa frenético. Trabalhar, trabalhar... (Nossa! Já deu a hora.) Juntar tudo, desligar tudo, sair correndo. Pegar ônibus, descer. Pegar outro, descer. Assinar o ponto, pegar o giz, o material. (Ah, já ia me esquecendo das fichas de chamada!) Abrir armário, fechar armário. Primeira turma: explica, escreve, explica, apaga, mostra o livro, faz mímica, corrige. Segunda turma. (Séries diferentes no mesmo dia: Onde foi mesmo que eu parei na semana passada? Nunca lembro direito!) Terceira turma: repete o script da primeira. Acabou. Hora de voltar. O sol? Nem o vi, encerrou o expediente muito antes de mim e levou junto com ele toda a minha energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro anos de anemia depois, a única hora que importa é a de dar um basta. Que ciranda é essa que nos permitimos dançar em busca de um ouro de tolo? Consegui o teto que me abriga e já está de bom tamanho por hora. Foi dada a largada para o ócio criativo, para recarregar as energias, investir no que me dá prazer, em “bens duráveis” que malandro algum conseguirá me roubar, nem o fogo queimar e nem a água apagar. É chegada a hora de descobrir e desfrutar das pequenas riquezas que consegui colecionar até agora, nem que seja para justificar o esforço e a baixíssima qualidade de vida de tempos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu redor, o mundo continua insano na correria, assim como (quase) todos que vivem nele e o fazem rodar cada vez mais rápido. Não há muitas escolhas. Ou você entra na ciranda e gira junto até cair tonto, ou pula fora e observa de camarote. Decidi pular quando desconfiei que iria cair. E que gosto bom é o de dar adeusinho e sair sorrindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui do lado de fora, escolhi estudar enquanto os cirandeiros giram e trabalhar quando quase todos já deixaram a roda. Não tenho saudades da comida mal feita que já cai doendo no estômago, nem das buzinas que entram doendo pelo ouvido. Não tenho mais saudades da minha cama nem do meu travesseiro. Agora conheço cada detalhe da minha casa. Faço presentes para os amigos. Tenho tempo de ver o que é bonito e registrar pra dividir com meus queridos. E de ouvir o que é bom (nem sabia quantos sons legais tenho em casa!!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, a coceira neurótica por sair em busca de diversão noturna ou pelo consumo supérfluo de luxinhos fugazes se foram como folhas secas na enxurrada. A cidade parece até mais bonita. Meu rosto parece mais saudável, vejo até novas cores nele. Aliás, tenho até tempo de olhar para ele. Descobri o significado de “Deus provê”: quando a grana aperta, uma porta se abre e as contas batem certinho antes mesmo que a respiração perca seu ritmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é bem boa quando se aprende a vivê-la na velocidade certa... a dar a ela seu verdadeiro valor, assim como às coisas que a compõem. Tenho muito pela frente, mas a primeira lição já aprendi. A vida é o que fazemos dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trilha sonora sugerida: RJD2 - “Since we last spoke”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Imagem retirada do site &lt;a href="http://www.curado.com/"&gt;www.curado.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-505827579658332348?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/505827579658332348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=505827579658332348' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/505827579658332348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/505827579658332348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2008/07/nadando-contra-corrente.html' title='Nadando contra corrente'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIK-BAx6nVI/AAAAAAAAAM4/5cIS1VeQPC8/s72-c/corrente.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-8049393766701011379</id><published>2008-06-20T20:22:00.002-03:00</published><updated>2008-07-20T00:45:19.428-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Sala de espera</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKzR2VZGqI/AAAAAAAAAMo/1fQhsyr6y8U/s1600-h/saladeespera.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224935636927584930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKzR2VZGqI/AAAAAAAAAMo/1fQhsyr6y8U/s320/saladeespera.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando dei por mim, estava cochilando sentada na sala de espera da pediatria. Minha sobrinha, com a cabeça encostada no meu ombro ainda lutava contra o sono. Horas se passavam, o tempo corria, as nuvens voavam no céu e nunca chegava a nossa vez. Naquela tarde, entre os que aguardavam atendimento, não havia nenhum bebê bonito para nos distrair um pouco. Discretamente, chamei a atenção da minha pequena companheira de cadeira para o fato e ela concordou risonha. Não tínhamos mais assunto. Para piorar, eu estava estranhamente calada naquele dia, acordara assim, silenciosa e angustiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os pensamentos que passeavam distraidamente, pesquei um em que imaginava mães, obrigadas a visitas mensais como aquela. Tardes inteiras de espera por quinze minutos de atenção especializada e muitos reais gastos com remédios a seguir. Pensei na criança chorando, nos preparativos para sair de casa com bolsa, mamadeira e todas aquelas coisas que bolsa de mãe tem. Vi minha mãe me arrumando. Vi minha irmã e minha sobrinha. Muitos pares de mães e filhas desfilaram pela minha memória, mas não me vi entre as mães, só entre as filhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo distante um dia quis me dar um peixe. Ele dizia que me achava "muito solitária naquele apartamento", achava que eu precisava cuidar de alguém. Anos mais tarde, um amigo recente quis me dar um cachorrinho. Ele disse que minha casa é muito arrumada e que preciso de alguma coisa para roer o sofá, rasgar o tapete, bagunçar um pouco. Entre um e outro, vários rios passaram em minha vida, mas a resposta foi a mesma para ambos: “nem pensar, mal consigo cuidar de mim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se é jovem, independente, dona do próprio nariz e, principalmente, só, não é possível conceber a possibilidade de cuidar de alguém sem que haja algo em troca – sexo, segurança financeira, um teto, uma boa briga ou alguém para comentar um filme. Quando se é jovem nem sequer vamos ao médico. As salas de espera estão recheadas de crianças e idosos. Jovens como eu só aparecem nas emergências. Ainda sou filha. E quando se é filha, jovem, dona do próprio nariz e feliz por ser a única a ter que comer a própria gororoba, nada no mundo faz mais sentido do que a máxima do sábio cantor Ed Motta: “no kids, no dogs, no problems”.(Ha ha ha)&lt;br /&gt;Mas dizem que isso passa. Será??? (ai!)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;(Para Milla Oliveira.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A imagem foi retirada do site &lt;a href="http://www.photografos.com.br/exibirfoto.asp?id=150765" target="_top"&gt;www.photografos.com.br/exibirfoto.asp?id=150765&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-8049393766701011379?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/8049393766701011379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=8049393766701011379' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/8049393766701011379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/8049393766701011379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2008/06/sala-de-espera.html' title='Sala de espera'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKzR2VZGqI/AAAAAAAAAMo/1fQhsyr6y8U/s72-c/saladeespera.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-6182297211866571210</id><published>2008-05-21T00:10:00.003-03:00</published><updated>2008-07-20T00:26:00.719-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Sem medo de enriquecer</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;“Acho contra a natureza que um homem se entenda melhor com seu cão do que com sua esposa, que o ensine a comer e a descomer na hora certa, a responder perguntas e a compartilhar suas penas.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;(Gabriel García Márquez, em “&lt;strong&gt;Memórias de minhas putas tristes&lt;/strong&gt;”, p. 59)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Do banco do carona, ouvi sua boca vomitar barbaridades. Disse que desceria do carro e do alto de seu metro e oitenta para espancar o menino de rua que viesse sujar seu pára-brisa com aquela lavagem imunda. Um estado de choque calou minha boca. Uma covardia baixou minha face. Uma confusão tomou minha mente. Para meu deleite, os meninos passaram e nos ignoraram dentro de seu carro. Foi quando lembrou que só os carros bonitos atraem a atenção, mesmo de meninos de rua. O seu supõe falta de recursos, mesmo para meninos de rua. Uma humilhação o fez sentir preterido. Um despeito o fez cair na real. Não era digno sequer da lavagem imunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do canto da sala, o vi invadir meu espaço. Vi falar, reclamar por muitos e muitos dias, nunca ouvir, exceto para criticar, ou debochar. Nada nunca parecia bom o suficiente. Uma piedade calava minha boca. Depois, um cansaço me ensurdecia. Por fim, uma irritação tomou meu senso. Quando se chega a um ponto insuportável, a mudança é inevitável. Muda-se. A força corre quente pela veia até a ponta da língua: o cuspe, a reação, o deleite. Pior do que a rejeição de meninos desconhecidos, é a da menina que se pensa conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKueIBneyI/AAAAAAAAAMg/d69sUZxe9rY/s1600-h/estrada08.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224930350276770594" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKueIBneyI/AAAAAAAAAMg/d69sUZxe9rY/s320/estrada08.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O prazer de poder encher os pulmões de ar, esticar o corpo, ouvir sua música favorita, colocar a mochila nas costas e ir onde se quer, abrir e fechar os olhos, sem medo de atender o telefone, sem um diabo a quem carregar, sem um vampiro a chupar seu sangue, um espírito de porco a obsidiar a vida de quem só quer andar &lt;em&gt;de leve por aí&lt;/em&gt; é a melhor sensação do mundo. Sem medo do fim de uma triste relação, seja de amizade ou qualquer outro tipo de disputa, casamento ou namoro. Qualquer coisa onde o amor não esteja presente lá e cá. Não há caminho sem ele, nem com muito boa vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom de subir um muro e olhar sobre ele, é poder enxergar o que virá depois. O super herói não precisa terminar esfarrapado, caminhando solitário pela estrada deserta. Quando se é justo consigo mesmo, a paz é o doce alívio de um caminho de ilusões e decepções, mas repleto de sinais verdadeiros de admiração mútua e companheirismo que só as verdadeiras almas gêmeas conseguem demonstrar das maneiras mais diversas. Toda maneira de amar vale a pena, se for verdadeira. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;No silêncio da madrugada, os poucos carros que passam fazem ainda mais barulho. Mas fecho os olhos hoje e durmo em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Foto de Sara Simões&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-6182297211866571210?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/6182297211866571210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=6182297211866571210' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/6182297211866571210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/6182297211866571210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2008/05/sem-medo-de-enriquecer.html' title='Sem medo de enriquecer'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKueIBneyI/AAAAAAAAAMg/d69sUZxe9rY/s72-c/estrada08.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-5206598878334963464</id><published>2008-05-14T23:54:00.003-03:00</published><updated>2008-07-20T00:08:53.043-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>O contrato</title><content type='html'>&lt;div&gt;Então, amor, o que você acha, hein, se eu viesse logo pra cá? Eu já durmo aqui, já fico aqui no final de semana... Até roupa minha já tem no seu guarda-roupa, escova de dente no armário do banheiro... A gente pode dividir as contas. O que você acha, hein?&lt;br /&gt;Depois de algum tempo: nossa, passar mais tempo com você... parece ótimo, mas...&lt;br /&gt;Mas o quê??? – pela expressão do seu rosto, esperava ver pulos de alegria depois da proposta que acabara de fazer. Uma nuvem de desapontamento pairava sobre sua cabeça.&lt;br /&gt;Sabe o que é, meu bem? Desculpe, mas eu já brinquei de casinha antes. E, depois que acabou, cheguei à conclusão de que o namoro é que é bom. Decidi que só passaria dessa fronteira novamente, se fosse por um relacionamento de verdade.&lt;br /&gt;E o nosso não é?&lt;br /&gt;Bem... estamos descobrindo ainda...&lt;br /&gt;Não estou entendendo, querida. Pensei que aquela carinha que você faz quando eu vou embora fosse vontade de me ter por aqui...&lt;br /&gt;Até é, mas...&lt;br /&gt;Mas, então???&lt;br /&gt;Não me leve a mal, amor... Adoro quando você fica mais tempo, mas eu não preciso dividir o apartamento com ninguém, posso arcar com tudo.&lt;br /&gt;Como assim? Você acha que eu estou te propondo dividir o apartamento? Você não entendeu, estou te propondo morarmos juntos.&lt;br /&gt;Sei...&lt;br /&gt;Você não quer? – perguntou incrédulo.&lt;br /&gt;Tá bom, vou ser mais clara. Essa história de morar junto pra mim já deu. Não cola mais...&lt;br /&gt;O que é isso? Que idéia moderna é essa? Você está querendo me dizer que vamos ser aqueles casais que moram em casas separadas? Desde quando você aprova isso?&lt;br /&gt;Você podia me deixar terminar de falar...&lt;br /&gt;Ok, sou todo ouvidos.&lt;br /&gt;Então, se for pra morar de novo sob o mesmo teto com alguém, tem que ser um homem que acredite no que está fazendo e não um cara que já está entrando em campo pensando em sair antes do jogo terminar. Tem que apostar na jogada. Quero mais que compromisso, quero comprometimento, parceria, cumplicidade, lealdade. Alguém que assine embaixo sem medo.&lt;br /&gt;Assine embaixo?... – ruminou. – Parece até que está falando de um contrato... – arriscou.&lt;br /&gt;Fez-se o silêncio do consentimento.&lt;br /&gt;É isso, meu anjo? Mas que caretice! Um pedaço de papel... Que garantia um papel te dá de que eu vou cumprir com isso tudo? Que garantia um simples documento pode dar do sucesso de uma relação?&lt;br /&gt;Garantia de sucesso? Nenhuma. Mas garante que vamos tentar e que não entramos pensando na facilidade de desistir diante de qualquer obstáculo. Garantia de que é a primeira de uma série de assinaturas que daremos juntos. Garantia de que você não tem medo de arriscar ficar o resto da vida comigo. Garantia de que sabe que um pedaço de papel não vai abalar sua confiança em nós dois. Garantia de que sabe o que está fazendo quando passa seu tempo ao meu lado.&lt;br /&gt;Fez-se o silêncio do pavor de quem não sabe o que pensar e o que dizer.&lt;br /&gt;Olha, você me desculpe, amor. Não quero que se sinta acuado. Eu não estou te pedindo nada. Por mim, tudo bem a gente ficar do jeito que já estamos. Estou feliz assim, mas é que eu quero tentar não dar mais passos em falso.&lt;br /&gt;Tô atrasado, amor.&lt;br /&gt;Não vai tomar café?&lt;br /&gt;Não. Como alguma coisa na rua. Se der, te ligo mais tarde.&lt;br /&gt;Você está chateado comigo? &lt;a href="http://bp1.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKr9b4onQI/AAAAAAAAAMY/E9U-4D7AbUs/s1600-h/contrato.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224927589648866562" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKr9b4onQI/AAAAAAAAAMY/E9U-4D7AbUs/s320/contrato.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não... Beijo.&lt;br /&gt;Depois de dois dias de silêncio dele e de angústia dela, ele toca a campainha e ela atende. Os olhos dela se iluminam. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quer casar comigo, amor? – disse ele sorrindo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;(Para Wilson &amp;amp; Bianca Domingues)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Imagem retirada do site &lt;a href="http://www.emdiacomacidadania.com.br/arquivo.php?mes11-2007" target="_top"&gt;www.emdiacomacidadania.com.br/arquivo.php?mes11-2007&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-5206598878334963464?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/5206598878334963464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=5206598878334963464' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/5206598878334963464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/5206598878334963464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2008/05/o-contrato.html' title='O contrato'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKr9b4onQI/AAAAAAAAAMY/E9U-4D7AbUs/s72-c/contrato.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-7016079150319877246</id><published>2008-05-07T00:58:00.005-03:00</published><updated>2009-10-31T18:35:16.847-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Medo de enriquecer</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKnN5tY-fI/AAAAAAAAAMQ/R0zF7qbv-jg/s1600-h/md_enriquecer.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224922374974536178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="242" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKnN5tY-fI/AAAAAAAAAMQ/R0zF7qbv-jg/s320/md_enriquecer.JPG" width="175" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quase me afogo em uma onda de pavor, sempre que pressinto a aproximação de um novo amor. A perspectiva de que finalmente seja definitivo, me aterroriza. Um terror ilustrado por marcas de amor mais profundas e persistentes do que tatuagem. Começo a morrer de saudade dos anteriores mal sucedidos, autosabotagem. Ultimamente, tenho preferido apostar nos erros pela perspectiva da curta duração. Medo de filha sentindo que a vida pode tomar um rumo a qualquer momento. Ou pior, medo de achar que a vida vai dar-lhe o gosto do rumo para perdê-lo novamente em seguida, como já acontecera repentinamente outras vezes. Medo de pai, sentindo que vai perder a filha, fechando a cara.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas quando vem, não há medo que o impeça. Não há onda que o afogue. Não há independência ou auto-suficiência que o desencoraje. Não há cara feia que assuste o amor. Ele abre portas. Esvazia gavetas, afrouxa parafusos, desmonta as defesas para abrir espaço e se instalar. Nem ele nem eu sabemos exatamente o que fazemos, nem se queremos. Não enxergamos com clareza ou nitidez. Não pensamos. Deixamos o barco correr ao sabor da corrente até que ela nos leve àquele lugar em que não moraremos mais em nós mesmos e nos tornaremos almas vagando à nossa própria procura no olhar do outro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Aquele lugar em que contas, trânsito, calor e políticos são apenas figuração de um universo paralelo absolutamente sem importância, diante da textura do cabelo, do cheiro do suor que molha o lençol, do olhar curioso, da mão protetora e, principalmente, do sussurro sem controle que antecede o abraço redentor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Até que um desperta o outro: “o que você está pensando agora?” e lá se foi o sonho... A mente tenta sacudir sua criatividade pra fora, mas nada poético vem à tona, só sussurros medrosos dão à cara tapas. E nada que, arrependido pela pergunta, o amor dissesse seria capaz de sossegar aquele coração batendo aos pedaços – doidos pra se juntar novamente e começar uma nova história. Os dias vão nascendo sobre noites de papos mal dormidas que se acumulam. Cada fio grisalho é uma noite dessas, uma linha nova para a história que ela conta, um verso novo para o poema que ele cria, uma nova página para o romance que a vida transforma em realidade inacreditável aos olhos dos outros, mas muito palpável aos nossos. Bem-vindo, ao amor que já é ou não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Imagem retirada do site &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.apsi.org.pt/index.php"&gt;&lt;strong&gt;http://www.apsi.org.pt/index.php&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;. Thanx, Google!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-7016079150319877246?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/7016079150319877246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=7016079150319877246' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/7016079150319877246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/7016079150319877246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2008/05/medo-de-enriquecer.html' title='Medo de enriquecer'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKnN5tY-fI/AAAAAAAAAMQ/R0zF7qbv-jg/s72-c/md_enriquecer.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-8600289685064075397</id><published>2008-04-19T01:52:00.002-03:00</published><updated>2008-07-19T23:38:57.343-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><title type='text'>Tempo perdido?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKkKOBE77I/AAAAAAAAAMI/2PWkPzyskYM/s1600-h/dali.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224919013171457970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKkKOBE77I/AAAAAAAAAMI/2PWkPzyskYM/s320/dali.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“Todos os dias quando acordo&lt;br /&gt;Não tenho mais o tempo que passou&lt;br /&gt;Mas tenho muito tempo&lt;br /&gt;Temos todo tempo do mundo...”&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(Renato Russo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei chateada depois de uma noite mal dormida por conta do funk de uns vizinhos barulhentos. Acordei triste por causa de uma esperança frustrada. Acordei, fazer o quê? Tomei um banho e me dei o dia. Fui à praia. Os vizinhos caíram no esquecimento, mas a tristeza persistiu. Perambulei pelas horas e pelas ruas, procurando preenchê-las e tentando não pensar no espinho que me incomodava, mas já pensando. &lt;em&gt;The girl with a thorn on her side&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentava me convencer a aproveitar melhor meu momento de liberdade, a observar com atenção o vento batendo nas árvores, a brisa do mar tocando fresquinha na pele ardida, a criatividade dos ambulantes, as crianças se divertindo, a Piauí que carregava comigo. &lt;em&gt;Levantei e fui embora&lt;/em&gt;. Pele queimada, barriga roncando, testa franzida, pensamento anuviado, coração pesado... Passos rápidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ver minha mãe. Conversando sobre as coisas da vida, me distraí e, naqueles momentos de jeito simples, esqueci do espinho. &lt;em&gt;Levantei e fui embora&lt;/em&gt;. Cabeça leve, rosto tranqüilo, olhos baixos, passos lentos, tentando evitar o bater solitário da porta que deixaria a rua cheia e iluminada para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei afazeres e me ocupei deles, o espinho voltava a latejar. As notícias da noite passaram por meus olhos, mas não entraram por um ouvido nem por outro. O universo de máquinas de lavar, ferros de passar, esmaltes de unha, e-mails tomou uma forma onírica, bem diagnosticada pela psicanálise como ocorrências possíveis em lapsos de atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só no final da noite, começo de um novo dia, foi que uma música de um programa de tv me despertou daquela aura etérea. Os primeiros acordes de &lt;strong&gt;Tempo Perdido&lt;/strong&gt; trouxeram à memória, em questão de segundos, sensações vividas numa época remota em que todas as paixões infantis iriam durar para a vida toda até o final de semana seguinte. A epifania gerada pela canção de Renato Russo não me libertou da tristeza que me atormentou por toda aquela semana, mas me avisou que as paixões ainda são infantis e, até o final da próxima semana, tudo pode mudar novamente. Relaxei. O espinho ainda dói, mas isso passa. Amanhã voltarei à praia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;A ilustre arte que melhora esta coluna é "&lt;em&gt;La persistencia de la memoria&lt;/em&gt;" (ou "&lt;em&gt;Los relojes blandos&lt;/em&gt;" ou "&lt;em&gt;El tiempo derretido&lt;/em&gt;"), de Salvador Dalí. Thanx, man!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-8600289685064075397?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/8600289685064075397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=8600289685064075397' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/8600289685064075397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/8600289685064075397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2008/04/tempo-perdido.html' title='Tempo perdido?'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKkKOBE77I/AAAAAAAAAMI/2PWkPzyskYM/s72-c/dali.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-4109678700857199133</id><published>2008-04-01T10:40:00.003-03:00</published><updated>2008-07-19T23:13:20.658-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><title type='text'>Chama no peito</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKc9qlbyvI/AAAAAAAAALw/pA7bEK4qSmM/s1600-h/flÃ¡vio_chama+no+peito.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224911100920449778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="176" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKc9qlbyvI/AAAAAAAAALw/pA7bEK4qSmM/s320/fl%C3%A1vio_chama+no+peito.JPG" width="219" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Entrei em sala, naquela segunda-feira, e tive uma conversa muito franca com as turmas. Três naquela noite. Cerca de cento e vinte alunos jovens, adultos e idosos. Trabalhadores como eu. Contei a eles que, apesar de ser do conhecimento de todos o fato de o magistério ter virado uma profissão de fé, não é exatamente de fé que um professor se alimenta, não é com fé que ele se veste, mas é com ela que educa seus filhos e os dos outros. Todos riram. Todos entenderam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos no mesmo barco, com ou sem diploma. À deriva de governos e de um sistema econômico desumano que vêm desqualificando classes inteiras de profissionais concursados, também conhecidos como os “primos pobres” entre os servidores públicos –– os que lidam diretamente com as camadas mais necessitadas da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre ouço pessoas reclamando de desorganizadas repartições, clamando pela tão sonhada privatização do serviço público. Lembro dessas pessoas quando passo horas na fila de algum banco privado para ser destratada por atendentes lerdíssimos e incompetentes e me arrepio quando vejo as altas tarifas cobradas das contas-salário para financiar o caviar de banqueiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro dessas pessoas, também, quando meus velhos vão aos médicos do plano de saúde que custa uma fortuna e não conseguem atendimento de qualidade (porque nem todos os médicos conseguem ser aprovados em concursos públicos), nem em tempo justo, ou quando precisam pagar por fora um exame caríssimo porque o plano não cobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também lembro do “mito da privatização” quando chega a conta da companhia telefônica (privada) com cobranças por ligações que não fiz e uma assinatura que sai mais caro do que o número de ligações que faço ou que oferece uma conexão ridícula com a internet. Lembro e me indago se o serviço público seria merecedor de tantas reclamações se contasse com a mesma infra-estrutura e privilégios de que gozam tantas empresas privadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico tentando entender a lógica de pessoas que reclamam do serviço público e, mesmo com tantas opções no mercado, correm para bancos públicos na hora de financiar sua casa própria; ou colocam os filhos para disputar vagas em conceituados colégios e universidades públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo sem compreender porque tantas pessoas, entre a massa dos que imploram por privatização, gastam porcentagens significativas de seus salários investindo em concursos para cargos públicos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à noite de segunda-feira, expliquei aos alunos que interromperia o programa vigente até que o sindicato dos professores suspendesse o movimento contra a indecente proposta de aumento salarial oferecida pelo mesmo governo que gastou milhões no Pan-americano. Os textos didáticos a serem trabalhados em língua inglesa seriam substituídos por dez frases de conteúdo social que tinham como objetivo discutir em sala a situação da educação pública no estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após ouvir minhas explicações, fui questionada se fechar a escola não causaria maior impacto. E depois de refletirmos juntos, todos concordamos que se estivéssemos em casa, apenas o governo lucraria com a economia de luz, merenda escolar, passagens de ônibus e desconto no salário dos professores. Ao contrário, estar em sala discutindo a distância entre a escola que gostaríamos de ter e a que de fato temos tira do atual governo boas chances de voltar a exercer cargos que dependam dos votos desses alunos. E a sensação do poder do voto nas mãos reacendeu neles um lampejo de esperança de ainda haver alguma chance de mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos foram tocados, mas nas outras salas de aula daquela e de outras escolas, centenas de profissionais que não pagam com fé suas contas todo mês já haviam perdido a tal esperança e jogaram suas toalhas. Desistiram do movimento, de melhores condições de trabalho, de melhores salários, dos alunos, de si mesmos e da educação. A chama, que mesmo depois de uma década de serviço público ainda queima meu peito e minhas idéias, já se apagou em cada um deles. Que pena...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em tempo:&lt;/strong&gt; nas poucas linhas que a imprensa-classe-média do Rio de Janeiro dedicou ao movimento de servidores estaduais na época, leu-se muito sobre a interrupção do trânsito, causada pelas manifestações, e sobre a ausência dos policiais civis dos seus postos de trabalho. O medo da violência preocupa mais do que a sua origem: a qualidade de vida e de educação inexistentes. Cabe lembrar aos formadores de opinião que o mesmo movimento também foi composto de médicos e professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A arte que ilustra esta coluna é de Flavio L. Nunes Abal. Thanx, boy!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-4109678700857199133?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/4109678700857199133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=4109678700857199133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/4109678700857199133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/4109678700857199133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2008/04/chama-no-peito.html' title='Chama no peito'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKc9qlbyvI/AAAAAAAAALw/pA7bEK4qSmM/s72-c/fl%C3%A1vio_chama+no+peito.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-718145473638621209</id><published>2008-02-12T11:51:00.000-02:00</published><updated>2008-07-19T23:01:32.941-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><title type='text'>Marx não imaginou isso</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKbnm4JoGI/AAAAAAAAALo/DCnCprlbtXU/s1600-h/Alexandre_marx.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224909622456459362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKbnm4JoGI/AAAAAAAAALo/DCnCprlbtXU/s320/Alexandre_marx.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E mais essa agora... Na mesa de um bar, aquela moça que mal conhecia resolvera empurrar para cima de mim seus questionamentos emocionais. Pertinentes, vá lá! Mas logo eu? O que sei eu, tão cheia de dúvidas quanto ela. Contou-me com pormenores seus azares afetivos, sempre sob a luz da luta de classes. Falou de um ex-namorado pobretão a quem encontrou, poucos dias depois do rompimento, já acompanhado, vestido da cabeça aos pés com os presentes que recebera dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E da última desilusão – um belíssimo rapaz que a procurava para afastar o tédio, satisfazer suas necessidades físicas, alimentar o próprio ego, e ainda agia como se favor fizesse estando ao lado dela. Um homem de parcos recursos por quem ela inúmeras vezes havia se despido de suas convicções e preferências. E, ainda por cima, a maltratava repetidamente na intenção de induzi-la a terminar o romance para poder curtir outras mulheres sem culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais ouvia, menos acreditava nos meus ouvidos. Aquela mulher culta, estimada e admirada pelos amigos, bem empregada e independente não combinava com o que sua boca chorosa dizia. Eu não conseguia articular uma palavra. E nem tentava. Não tinha coragem. Não sabia se me indignava com ela ou com a burrice dos homens que passaram por sua vida sem reconhecer com quem estiveram. Até então, imaginava que homens pegavam senha para estar com ela, mas a história era outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela mulher, do alto de suas convicções políticas, não sabia se, ao se valorizar, estaria se superestimando e menosprezando homens de condição inferior. Ou, se para assuntos de amor, deveria abandonar sua educação socialista e se relacionar apenas entre iguais, a elite intelectual de sua geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela dizia que pessoas são pessoas, não importando de que classe social vinham, que educação tivessem recebido ou em quantos cômodos viviam. Pensava mesmo que se sentia mais à vontade entre operários, empregados e subalternos. Talvez, um certo complexo de inferioridade a motivasse a estar sempre entre os menos favorecidos. Ou, quem sabe, algum fetiche com os homens da classe operária...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, depois de tantas desilusões, começava a mudar de idéia sobre os homens que encontrara. Se todos seriam motivo de aborrecimento e lágrimas, por que não desfrutar de um pouco de conforto das próximas vezes? Jantar e não ter que pagar a conta; não precisar dirigir; ser levada para casa (ou melhor ainda, para outra casa); ganhar presentes, em vez de dar; ouvir elogios, em vez de fazer; perguntar ao invés de responder. O mundo podia ser mais suave. Já olhava com simpatia para os vizinhos de bairro e os colegas de trabalho. E, à medida que a cerveja ia fazendo efeito, conseguia até flertar com os rapazes da mesa ao lado. Saí antes de ver o desfecho de tantas lamentações misturadas a tulipas de cerveja e considerações socioeconômicas. E até hoje, penso naquela mulher, sem entender em que momento Marx e amor se misturam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A ilustração que melhora esta coluna é de Alexandre Antunes. Thanx, guy!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-718145473638621209?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/718145473638621209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=718145473638621209' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/718145473638621209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/718145473638621209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2008/02/marx-no-imaginou-isso.html' title='Marx não imaginou isso'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKbnm4JoGI/AAAAAAAAALo/DCnCprlbtXU/s72-c/Alexandre_marx.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-1438865845355655150</id><published>2007-12-02T17:30:00.000-02:00</published><updated>2008-07-19T22:53:50.687-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><title type='text'>Sous le même ciel</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;“Rio de baixadas com seus vales&lt;br /&gt;Vale a pena&lt;br /&gt;Sua pobreza é quase um mito&lt;br /&gt;Quando fito seus contornos&lt;br /&gt;Lá do alto de algum dos seus mirantes&lt;br /&gt;Que são tantos&lt;br /&gt;E quem te disse que há miséria só aqui&lt;br /&gt;Quem foi que disse que a miséria não sorri&lt;br /&gt;Quem tá falando que não se chora miséria no Japão&lt;br /&gt;Quem foi que disse não existem tesouros na favela&lt;br /&gt;Então...&lt;br /&gt;Tudo vale a pena&lt;br /&gt;Sua alma não é pequena”&lt;em&gt;&lt;br /&gt;(“Tudo vale a pena”,&lt;/em&gt; Pedro Luís e Fernanda Abreu&lt;em&gt;)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224906640446000162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKY6CBdDCI/AAAAAAAAALg/UCnvQTzgBi4/s320/paris-eu-te-amo-poster01t.jpg" border="0" /&gt;À minha frente, a tela branca parecia instigar ainda mais a expectativa pelo começo da sessão. A exemplo do comercial daquele conhecido canal de filmes antigos da tv a cabo, é quando o filme começa que deixamos de viver as nossas vidas e passamos a viver a vida das personagens que vemos nele. E quando as luzes se apagaram, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Paris, Je t’aime&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; deu o ar da graça da bela cidade dos amantes e de personagens como eu e como você em situações que milhares de pessoas, como nós, passam todos os dias nas mais diversas partes do mundo, mas sem a sorte de estar lá. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O frio dentro da sala do cinema tornava-se mais intenso e a cidade luz, mais distante à medida que novos casais se formavam nas diferentes versões de cada diretor. Entre os vários pares representados no filme, o do segmento “Faubourg Saint-Denis”, do diretor Tom Tykwer, formado por uma atriz americana em começo de carreira (Natalie Portman) e por um rapaz francês cego (Melchior Beslon), foi o que mais tempo povoou meus pensamentos. Obviamente, o cinema não deixaria de mostrar que o rapaz cego era o que melhor enxergava naquele relacionamento. No entanto, mesmo sem surpresas, a história soa como aqueles conselhos que quanto mais ouvimos mais precisam ser repetidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E na volta para casa, lembrei de um casal de amigos que queriam ser mais do que isso e não conseguiam. Porque, no mundo real, ele era a metade cega da laranja e ela já não tinha mais paciência para lapidar, polir e esperar. Para piorar, os dois amedrontados por fantasmas do passado mal conseguiam caminhar na mesma direção e davam voltas em torno de suas próprias órbitas imaginárias; às vezes, colidindo, às vezes, se afastando, em sistemas solares mal desenhados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na ficção, o lirismo teve espaço garantido pela graciosa interpretação de um casal de mímicos e do único falante deste trecho do filme, o filhinho engraçado desse casal. Um desfile de pares de várias gerações e diferentes origens passa pela grande tela. Entretanto, nem mesmo em Paris e nem mesmo no cinema todos os finais são felizes. E até em &lt;strong&gt;Paris, Je t’aime&lt;/strong&gt;, algumas pessoas solitárias aprendem a celebrar a vida do jeito mesmo como ela é – um sorteio: alguns tiram o grande prêmio; outros, prêmios menores; e há aqueles que saem sem nada, mas nem por isso ficaram de fora da brincadeira. Pela janela do ônibus, vi meu nome pichado nos muros, subúrbio adentro. O frio diminuía. &lt;em&gt;Paris est ici.&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-1438865845355655150?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/1438865845355655150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=1438865845355655150' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/1438865845355655150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/1438865845355655150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2007/12/sous-le-mme-ciel.html' title='Sous le même ciel'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKY6CBdDCI/AAAAAAAAALg/UCnvQTzgBi4/s72-c/paris-eu-te-amo-poster01t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-8324538312623578160</id><published>2007-09-29T00:25:00.000-03:00</published><updated>2008-07-19T22:54:35.745-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gotas do Rio'/><title type='text'>Traje de gala numa noite de luxo</title><content type='html'>Foram vários anos de espera. Minha banda favorita já havia se apresentado no Rio duas vezes, mas pedras no caminho me privaram de assisti-la. Desta vez, nada me impediria. Nada, exceto meu próprio sono. Espantosamente, a poucas horas do início do show, caí nos braços de Morfeu e acordei quando faltava apenas meia hora. Levantei sobressaltada e me enfiei debaixo do chuveiro ainda zonza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKWOcr2HNI/AAAAAAAAALY/_NhF5eznLRY/s1600-h/wilson_CBGB.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224903692665625810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="168" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKWOcr2HNI/AAAAAAAAALY/_NhF5eznLRY/s320/wilson_CBGB.jpg" width="177" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma grande amiga residente em Nova Iorque me trouxe de lá uma camiseta que é quase uma bandeira. Uma bandeira do Rock and Roll. Uma camiseta do clube CBGB, um altar do rock onde se apresentaram as melhores e mais lendárias bandas do final dos anos 70 até poucos anos atrás, quando a casa fechou suas portas. Vesti a bandeira e fui pra rua o mais rápido que pude. Para ajudar na correria, os pés estavam confortavelmente calçados dentro do meu velho Adidas preto de estimação, modelo também adotado por vários nomes interessantes do rock nacional e internacional. Resumo da ópera, roupa de gala!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima frio esvaziou as ruas naquela sexta-feira. Apenas boêmios, funkeiros e pagodeiros ocupavam os bares do subúrbio carioca. A expectativa era encontrar a minha geração novamente no Circo Voador. A casa, que já fora tão importante para a cultura carioca quanto o CBGB era para a nova-iorquina, agora mudou de cara, de público e de postura. Seus muros, antes abertos para a rua, agora estão vedados aos olhares curiosos. Seus portões, que antes acolhiam jovens assalariados recém-saídos do trabalho ou do colégio, agora estão abertos apenas para privilegiados que podem se dar ao luxo de pagar uma média de R$ 40, 00 por noite. O Circo agora recebe festas globais. Um ex-reduto agora patrocinado por uma multinacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava no ônibus, a vinte minutos de casa, quando abri a bolsa e me dei conta de que havia esquecido o ingresso e a carteira de identidade. Ainda sem acreditar na minha falta de atenção, desci do ônibus, esperei a condução para me levar de volta e comecei tudo de novo. Mais trinta minutos me separavam daquele momento tão aguardado e davam um sabor ainda mais especial ao que estava por vir. Mal pus os pés do lado de dentro dos portões e vários olhares foram atraídos pela camiseta gringa. Olhares de reconhecimento. Olhares de admiração. Só mesmo numa noite como aquela, minha camiseta surtiria tal efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todas as restrições à casa, a noite merecia uma concessão. E as expectativas não foram frustradas. O público era o mesmo de dez anos atrás, com a postura de dez anos atrás, intolerante a atrasos e embromações, exatamente como há dez anos. Estávamos lá para ver o hard rock visceral e politizado do Living Colour. Já era uma da manhã e nada... A impaciência foi explicitamente demonstrada por meio de vaias e palavras de desordem. Até que finalmente foi feita a nossa vontade... A banda subiu ao palco e mostrou a que veio, melhor do que o esperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O talento, a criatividade, a energia e a inteligência do Living Colour vão muito bem, obrigada. O público cantou a plenos pulmões cada verso de cada música. Os músicos reconheceram a idolatria e estenderam o show em três retornos ao palco. Era o fim da turnê pela América do Sul. O público deixou o Circo de alma lavada. E eu mais feliz do que qualquer outro fã da banda. Motivo? Logo na segunda música, o vocalista Corey Glover resolveu tirar o casaco. E sabem o que apareceu? Uma camisa do CBGB... E sabem o que ele estava calçando? Um certo Adidas preto, velho e surrado que me é muuuuito familiar... Enfim, traje de gala numa noite de luxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A arte q melhora esta coluna é de Wilson Domingues. Thanx, Wilbor!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-8324538312623578160?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/8324538312623578160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=8324538312623578160' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/8324538312623578160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/8324538312623578160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2008/03/traje-de-gala-numa-noite-de-luxo.html' title='Traje de gala numa noite de luxo'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SIKWOcr2HNI/AAAAAAAAALY/_NhF5eznLRY/s72-c/wilson_CBGB.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-7516416684909593253</id><published>2007-06-26T20:07:00.001-03:00</published><updated>2008-07-24T11:34:57.742-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>STOP</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SHlvqy8N89I/AAAAAAAAALA/c8cSWjTmeMU/s1600-h/wilbor_maleiro_stop.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222328023932335058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SHlvqy8N89I/AAAAAAAAALA/c8cSWjTmeMU/s320/wilbor_maleiro_stop.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;“... a comida melhor está na cidade&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;dentro do armazém estragando&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;só pro povo ter consciência&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;que a lei da sobrevivência&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;é votar e não comer”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(“Lei da sobrevivência”, Marcelo Yuka)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O do estado diz que a secretaria estadual de educação não tem mais jeito. O do município diz que 4 mil crianças devem confiar na polícia e deixar suas casas no meio do bangue-bangue para assistir a duas horas de aula numa escola que já está lotada de outras crianças. A polícia toma tiro de bandido. A população dá entrada nos hospitais, vítimas das balas perdidas de uma cidade sitiada por uma guerra civil. E, como se não bastasse o horror da população diante de tanta violência e corrupção, as crianças-estudantes das escolas do Rio são jogadas em salas superlotadas como criminosas em celas de penitenciária. Seria uma premonição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus nos livre! E que nos livre também do submundo de secretarias em que dublês de politiqueiros-ladrões-ex-atletas driblam a integridade e chefiam a máfia da merenda escolar, do rio card, da terceirização de funcionários... Será que rezamos baixo? Pois esse deus não nos tem ouvido e nem livrado desses males, amém. Ou será que a resposta está em PARAR finalmente de esperar um milagre dos céus e resolver prestar atenção no que está acontecendo? PARAR de enfiar a cabeça na areia; de votar no mais bonito e no mais simpático ou no mais jovem ou no mais rico... de usar o direito de voto para aproveitar o feriado depois da fila na sessão eleitoral para pegar uma praia... PARAR para mudar esse estado caótico que vem soterrando o país e, principalmente, o Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível que o povo não esteja cansado de dar com a cabeça na parede votando em políticos que prometem soluções imediatas e mudanças repentinas para problemas que nasceram das entranhas de anos e anos de uma ditadura inútil que não serviu sequer para promover a real consciência do que a palavra “liberdade” significa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ditadura brasileira, milhares de artistas, pensadores, trabalhadores, estudantes foram presos e torturados. Hoje, a antiga imprensa marrom é que faz o papel de in(vê)stigação, que os sobreviventes daquela época - agora no poder -, convenientemente, deixam para trás. Quantos deles hoje têm a oportunidade de fazer o que pregavam e não fazem? Preferem acusar o povo de preguiçoso ou de difamador da imagem do Brasil no exterior. Como se a imagem do país precisasse da difamação de seus filhos para ser denegrida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvidas de que a eleição de um político de origem humilde aponta para uma mudança na mentalidade de um povo que se recusava a se ver representado pela figura de um semelhante. Contudo, as esperanças de que esse povo estivesse, finalmente, aprendendo a exercer o direito de escolha começaram a rolar escada abaixo quando esse governo foi reeleito, a despeito do envolvimento em casos de abuso de poder e tráfico de influência, que levaram ao afastamento de ministros e assessores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens da prisão de políticos envolvidos em casos de corrupção e crime organizado remetem, ao mesmo tempo, às lembranças de filmes sobre a máfia e às aulas de história no segundo grau, em que o professor contava episódios de golpes militares que começaram com o fechamento do Congresso. Na época, a idéia causava arrepios de pavor; agora me pego olhando com inveja para a vizinha latina submetida a décadas de ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Cuba, o índice de analfabetismo é praticamente nulo. As universidades são públicas e recebem investimento do governo. Os hospitais são referência no tratamento de diversas doenças, recebendo estudantes de várias partes do mundo para aprender como se faz Medicina, sem qualquer conforto, é verdade, porém sem convênios e planos de saúde inacessíveis - e, na maioria das vezes, insuficientes. Não à toa, os pontos que fazem da ditadura cubana um oásis frente à democracia brasileira são resultados de uma política de educação séria. Uma política de longo prazo que nunca prometeu educação em troca de bens materiais, nem mudanças imediatas. Uma educação para quem quer &lt;em&gt;saber&lt;/em&gt; ao invés de &lt;em&gt;ter&lt;/em&gt;. Educação que trata os alunos como gente e não como números, que viram verbas, que viram receita, que vira desfalque.&lt;br /&gt;No Brasil, nas últimas eleições para presidente, o único candidato que fundamentou sua campanha na Educação recebeu menos de 3% dos votos válidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A arte que ilustra esta matéria, "Travessia de Maleiros", foi criada pelo designer Wilson Domingues e ficou em 2º lugar no Salão Carioca de Humor 2007. Thanx, Wilbor!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-7516416684909593253?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/7516416684909593253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=7516416684909593253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/7516416684909593253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/7516416684909593253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2007/06/stop.html' title='STOP'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SHlvqy8N89I/AAAAAAAAALA/c8cSWjTmeMU/s72-c/wilbor_maleiro_stop.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-4728260869214701010</id><published>2007-06-11T20:24:00.001-03:00</published><updated>2008-07-13T00:47:58.900-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Política uma hora dessas?</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SHl5XXhBwqI/AAAAAAAAALQ/WfvjzK3XyA0/s1600-h/bomba.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222338685269295778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SHl5XXhBwqI/AAAAAAAAALQ/WfvjzK3XyA0/s320/bomba.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"&lt;em&gt;Calma, Tudo está em calma&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Deixe que o beijo dure&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Deixe que o tempo cure&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Deixe que a alma&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Tenha a mesma idade&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Que a idade do céu&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;("&lt;em&gt;A idade do céu&lt;/em&gt;", Jorge Drexler/ Versão: Paulinho Moska)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes eu já te disse isso? Não tô mais agüentando esse lugar. Quem não está mais agüentando sou eu, esse teu chororô. Já ouvi isso um milhão de vezes. Ah! Pelo menos você está contando, sinal que ainda presta um pouco de atenção no que eu digo... Ai não, vai começar de novo. O que foi que aconteceu dessa vez? Como assim “dessa vez”? Você não está lendo os jornais esse país não pára. É uma vergonha... Ah tá, é isso agora! Pô, você acha pouco? Não se tem mais vergonha por aqui. O cara que rouba uma manteiga na padaria vai preso e passa anos na cadeia, mas a OAB diz que o colarinho que rouba uma nação inteira não pode ser algemado. É um absurdo mesmo, mas você tem que se acalmar ou vai ter uma síncope. Não dá, quero ir embora daqui... como se pode viver num lugar com essa criançada toda virando bicho na rua? Vem cá, não chora. Pô, você não está vendo em volta? Uma geração inteira está sendo privada de uma educação decente, de uma família decente, de uma cultura decente e de um futuro... esses pobres todos, o que vai ser dessa gente? Meu bem, a gente tá fazendo a nossa parte... Mas ainda é pouco, amor... tem gente morrendo de fome, amor... Eu sei, benzinho, vem cá, vem! Quem pode fazer alguma coisa, só quer garantir o seu... olha pra você! Ih, pronto... É sério, parou de trabalhar pra estudar pra concursos públicos e pra que, me diz? Pra ganhar dinheiro trabalhando pouco? Dinheiro do povo, amor... pra comprar imóveis e viver de cobrar um teto pras pessoas que não podem comprar a casa delas? Olha só, você ta exagerando.. eu não tenho nada a ver com essa tua ladainha, daqui a pouco vai querer jogar a culpa da corrupção da país nas minhas costas, é melhor a gente parar com essa conversa! Não é você, eu não to dizendo que é você, só to querendo te mostrar que a gente não ta fazendo a nossa parte COISA NENHUMA, a gente passa é a maior parte do tempo fechando os olhos pra não ver... Puts, amor, chega, hoje não, era pra gente ter uma noite romântica, pô não estraga, vai? É tanta roubalheira vindo de cima, que as pessoas nem se importam mais de fazerem suas trapacinhas também. Deixa eu chegar perto, você parece uma fera... seu cabelo tá tão cheiroso... sua pele tá tão quentinha... PÁra! eu to falando sério, tô puta, tô uma fera e você fica excitado??? Você é um esTÚPIdo, um OGRO, BAbaca... Tá! Pra mim chega! Quer saber, você vem com esse papo pelo menos uma vez por mês... quando teus hormônios sossegam você esquece tudo. Vai embora pra Europa, então! Quero ver você ficar sem o Aterro no domingo, sem a Urca, sem o chocolate quente do Leblon, sem o outono do Rio... sem mim... a dondoca está toda revoltada, mas não rasga a carteira falsa de estudante, né? Ladrão que rouba ladrão... Não vem com essa não, você usa a carteira até pra dia de promoção!!! Vai responde... me chama de babaca!!! E quer saber do que mais? Vou dormir no sofá hoje. Feliz dia dos namorados pra você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-4728260869214701010?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/4728260869214701010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=4728260869214701010' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/4728260869214701010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/4728260869214701010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2007/06/poltica-uma-hora-dessas.html' title='Política uma hora dessas?'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SHl5XXhBwqI/AAAAAAAAALQ/WfvjzK3XyA0/s72-c/bomba.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-777756427230226200</id><published>2007-05-03T18:24:00.000-03:00</published><updated>2008-07-13T00:32:26.070-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>EcoNeura</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;"Oncinhas pintadas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Zebrinhas listradas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Coelhinhos peludos..."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;("Bichos Escrotos", Titãs)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Para tudo no mundo há limite, até para as boas intenções. De repente, o mundo foi tomado por uma onda de histeria ecológica globalizada. Várias vezes, já me passou pela cabeça a idéia de que os que ajudam a propagar o tsunami de informações alarmistas sobre o aquecimento do planeta são os mesmos que, anos atrás, promoveram a overdose de pílulas de vitaminas e, depois, a neurose anoréxica da boa forma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, nem teorias malucas como essa seriam suficientes para justificar os excessos da nova moda ecológica. Um deles é o boicote ao consumo de carne bovina, movido pela notícia de que pecuaristas da região Norte vêm desmatando áreas da Amazônia para criação de gado. Seguindo esse raciocínio, deveríamos também abolir o consumo de óleo de soja, leite de soja, carne de soja, tudo de soja, pois agricultores da região centro-oeste do Brasil já teriam desmatado meio Mato Grosso para plantação do grão que é um dos nosso maiores produtos de exportação. Vamos logo radicalizar: paremos de beber café com açúcar e leite e de comer pão, vide a devastação causada pela plantação de café, cana de açúcar e trigo após tantos décadas de política do café-com-leite. Morramos à míngua, mas salvemos as terras para as formigas!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco me importa que os politicamente ecológicos - ou seria "ecologicamente corretos"? - deixaram de presentear suas namoradas com Chanel nº5, que usa madeira da Amazônia brasileira, ou com os cosméticos das grandes marcas européias por usarem animais como cobaias. &lt;strong&gt;Deveríamos preservar a natureza, antes de qualquer outro motivo, para garantir nossa qualidade de vida AGORA e não daqui a 70 anos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível que as pessoas não estejam notando o surgimento constante de novas mazelas diagnosticadas por uma classe de médicos ignorantes como "viroses", como se fossem uma doença só. Que vírus são esses que provocam sintomas tão diversos e estão cada vez mais resistentes a qualquer tipo de remédio? Onde eles estão? Na água que bebemos? No ar que respiramos? Nos alimentos que ingerimos? Essa, sim, deveria ser a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;prioridade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; de ecologistas e ambientalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estão o Greenpeace ou WWF que não se mobilizam numa campanha para conscientizar aqueles que preferem passear pelas ruas da cidade em um veículo 4x4 ou em milhares de carros que atravancam o ritmo da vida e poluem o ar para carregar apenas uma ou, no máximo, duas pessoas. &lt;strong&gt;Muito mais do que a vida em 2077, é mais importante preservar nossos nervos e pulmões já.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me preocupa de verdade é uma quantidade de pessoas equivalente à população do Rio de Janeiro contaminada com o vírus da AIDS na África, enquanto o mundo se mobiliza por um urso que foi rejeitado pela mãe num zoológico da Alemanha. O que me horroriza mesmo é ver pessoas "vivendo" em barracos de madeira sem luz, sem água, sem banheiro às margens da Baía da Guanabara e a poucos metros da Avenida Brasil, enquanto um grupo de biólogos investe recursos de sociedades de pesquisa na luta para combater a extinção do papagaio-de-cara-roxa no norte do Paraná.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada contra o urso branco alemão nem contra o papagaio paranaense, mas será que só eu desconfio que talvez a extinção de algumas espécies seja a confirmação da teoria da seleção natural em que os mais fortes garantem seu visto de permanência em detrimento dos mais fracos ou menos resistentes? Será que tais biólogos também não estão interferindo e afetando as leis da Natureza? Seria pedir demais que parte desses esforços despendidos com espécies selvagens - para as quais talvez tenha mesmo chegado a hora de dar por encerrada sua participação nesse planeta caótico - fosse revertida para &lt;strong&gt;uma raça que se recusa a extinguir-se&lt;/strong&gt;, mas tem padecido com a crueldade de desgovernos, desamores e desatenção dos próprios semelhantes? Que raça é essa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SHl1hoYqtjI/AAAAAAAAALI/0ygzTkBCTY8/s1600-h/econeura.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222334463549814322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SHl1hoYqtjI/AAAAAAAAALI/0ygzTkBCTY8/s320/econeura.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;TROQUE SEU CACHORRO - AGORA - POR UMA CRIANÇA POBRE!!!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Foto retirada do site pantec.wordpress.com)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-777756427230226200?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/777756427230226200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=777756427230226200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/777756427230226200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/777756427230226200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2008/07/econeura.html' title='EcoNeura'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SHl1hoYqtjI/AAAAAAAAALI/0ygzTkBCTY8/s72-c/econeura.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-7360963521622846246</id><published>2007-05-03T17:53:00.002-03:00</published><updated>2008-07-24T11:36:20.523-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Um dia de cada vez</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;"O Sol há de brilhar mais uma vez&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;A luz há de chegar aos corações"&lt;br /&gt;("Juízo Final", Nelson Cavaquinho/Elcio Soares)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222323705573686370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SHlrvbzSPGI/AAAAAAAAAK4/CrazNGguvr0/s320/alexandre_ruiva.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Num dia qualquer, L. acordou, olhou para o teto e não conseguia lembrar por que tinha que levantar da cama naquela manhã. Aparentemente, não havia nenhuma razão justa para tirá-la de casa. Foi então que percebeu ter perdido uma batalha. Havia se deixado dominar pelo desânimo. Com o passar do tempo, foi notando que nada no seu dia-a-dia parecia valer a pena, nada que a motivasse a seguir adiante. Mesmo assim, o senso de obrigação a empurrou para fora da cama, para a ducha, para o elevador, para o estacionamento. Abriu a porta do carro, sentou-se na frente do volante, mas não conseguiu girar a chave, muito menos chegar ao trabalho. Horas mais tarde, o médico diagnosticava: depressão. Sua irmã a levou de volta para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poucos metros dali, F. sentia o calor do sol em seus cabelos ruivos e minuciosamente escovados. Acabara de tirar a carteira, precisava ter coragem para deixar a garagem e enfrentar os vários quilômetros até a sede do comitê. Era um dia de estréia. Precisava desse novo desafio para compensar os vários anos gastos ao lado de alguém que nunca a entendeu. Ao chegar, sentiu-se vitoriosa. Suas longas pernas pisaram o chão com muito mais confiança ao sair do carro. Confiança de que estava no caminho certo, de que a vida continua, de que novos amores aparecem, de que sua auto-estima não precisa de mais ninguém, além dela mesma. Entrou no prédio de cabeça erguida, peito estufado, cabelos brilhosos e um largo sorriso no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meses mais tarde, L. contava com a ajuda de ansiolíticos para poder dirigir até o trabalho e realizar as atividades diárias. Já conseguia evitar a espera por acontecimentos significativos e a decepção, todas as noites, ao abrir a porta de casa sem novidades para comemorar. Hoje, consegue simplesmente se desligar do que a aborrece, conectando sua atenção a alguma galáxia distante. Amigos e colegas de trabalho notaram a mudança, se tornaram mais afetuosos, respeitando, contudo, a distância que ela prefere manter de tudo e de todos. Em breve, sua fase de reaprender a viver com a ajuda de tranqüilizantes estará terminada. Se conseguirá manter o distanciamento, ninguém pode prever. Mas sabe que dando um passo após o outro, tem voltado à vida. Não à normal, mas a uma nova vida que está construindo. Ao contrário do que parece, ela tem sorte. Quantos têm a chance de apertar o "reset" e recomeçar com um mínimo de perda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigindo, F. se sentia mais dona de si e de seu destino, autoconfiante e cheia de coragem para novas empreitadas. Partiu para a conquista de um novo amor. Dona de um estilo que lhe confere um charme inegável, foi bem sucedida. Mas depois de alguns encontros, percebeu que se enganara, o novo amor não passara de uma "ilusão de ótica". Porém, consciente dos degraus que já tinha conseguido subir e da guinada que dera em sua vida, a moça sabia que uma ilusão como essa não seria suficiente para ofuscar o brilho da ótima fase. Sem dramas nem sofrimentos, decidiu que aquela pequena desilusão nada mais era do que uma situação passageira e não seu foco principal. Pisou fundo e acelerou a vida pelo caminho que vai traçando a cada troca de marcha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olha para si, L. percebe que apesar de ter de reconstruir a relação com o mundo, à sua volta, tudo ainda está em seu devido lugar. A reconstrução será feita de dentro para fora e diz respeito muito mais a si mesma do que a qualquer outra pessoa. Quando sua ponte com o mundo estiver reconstruída, estará pronta para enfrentar novos desafios, como F. e a grande maioria das pessoas fazem - matando um mamute a cada dia, escrevendo com as próprias mãos um novo capítulo da própria história. Boa sorte, meninas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A arte que ilustra esta coluna é de Alexandre Coelho. Valeu, Alex!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-7360963521622846246?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/7360963521622846246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=7360963521622846246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/7360963521622846246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/7360963521622846246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2007/05/um-dia-de-cada-vez.html' title='Um dia de cada vez'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SHlrvbzSPGI/AAAAAAAAAK4/CrazNGguvr0/s72-c/alexandre_ruiva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-7695079233445496552</id><published>2007-04-05T20:38:00.005-03:00</published><updated>2008-08-11T01:05:22.573-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>Walk on bye</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SHlqTRrO0UI/AAAAAAAAAKw/9RQIhZANA1A/s1600-h/abbey+road.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222322122307588418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="120" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SHlqTRrO0UI/AAAAAAAAAKw/9RQIhZANA1A/s320/abbey+road.JPG" width="129" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;"eu ando pelas ruas prestando atenção em cores&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;que eu não sei o nome..."&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;("Esquadros" - Adriana Calcanhoto)&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;gosto de andar. ando pelas ruas e, quase sempre, quase sou atropelada. porque não olho para os carros. os carros são os que menos me interessam na rua. olho para as pessoas. olho até para as pessoas dentro dos carros, mas não para os carros e eles dificilmente param para mim. &lt;/p&gt;as pessoas por trás das janelas também são interessantes, me flagram observando-as e são pegas de surpresa, se sentem incomodadas por encontrar um olhar tão curioso quanto o delas. Também tenho direito de olhá-las. Quem foi que disse que os transeuntes não podem fuçar? Quem foi que disse que só os debruçados nos pára-peitos é que podem? Nós que passamos também temos nosso direito de vagar sem pressa. Cabeça alta a divagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um dia, num momento de meninice, levada por pensamentos surpersticiosos, ia andando por uma rua do subúrbio pensando "se encontrar uma rosa branca pelo caminho, é porque ele gosta de mim". Quando cheguei no final da rua, olhei para o jardim de uma casa repleto de rosas vermelhas e apenas uma esmaecida, quase morta, entre o pálido, o chá e o branco. Seria uma rosa branca ou seria uma rosa morta? Nem percebi o carro que se aproximava devagar sem buzinar. O motorista percebeu que minha cabeça estava em algum lugar distante, muito distante dali e não quis me assustar. Mas me assustei assim mesmo. Ele riu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meus dias sempre começam bem quando caminho o longo trecho de sempre com fones de ouvido bombeando o som de algum lugar doido desse mundo no meu cérebro. o trabalho rende. o sorriso surge mais fácil no rosto. combino as passadas com a batida da música, deixando que o mp3 defina se vou chegar mais cedo ou mais tarde no trabalho. imagino uma câmera seguindo meus passos em super8 e uma voz narrando "lá vai ela para mais um dia de labuta". uma história que começa assim não promete nada de especial. E vou seguindo, jurando para mim mesma que "desta vez vou escrever uma história diferente". o dia vai escorrendo e tudo acontece exatamente do mesmo jeito. ainda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando saio do trabalho e decido andar um pouco mais para apreciar o dia, percebo faróis que se apagam e acendem no ritmo de olhos que piscam. sou a única alma na calçada. será que piscam para mim? ou será que caiu um cisco em seus olhos de vidro?&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233102701008134354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 260px; CURSOR: hand; HEIGHT: 203px" height="216" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SJ-3Li66INI/AAAAAAAAANI/3J9WPxGZP5Y/s320/walk_on_by.JPG" width="260" border="0" /&gt; percebo buzinas q tocam de leve. sou a única pedestre no bairro dos dois carros por garagem. será que as buzinas querem minha atenção? ou será que gritam de surpresa ou de escárnio por encontrarem um pedestre num bairro em que cada garagem tem, pelo menos, dois carros? não importa. porque não olho para os carros. os carros são os que menos me interessam na rua. nessas caminhadas, eles passam em alta velocidade. nunca param para mim. e, diferente do subúrbio, nem tenho a chance de olhar para as pessoas dentro deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte que ilustra esta coluna é de &lt;strong&gt;Alexandre Antunes&lt;/strong&gt;. Thanx, teacher!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5082449593412507464-7695079233445496552?l=sarasimoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarasimoes.blogspot.com/feeds/7695079233445496552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5082449593412507464&amp;postID=7695079233445496552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/7695079233445496552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5082449593412507464/posts/default/7695079233445496552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarasimoes.blogspot.com/2007/04/walk-on-bye.html' title='Walk on bye'/><author><name>Sara Simões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12404524627175257041</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_7r7PfO5nexc/SprFPh1NINI/AAAAAAAAAQc/titPNL37e_M/S220/IMG_5340b.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SHlqTRrO0UI/AAAAAAAAAKw/9RQIhZANA1A/s72-c/abbey+road.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5082449593412507464.post-7548736725325196454</id><published>2007-03-18T17:02:00.002-03:00</published><updated>2008-07-12T23:25:57.489-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nervo Óptico'/><title type='text'>O medo e o caminho</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_7r7PfO5nexc/SHlnfEt5pxI/AAAAAAAAAKo/Fi3WyNxcx4Q/s1600-h/trave.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222319026452670226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 1
